<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837</id><updated>2011-07-08T08:30:29.283-07:00</updated><title type='text'>Hugo Vieira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>87</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-4796113883176033841</id><published>2009-09-30T14:33:00.001-07:00</published><updated>2009-09-30T14:54:46.613-07:00</updated><title type='text'>Cercas - As Minhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SsPRJejXl0I/AAAAAAAAAB8/4fFvxhrM3cM/s1600-h/cercas2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SsPRJejXl0I/AAAAAAAAAB8/4fFvxhrM3cM/s320/cercas2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387379540015683394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me fechado. Enclausurado nesta camisa de forças que me amarra nesta cama. A tal que serve para nos deleitarmos no mais fortes e carnais prazeres. A mesma cama onde o labirinto da minha mente se transforma num Inferno de mil chamas. Sinto-me fechado. Fechado com as chaves que não tenho, com uma porta escura que não vejo, e uma incapacidade manifesta em ter força para avançar.&lt;div&gt;Estou cercado por muros, cercas e paredes. Aquelas que não me permitem passar para o lado da felicidade e me condenam a este Quase-Ser, que continuo dia-após-dia, a tentar ser. Nem isso em condições consigo ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou para mim como uma folha que não foi escrita. Como um dia que nunca chegou nascer. Como uma soma de somar que só subtrai. Mas ainda a dor multiplica-se a cada respirar, como se as miragens fossem utopias, e os pensamentos punhais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As cercas, as minhas, estão por todo o lado, mostrando-me as restrições que a Vida, a minha, me dá, para que sabendo-as não a viva e não a vivendo não lhe possa chamar Vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acredito na conjugação perfeita de todos os verbos que existem na Língua Portuguesa. Mas ainda assim, existem vários cujo presente não consigo conjugar. Nem conjugar o verbo nem conjugar aquilo que sou com o que pretendo. Talvez o verbo Ser seja a minha maior cerca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na rua barulhos e silêncios coabitam. Cá dentro é só ruído e os meus verdes olhos são oceanos de lágrimas jorradas numa noite que se prevê longa. As tais noites longas e duradouras que se perpetuam, dando-nos a sensação de não paragem, de não descanso, do não adormecimento. Sinto-me nesse Mundo paralelo, esse que só Eu vejo e ainda assim não queria ver. Penso que jamais alguém me saberá Ler. Não o que digo, escrevo,  mas antes a essência do meu comportamento, esse que é tão errático como a escrita de um bêbado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria muito poder dizer que sou a minha estrela guia, mas infelizmente só me vejo como sendo o eterno desencaminhador da minha mente para planos e pensamentos que me corroem, me massacram, me esmagam, me ferem, me oprimem, me enclausuram, me deixam neste estúpido sofrimento, sofrendo estupidamente. E mesmo assim, o tique-taquear do Tempo é incessante, sem que os Verbos possam ser conjugados e as dores mitigadas no meio destas cercas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, gostava de trocar o meu cérebro por uma garrafa de água. Essa que nada tem se não calma e utilidade. A minha utilidade na Vida não é mais do que respirar e pagar impostos, provavelmente o único legado que deixarei na Vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, quando já for cadáver, provavelmente apenas os corvos me irão visitar. Esses que se apoderam do Nocturno e fazem com que o Sombrio seja metaforizado na sua imagem. Serei o mais triste dos cadáveres, se é que existem cadáveres tristes. O último suspiro será certamente de alívio e não de Saudade de uma Vida Vivida. Porque essa vai-me dizendo adeus com um acenar cada vez mais claro, enquanto o Tempo me vai pondo cabelos brancos na cabeça e miopia nas córneas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho pena de ser sempre este triste reunir de ossos. Talvez se encontrasse a Mãe-Vida, ela deixasse de ser minha madrasta. No entretanto, entre a busca e o encontro, sou este Quase-Ser, maltratado e subjugado por uma madrasta que me quer longe dela, mas que teima em ter que me aturar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostava eu também de não me estar aturando. Desligar o botão dos sentimentos para que pudesse ter sempre uma insustentável leveza no sentir. Mas não. Em vez disso tenho uma cadavérica pesada sensação de sentir aquilo que um Quase-Ser, agora de 25 anos, não devia sentir. Ainda assim, tenta-se conjugar o Verbo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje nenhum verbo sairá da minha boca, porque não Me consigo. Fere-me as mais profundas entranhas todo e qualquer som que sai da minha boca, como que punhais sempre apontados para mim à espera do menor dos deslizes para disferirem o golpe certeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomara que fosse hoje o último dia que me habito...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...para que os Corvos me acompanhassem....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... e eu deixasse ou suplantasse estas cercas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre o barulho e o silêncio, um Quase-Ser, apenas eu, Hugo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-4796113883176033841?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/4796113883176033841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=4796113883176033841' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4796113883176033841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4796113883176033841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/09/cercas-as-minhas.html' title='Cercas - As Minhas'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SsPRJejXl0I/AAAAAAAAAB8/4fFvxhrM3cM/s72-c/cercas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-7537902125548772333</id><published>2009-09-26T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T13:13:48.940-07:00</updated><title type='text'>Hoje</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje vou escrever sobre aquilo que me apetece. Não porque escreva sobre o que não me apetece, mas antes porque hoje apetece-me querer o que agora me apetecer.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Viajando, neste momento, vejo as fotografias pela janela de uma paisagem que deixo para trás. Deixando o que para trás está, vou avançando num caminho itenerante, regressando, por horas, a um Porto que deixei há anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sinto-me hoje com um Meteoro dentro de ti. Pesado, com aquele sorriso ténue que a vergonha esconde, e com aquela calma, que só a tristeza das luzes me permite ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Cá dentro sinto-me um turbilhão... Como se a constatação do facto fosse a Verdade... Como se o Querer fosse a Utopia... Como se a minha Vida me passasse ao lado, apesar de estar no seu caminho. Sinto-me com o Mundo em cima, e ainda assim, sinto que não o domino. Não domino a perspectiva do que tenho, o que penso, e esta Coroa de Espinhos que carrego todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sinto nos dedos o tremor de um dia de Inverno, no calor de uma tarde de Outono. Esse calor que nos permite rir, sorrir, saltar, onde a Alegria dá lugar a um regozijo que nunca senti na totalidade. Olho não vendo, e sinto não sentindo, porque só se sente aquilo que realmente se sente e não aquilo que queremos sentir. Nas antíteses do que penso, evoluo para um sítio que ainda hoje gostava de perceber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Gostava de ser Eu. De ter a Força de Mil Guerreiros e ainda assim, fica a Vontade manifesta, perdida numa Vida, que me esmaga com as suas mãos cruéis. Asfixio-me ao mesmo tempo que tento respirar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sigo, pensando, que o Amanhã me há-de completar. Não porque o Presente não é o Bom, mas antes porque o Amanhã o sonho melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sou um projecto que não passou do papel. Sou um rascunho de um livro que não foi editado. Sou um tela que nunca ninguém. Sou uma caneta sem tinta. Sou o que me apetece. Sou o que digo. Sou o que penso. Sei lá eu, o que Sou... Sei lá eu para onde vou...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Estou parado em Mim, como um motor sem gasolina e ainda assim, sou mais um...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje apetece-me apetecer-me... Mas não me consigo gostar, nem me apetecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por isso, escorro as palavras, para que seja possível, que a Vontade do Hoje permita que possa ser mais Um amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por isso, escorro as palavras...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Essas que, para quem as lê são punhais e paredes de betão constantes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Essas onde bato com a cabeça...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje, vou tentar apetecer-me...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ou não...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Apenas eu, Hugo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-7537902125548772333?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/7537902125548772333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=7537902125548772333' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7537902125548772333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7537902125548772333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/09/hoje.html' title='Hoje'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-9058599237057257545</id><published>2009-08-05T12:36:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T13:32:03.690-07:00</updated><title type='text'>Dores (As Minhas)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnngfH3djbI/AAAAAAAAAB0/ml27yX7JIrE/s1600-h/Aradiah_s_athame_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366567256280894898" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnngfH3djbI/AAAAAAAAAB0/ml27yX7JIrE/s320/Aradiah_s_athame_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Gostava de ser o somatório de mim próprio, ou talvez uma mera derivada para saber a variação que tenho no que Sou. Soubesse eu saber quem Sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, as somas fáceis não são mais que deduções à minha pouca alegria, como que esgotamento um poço, cuja reserva faz tempo que se esgotou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre raios de um Sol que me queima as entranhas, escrevo palavras que na minha mente não são mais do que quimeras, onde vivem as ânsias, os tremores e as minhas lágrimas. Na sombra está a Sombra do que Sou escondida. Talvez a mais sincera das cobardias, talvez a mais cobarde ânsia e ao mesmo tempo a mais autêntica. Todas as frases se esgotam no ponto que escrevo. Mas o que penso esgota-se com o alcance que a minha Mente tem, e infelizmente, hoje dói-me a cabeça por pensar no Mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo esse caiu-me as pés para que o olhasse. Não para que o criticasse, mas antes para ter certeza que não sou mais do que a peça de algum xadrez jogado sem rei. Serei, talvez, o peão que não sabe a mensagem nem a jornada que tem pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis abraçar os dias com a ponderação e força do alcançar perfeito. O que tenho não é o alcançar perfeito, mas a perfeição da jornada perdida, ao som de uma qualquer balada que só a minha cabeça ouve. Nesses momentos, sou Tudo, e principalmente sou Eu. O Tal para o qual as estrelas não brilham, o Tal para o qual a Utopia é uma Ilha, o Tal para o qual ser perdido e derrotado é ser banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou esta agregação toda. E mesmo somando, só diminui. Aumenta é este despego de mim, onde a minha Mera existência me esgota. Cercado por punhais, olhares, risos e troças que me levam ao mais Fundo do que sou. É nesse momento que a soma dá zero. É nesse momento em que a soma das minhas partes dá zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bom poder pintar as minhas imagens com cores mais coloridas e mais vivas, ao invés de as cobrir deste negro, que me pauta a razão e me dá esta cegueira de Tudo. Verdadeiramente, não consigo sequer ter a abertura de um sorriso para que a  Vida escorra como tinta num quadro, ou apenas, e já isso seria muito, Ser aquilo que realmente gostava de Ser: Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje adiciono as dores que tenho...&lt;br /&gt;                                                                        .... para que ao tê-las, ao que estão para vir  não              sejam novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu, com os meus punhais, Hugo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-9058599237057257545?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/9058599237057257545/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=9058599237057257545' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/9058599237057257545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/9058599237057257545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/08/dores-as-minhas.html' title='Dores (As Minhas)'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnngfH3djbI/AAAAAAAAAB0/ml27yX7JIrE/s72-c/Aradiah_s_athame_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-8594095202786269258</id><published>2009-08-04T13:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T13:58:31.951-07:00</updated><title type='text'>Noites</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnibC5bpW-I/AAAAAAAAABs/MKMiuc40iq8/s1600-h/noite1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366209430090767330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnibC5bpW-I/AAAAAAAAABs/MKMiuc40iq8/s320/noite1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo nas noites de Verão, naqueles pequenos momentos onde a Mente vai embora e fica este Medo e o Sentimento do perder não tendo em Mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dou por mim sentindo-me não me sentir e ao mesmo tempo sou o maior sentimento que tenho em mim. Sou aquele que mora no escurecer escuro de uma escuridão sem nome, aquela que nos aperta as veias e nos faz querer transbordar no Grito, que mesmo dado apenas na nossa cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava de perceber a Noite. Perceber os contornos que tem, as lamúrias que pragueja quando o sentimento de si se perde, no sentimento de outrém. Hoje, gostava de ser a Noite para ainda assim me perceber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dou por mim, a ser o que vejo e a sentir as chagas de uma escuridão que me cega a Alma, e me fecha a porta na cara. Hoje não entrei em Mim. Apenas fiquei à porta porque a escuridão da minha tristeza assim o ordenou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Luz do Dia pode ser a chave para conseguir abrir esta porta de punhais e espinhos que me foi fechada. Ainda assim, nem na loucura frenética da Luz do Sentir me consigo sentir em condições. Alguma vez me terei sentido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, sou, estou, vejo, sinto e não sei para o que vu. Ninguém o sabe. Muito menos perdido nesta noite e nestas vozes e demónios que me habitam a mente, espetando-me punhais no Sentir e ferindo a Razão que gosto de preservar. Ainda assim, sinto... o que consigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco-me em cada esquina sem me encontrar. Vejo-me em cada espelho sem me ver. Conquisto a cada luta, não a Vitória, mas cicatrizes que jamais sararão. E na certeza da minha Escuridão da Noite, não sou mais do que um peregrino, esperando, não que a Noite acabe mas sim que a minha tormenta tenha um términus. Utopia feito sentimento. Ainda assim, sonha quem sonha que sonhando consegue sonhar. Mas continuo sem sonhar e acima de tudo a ter nos dedos o saber do fel e a secura de quem sente a Vida numa constante prova, em que saio a perder em cada estalar de dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-me na passagem entre o Ser e o Não Ser. A tal Passagem que nunca sabemos muito bem qual nos fica melhor. Talvez por isso fico ali, sem saber o que sou. Se um projecto de gente ou gente feita projecto falhado, nestas noites. Estas noites que me custam a passar e a Sentir, onde o tique-taquear dos relógios não são mais do que pica-miolos, roendo-me por dentro, transparecendo-me na face, e reduzindo-me o Sorriso Ausente que mora em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, a Noite chegou cedo... e hoje começo a jornada cedo... para que mais uma vez me perca na Escuridão, como um labirinto, esperando perder-me. Não porque o perder seja uma dádiva, mas porque não encontro a dádiva de não me perder nesta Dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, a Noite chegou cedo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                             ... e nela tento não entrar, porque me fechou a Porta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-8594095202786269258?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/8594095202786269258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=8594095202786269258' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/8594095202786269258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/8594095202786269258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/08/noites.html' title='Noites'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SnibC5bpW-I/AAAAAAAAABs/MKMiuc40iq8/s72-c/noite1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-7516119746610057371</id><published>2009-07-12T11:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T12:08:39.526-07:00</updated><title type='text'>Pontos e vírgulas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SloxgSv_CrI/AAAAAAAAABk/6PrY39AJ1GE/s1600-h/Utopia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SloxgSv_CrI/AAAAAAAAABk/6PrY39AJ1GE/s320/Utopia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357649137569303218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Começo a escrever na sombra de uma tarde que me diz adeus.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sento-me na minha sala, com o horizonte como máximo e o meu recôndito refúgio como mínimo. No meio dos extremos, sento-me eu nesta tarde de Verão, tentando-me sentir naquele esforço eterno de compreensão que temos para connosco. Há metafísicas, metafísicos e ametafísicos. Gosto de me situar nos últimos. Aqueles que, pura e simplesmente, vão avançando no calendário com a certeza de ter valido a pena o dia anterior. Eu vou avançando no calendário querendo que o dia a seguir valha a pena. Provavelmente, este será o meu dos meus erros. Ainda assim, meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Perco-me por pontos e vírgulas como se perde um anão entre multidões. Encontro-me nas palavras, porque só elas me encontram neste fim de tarde. Enquanto os pontos e vírgulas me deixam falar, vou deixar escorrer o que as mãos me permitem escrever.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sinto-me como o eterno adiado. O tal cuja fantástica paz da realização e do sorrir matinal para mais um dia, vai sendo, dia após dia, ano após ano, adiado. Como um desvio ao caminho normal que não mais retoma o rumo. Ainda assim, no meio de um desvario metafísico, chamemos-lhe assim, consigo ser lúcido ao ponto de saber que sendo lúcido sou lúcido demais para ser lúcido. É aqui que o nexo deste fim de tarde se esgota. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Dou pela janela para o Mundo que me habita lá fora, pois eu faz tempo que tento perceber porque o habito. O sentido de missão não me apraz concluir nada. O sentido do sentir esse sim me faz pensar e sentir, sabendo que as duas coisas são inimigas e ao mesmo tempo simbióticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pensar e sentir sempre foram dois verbos fortes no meu existir. Ainda assim, hoje, não os consigo definir e perceber qual seguir. Não sigo nenhum. Talvez esse seja o segredo. Aquele segredo que a mundania permite, quando não se perde Tempo a escrever isto que agora me sai da mente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Todas as ruas do Mundo dão para a minha casa, mas ainda assim sinto-me como uma Ilha perdida no Alto Mar. Sinto-me a Ilha que gostava de ser Península: ligada à felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ainda assim, continuo a vaguear, perdido em Mim, talvez o pior dos sítios onde me posso perder. Gostava de conseguir não me perder, encontrando-me nas pequenas peças do pequeníssimo que sou. Mas ainda assim consigo ser mais complexo que um qualquer axioma que se pretenda demonstrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Vou continuar, eternamente, perdido em Mim. Não sei se alguma vez conseguirei ter a paz de espírito de quem encontrou a sua Razão. Não por loucura, o desejo, mas antes por um questão de paz. Essa que é a Utopia de todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas hoje... hoje, perco-me por pontos e vírgulas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;... para que, finalmente, alcance o meu ponto final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje, Apenas eu, Hugo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-7516119746610057371?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/7516119746610057371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=7516119746610057371' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7516119746610057371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7516119746610057371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/07/pontos-e-virgulas.html' title='Pontos e vírgulas'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SloxgSv_CrI/AAAAAAAAABk/6PrY39AJ1GE/s72-c/Utopia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-2776627970506642278</id><published>2009-07-05T16:28:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T16:48:28.321-07:00</updated><title type='text'>Jornada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SlE4KQPNurI/AAAAAAAAABc/0e29cjjmLhQ/s1600-h/Padornelo%2520verde%2520rio%2520na%2520zona%2520de%2520Sigo%2520edc.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355123180728859314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SlE4KQPNurI/AAAAAAAAABc/0e29cjjmLhQ/s320/Padornelo%2520verde%2520rio%2520na%2520zona%2520de%2520Sigo%2520edc.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gostava de saber como seguir um rumo sem o perder. Talvez conseguisse, nesse momento, pensar aquilo que devo sentir e não sentir aquilo penso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje, vivo com os dois pés assentes na terra e com a loucura a tomar-me conta da mente. Preciso de encontrar o trilho, o tal que as pessoas lutam, o tal que as pessoas almejam, o tal que faz o sorriso brilhar todos os dias da semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Dou por mim levado em castelos de nuvens que o Sol não afasta nunca. Ora, sentindo as coisas leves e sensacionais como se novidade fossem, ora sentido o doce carregado fel que a tristeza ancora, vivo sufocado pela dor, que a minha barriga carrega e a pele traz tatuada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sou, mesmo em Lisboa, alguém que luta contra o karma de não ser vencido pela vida, mas sim vencer na vida. Vivo pela conquista da minha paz, a tal que me faz descansar à noite, sem os pesadelos nefastos que afastam de mim os sorrisos. Gostava de poder trazer ligado a mim o sorriso que os vencedores albergam quando a conquista é efectiva, mas afinal sou ainda o projecto daquilo que devia ser mas que provavelmente jamais será.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Jamais será aquilo que projectava, porquanto não se consiga nunca ser aquilo que se almeja. Mitiga-se o que não se tem, com o que se vai tendo e ainda assim não se mitiga o suficiente para nos sentirmos mitigados. Mitigando, mitiga-se o que não se mitiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sofro-me os dias, como se de peregrinações estivessemos falando. Peregrinações de vontade, levando-me a lado nenhum. Ao vazio, talvez. Esse que fica confinado entre quatro paredes, numa noite escura, onde só Tu e a Mente habitam numa comunhão quase perfeita. Nesses momentos, em que as minhas pequenas e fúteis peregrinações chegam ao seu vazio, enfrento-Me como se fosse o meu pior inimigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, de facto, hoje em dia cada vez mais me vou convencendo que o meu maior inimigo sou eu próprio. Eu próprio por ser Eu, da forma que sou, do modo que Sou e da forma mais vil como me magoo e firo a mim mesmo. Ainda assim, não consigo deixar de parar de me magoar, e deitar contra a parede. Teria o Mundo ao cruzar da esquina se a futilidade de Mim próprio, se desfizesse na luta contra aquilo que posso Ser. Ainda assim, consigo dar mais valor às tristezas e infelicidades que vou tendo, do que àquilo que vou alcançando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E os anos vão passando... e sempre esta estúpida dor... a tal que os comprimidos não tiram. A dor de pensar que quero triunfar e não olhar para trás julgando que algo ficou por fazer. A dor de sentir que algo está sempre mal. A dor de pensar que o Meu Inimigo afinal sou eu próprio e ainda assim incapaz de me mudar, jamais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje permito-me parar a luta ainda que por momentos. Para que as palavras jorrem, como rios correndo para o Mar. Eu paro a luta, antes de voltar ao fim das minhas peregrinações, para recomeçar onde as mesmas acabam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por isso, hoje luto contra Mim, para que eu próprio não me vença... ou me renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Apenas eu, Hugo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-2776627970506642278?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/2776627970506642278/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=2776627970506642278' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2776627970506642278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2776627970506642278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2009/07/jornada.html' title='Jornada'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/SlE4KQPNurI/AAAAAAAAABc/0e29cjjmLhQ/s72-c/Padornelo%2520verde%2520rio%2520na%2520zona%2520de%2520Sigo%2520edc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-2704398213520719075</id><published>2007-10-29T08:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T08:52:10.523-07:00</updated><title type='text'>Olhar no espelho... Versão musical</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RwlH5zIrgss&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RwlH5zIrgss&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-2704398213520719075?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/2704398213520719075/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=2704398213520719075' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2704398213520719075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2704398213520719075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/10/olhar-no-espelho-verso-musical.html' title='Olhar no espelho... Versão musical'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-1572553357973037184</id><published>2007-10-28T11:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T11:37:40.402-07:00</updated><title type='text'>Olhar ao espelho...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RyTSTz_NqKI/AAAAAAAAAA8/Zu38SbRkIhI/s1600-h/espelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RyTSTz_NqKI/AAAAAAAAAA8/Zu38SbRkIhI/s400/espelho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126453513669159074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Há em mim uma súbita vontade de explodir por vezes.As palavras essas abundam-me na mente, como que punhais querendo rasgar o Mundo e encontrar o caminho próprio do sentido que têm.Entre o Mundo e elas, jaz o meu Mundo vivido, sempre superior ao Mundo pensado.&lt;br /&gt;São esses os estilhaços de um vidro ténue que me habita, quando a luz e o som ecoa nas salas da Vida, onde os meus momentos se acumulam, as dores sangram e os olhos transbordam.&lt;br /&gt;Sento-me, aqui na minha mesa de vidro, perto da janela de onde fito o Mundo, sentindo os barulhos mundanos de pessoas e aviões que rasgam o Céu. Com a alma ferida, os dedos trémulos e uma alma que não sabe o nome, deixo as palavras transbordarem do Mundo pensado para a ténue fragilidade de uma folha de papel. A folha que as guia, rumo à luz dos olhos de Alguém.&lt;br /&gt;Sempre fui pessoa de fazer síncopes, sínteses e antíteses mas olhando bem à minha volta, hoje a única antítese que me sai sou eu Próprio. Olhar ao espelho, de manhã, à tarde, à noite, transformou-se não na rotina, mas no desafio da Imagem que gostava de ter e me vai escapando como Tempo de Areia, que o vento leva na brisa de um fim de tarde de Outono.&lt;br /&gt;Dizem sempre os que se julgam mais audazes no conhecimento que têm da vivência mundana, que sou novo, que as coisas que sinto são coisas do mais saudoso idoso no fim de vida, mas eis que continuo ano após ano, estação após estação, conquista após conquista, com a mesma e indelével saudade do que não tive e com a vontade de ter o que não tenho. Pergunto se a conquista que me move, o enegrecer dos olhos que me motiva, ou antes as lágrimas que me abundam quando os olhos se fecham no movimento do Adeus de mais um dia que ficará preso nas masmorras da Mente.&lt;br /&gt;Da perturbação dos olhos, renascem os fantasmas de um caminho latente por uma estrada perdida, encontrando-me sempre num sinal entermitente de uma estrada que me leva a lado nenhum. Sou assim o peregrino tatuado de medos, cheio de vontades de utopias e de feridas que teimam em sarar. Dos tormentos mundanos, aos perigos de uma voz interna que não se cala, afloram os olhos como a parte primordial de um corpo cada vez mais frágil, cada vez mais dado ao Mundo como se dele necessitasse, e cada vez mais parco nas palavras que consegue escrever.&lt;br /&gt;Hoje, as palavras transbordam como a água num copo cheio. Deixo-as sair, num rasgo de luz ténue que me ilumina a face e me permite sentir através dos dedos com que escrevo. Na mente dos que me lêm , provavelmente o nexo e o sentido da mensagem que procuram neste texto há muito que se foi, mas hoje escrevo apenas furiosamente para que as palavras que me apunhalam possam ganhar vida própria e deixarem de me tatuar as entranhas com facas de gume afiado.&lt;br /&gt;Gostava de partir o espelho. Gostava de me re-inventar, re-inventar a roda, o Mundo, as coisas... Fazer uma reformatação do que quero, sou, como penso, e onde quero chegar. Talvez assim sendo, e baixando o patamar, o que alcançarei será sempre o melhor dos Mundos, porque a quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve.&lt;br /&gt;Hoje, choro-Me... Hoje, vejo-Me... Hoje, não Me re-invento... Hoje, espelho-Me, tentando espelhar o espelho da minha alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a vida é o Momento e o Meu há muito que se partiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-1572553357973037184?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/1572553357973037184/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=1572553357973037184' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/1572553357973037184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/1572553357973037184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/10/olhar-ao-espelho.html' title='Olhar ao espelho...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RyTSTz_NqKI/AAAAAAAAAA8/Zu38SbRkIhI/s72-c/espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-4881306981166370891</id><published>2007-10-21T10:08:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T10:11:15.886-07:00</updated><title type='text'>Para Ti... Por seres assim...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Tu9HPz__3ys"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Tu9HPz__3ys" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="text-align: justify;" class="entryviewheading"&gt;Encosta-te a mim&lt;/h1&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;Encosta-te a mim,&lt;br /&gt;nós já vivemos cem mil anos&lt;br /&gt;encosta-te a mim,&lt;br /&gt;talvez eu esteja a exagerar&lt;br /&gt;encosta-te a mim,&lt;br /&gt;dá cabo dos teus desenganos&lt;br /&gt;não queiras ver quem eu não sou,&lt;br /&gt;deixa-me chegar.&lt;br /&gt;Chegado da guerra,&lt;br /&gt;fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,&lt;br /&gt;no fundo p´ra te merecer&lt;br /&gt;recebe-me bem,&lt;br /&gt;não desencantes os meus passos&lt;br /&gt;faz de mim o teu herói,&lt;br /&gt;não quero adormecer.&lt;br /&gt;Tudo o que eu vi,&lt;br /&gt;estou a partilhar contigo&lt;br /&gt;o que não vivi, hei-de inventar contigo&lt;br /&gt;sei que não sei, às vezes entender o teu olhar&lt;br /&gt;mas quero-te bem, encosta-te a mim.&lt;br /&gt;Encosta-te a mim,&lt;br /&gt;desatinamos tantas vezes&lt;br /&gt;vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal&lt;br /&gt;recebe esta pomba que não está armadilhada&lt;br /&gt;foi comprada, foi roubada, seja como for.&lt;br /&gt;Eu venho do nada porque arrasei o que não quis&lt;br /&gt;em nome da estrada onde só quero ser feliz&lt;br /&gt;enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada&lt;br /&gt;vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.&lt;br /&gt;Tudo o que eu vi,&lt;br /&gt;estou a partilhar contigo o que não vivi,&lt;br /&gt;um dia hei-de inventar contigo&lt;br /&gt;sei que não sei, às vezes entender o teu olhar&lt;br /&gt;mas quero-te bem, encosta-te a mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jorge Palma&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-4881306981166370891?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/4881306981166370891/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=4881306981166370891' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4881306981166370891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4881306981166370891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/10/para-ti-por-seres-assim.html' title='Para Ti... Por seres assim...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-5993075114214425197</id><published>2007-08-19T15:45:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T15:46:35.364-07:00</updated><title type='text'>Uma música que me define...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dUIsQo4K70Y"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dUIsQo4K70Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-5993075114214425197?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/5993075114214425197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=5993075114214425197' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/5993075114214425197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/5993075114214425197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/08/uma-msica-que-me-define.html' title='Uma música que me define...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-4147438623278332852</id><published>2007-08-19T15:32:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T15:43:38.982-07:00</updated><title type='text'>Vias, caminhos e becos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RsjFapL7ICI/AAAAAAAAAAk/0fYTrNo00ag/s1600-h/sunset_at_n_pole.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RsjFapL7ICI/AAAAAAAAAAk/0fYTrNo00ag/s400/sunset_at_n_pole.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100543639520223266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de me vestir de estrelas e perder nos dedos o doce sabor de um vento frágil que me gelasse. Não sei, não sinto, não vejo o porquê da tremura dos dedos e do esfriar da alma, naquela hora tardia em que tudo à volta parece ruir que nem castelos de areia evadidos por um qualquer animal.&lt;br /&gt;Pareço-me o mais estranho dos seres. Não percebo processos, não entendo olhares, não tenho sentidos suficientes para me perceber. Ainda assim acho-me o mais perceptível dos seres. Tentei perceber os meus esquemas mentais, mas já percebi que perceber-me é o mesmo que buscar no mais árido dos desertos a trilha correcta para o Oásis. É como ostentar na vitrine o Santo Graal, ou de considerar-me o mais sortudo e audaz entre os Homens.&lt;br /&gt;Pareço-me o mais estranho dos seres. Aquele que vagueia por vias, caminhos e desagua nos becos. Os becos em que bato com a parede até ela ser ferida e uma só comigo, a mesma cabeça     que me esmaga a existência a cada dia que percorro.&lt;br /&gt;Sou um caminho trilhado, trilhado por trilhos que não sei trilhar. Talvez por pensar em saber trilhá-los sou estranhamento estranho a mim mesmo. Gostava de não o Ser. Ser o mais constante das pessoas em termos de relações interpessoais, mas principalmente conseguir o que até hoje não passou da mais pura das miragens: ser feliz comigo mesmo.&lt;br /&gt;Passam os anos, mudam os toques, mudam as maneiras de estar e de sentir e mudam até as cidades que me banham os olhos. E na barriga, aquele sentimento estúpido que estou a perder, ou que o relógio de tique-taque vai desaguar no correcto estourar da minha cabeça, dilacerando de vez aqueles pensamentos que me destroem a cada segundo.&lt;br /&gt;Sou o mais complicador entre os complicados. O capaz de transformar o abraço num final, um sorriso num punho cerrado, um adeus num olá. O que perco todos os dias é a calma de uma existência que não consigo definir e ainda assim tento ganhar a existência calma que desperdiço. Naqueles rasgos simples de coisas nenhumas, consigo ser o Hugo que gostava de ser. Quando não o consigo sou o Hugo normal sempre a rebentar pelas costuras, na sua tristeza lacónica, de quem perdeu o Mundo e ganhou a Vida... Ou ganhando a Vida, perdeu o pensamento.&lt;br /&gt;O que valerá mais? Antecipar ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;CarpeDiemAr? &lt;/span&gt;Ganhar ou Perder? Pensar em ganhar estoica e utopicamente ou pensar que posso perder?&lt;br /&gt;Na sua da inocência pensem os fracos que o optimismo é a solução para uma mente sã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que desde cedo abandonei o Optimismo... e dou por mim em vias, caminhos... e cada vez mais em becos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-4147438623278332852?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/4147438623278332852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=4147438623278332852' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4147438623278332852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/4147438623278332852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/08/vias-caminhos-e-becos.html' title='Vias, caminhos e becos'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RsjFapL7ICI/AAAAAAAAAAk/0fYTrNo00ag/s72-c/sunset_at_n_pole.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-8329634095139866587</id><published>2007-03-19T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T14:39:28.129-07:00</updated><title type='text'>Tejo, Lisboa... Eu!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/Rf79pnS-OaI/AAAAAAAAAAY/T301AKgu2SA/s1600-h/img0003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043747524066556322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/Rf79pnS-OaI/AAAAAAAAAAY/T301AKgu2SA/s400/img0003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Cai aquele fim de tarde, pintado a tique taques, que a chuva canta e o Sol chora as ausências e lugares vazias nas silhuetas e olhares das pessoas que passam. Perdido, achado, baralhado e cansado, apareço nas ruas, ruelas e calçadas sem nome, aquelas que perdem o nome de sentidas por peles que perderam o Norte.&lt;br /&gt;Dou por mim, banhando o Olhar num Tejo que se afasta, numa brisa fria que me gela o nariz e a ponta dos dedos. Essa ponta dos dedos, famintos, pelo toque que o Tempo tirou, na certeza porém, que o abraço é apenas uma questão de Tempo.&lt;br /&gt;Penso-te. Vagueando todos os pedaços de Ti, que me deixas na pele como se o Mundo se condensasse em cada sorriso que brotas, fito Almada como que num chamamento de sereia que apenas os eleitos ouvirão. Lanço o meu amor ao vento, para que o Ocaso mo traga. Talvez o Dizer, faça o Acontecer, e permita que os dias aumentem, os toques se eternizem e olhares fiquem sempre cristalizados, na ternura ténue de um beijo espelhado no olhar.&lt;br /&gt;Sou da Altura do que posso ser, e não da altura do que vejo. E talvez por aí te veja sempre ao virar da esquina, ao Entardecer... ao nosso Entardecer!&lt;br /&gt;Gostava de abrir os chavões do Infinito, para perceber se terás a fórmula do meu sorriso. Aquele que inunda os teus olhos, aquele pedaço de Alma que condensas em Ti sempre que te toco. Gostava que fosse esse o momento que tens em Ti, quando me ouves, quando me sentes e quando o Tempo te me tira...&lt;br /&gt;O Sol escondeu e calou, o erro de não te abraçar. O erro de não me ter cruzado contigo na rua. O erro de as esquinas não passarem por mim. O erro do coração bater mais forte quando Te penso. O erro dos erros erráticos, erradamente errados. E ainda assim tão certos, como o saber-Te agora, no sítio onde tocas o Mundo com os dedos, dedos esses que preenchem o meu Mundo.&lt;br /&gt;Perdem-se as ideias, ganham-se as vontades, alinham-se as certezas... Beijam-se as bocas, no calor daquele olhar que nos matiza numa aguarela pintada de cores mil, as cores com que quero tatuar a tua Alma. Hoje, sinto-te respirar o ar das folhas caídas das árvores que brotam os frutos daquilo que nos vai cá dentro. Cá dentro somos o somatório das diferenças multiplicadas pelas divisões dos momentos que tivemos, vamos ter, queremos ter e haveremos sempre de Ter.&lt;br /&gt;Hoje o recitar de poemas e palavras parece-me escasso para te cravar na pele. Por isso, deixo as palavras escorrerem pela boca, para que a luz da tua Alma se acenda e te faça sentir aquilo que as Tágides apregoam.&lt;br /&gt;Hoje o turbilhão dos momentos, deu lugar à condensação do grito pela presença, pelo teu toque, pelo teu simples Ser, na certeza do abraço ténue, que a luz vermelha do Poente eterniza, no calor de um beijo Teu.&lt;br /&gt;Hoje as palavras são poucas... Mas os momentos tão grandes...&lt;br /&gt;Por isso vivam-se os momentos. E saboreiem-se as palavras... porque são para Ti.&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-8329634095139866587?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/8329634095139866587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=8329634095139866587' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/8329634095139866587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/8329634095139866587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/03/tejo-lisboa-eu.html' title='Tejo, Lisboa... Eu!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/Rf79pnS-OaI/AAAAAAAAAAY/T301AKgu2SA/s72-c/img0003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-7064969438089754128</id><published>2007-02-05T15:46:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T16:05:09.448-08:00</updated><title type='text'>Linhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RcfCuXBsQ2I/AAAAAAAAAAM/z5fhgjCHEtM/s1600-h/lines-ie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5028201610693329762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RcfCuXBsQ2I/AAAAAAAAAAM/z5fhgjCHEtM/s400/lines-ie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As noites perderam os rumos dos dias... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As linhas traçadas dos horizontes, em que os raios de Sol cintilavam como os cristais que nos matizam o olhar, parecem hoje vidros fuscos de uma insipidez grutesca e suja. Paradoxos e adjectivos perdem-se no ar, quando preciso do olhar que me valorize, e apenas levo os gastos olhares de esfinge, por entre portas de alma entreabertas, deixando abertas aquelas fissuras que um Alguém deixou por sarar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sou hoje a linha que teima em não ser recta. Aquele prumar de prumos aprumáveis, na inaprumável estupidez da minha vidinha. Aquele esboço do que podia ser, sendo e querendo ser a cada momento mais e melhor, mas em que os comentários são facas e setas afiadas rumo a um peito apalpitável, numa assentível dor que teima em não sarar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os puzzles deram lugar a quimeras. Os paradoxos a utopias. As linhas rectas a obliquidades insanáveis, que prefiro apagar com as borrachas da Vida que teimo em trazer tatuadas nos dedos. Os nevoeiros que teimam em queimar-me a pele, são os mesmos estigmas que me ferem os dedos, limitando-me o sentir, roubando-me aqueles sorrisos que gostava de dar. Queria tatuar-me com a Alegria que não tenho, enquanto ao fazê-lo tiraria de mim, os espinhos que me corroem as veias, fazendo-me sangrar as lágrimas que trago cá dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo o que temos cá dentro é um somatório das medidas inegáveis de dor e tristeza que acumulamos até ao dia de Hoje. E hoje tenho-o o baú cheio deles... e não tenho meio de o esvaziar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perdi as chaves- mestras de Mim próprio e não encontro maneira de fazer nova chave. Talvez porque a Fechadura é rara, ou não existem chaves capazes de a voltar abrir e deixar que todos os pormenores que me habitam voltem a ver a luz daquilo que brota no exterior. Serei talvez, alguem condenado a ficar no quase, enquanto os meus meios quases me vão destroindo enquanto penso o que queria querer, quando vou tendo o que não quero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se pudesse, re-inventava-me por mais um Dia...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... o suficiente para abrir a minha Porta...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... e terminar as minhas linhas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-7064969438089754128?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/7064969438089754128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=7064969438089754128' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7064969438089754128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/7064969438089754128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2007/02/linhas.html' title='Linhas'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IupyvDselIM/RcfCuXBsQ2I/AAAAAAAAAAM/z5fhgjCHEtM/s72-c/lines-ie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-414032517346834896</id><published>2006-11-27T15:10:00.000-08:00</published><updated>2006-11-27T15:32:12.221-08:00</updated><title type='text'>Sem título #1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7053/952/1600/119039/shadow-88l3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7053/952/400/341882/shadow-88l3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou para mim como um raio de um trovão perdido no céu. Aquele clarão que nos ofusca ao cruzar da esquina é o mesmo que me deixa aqui perdido de mim, no perdurar dos sentidos e das coisas que me vão fazendo sentir o que não quero. Estou-Me como um soldado que desertou, perdido numa ânsia de lutar, sabe-se lá porquê, querendo que os atropelos de um alma inquieta cessem, para que a Vida possa passar sem quimeras. Estou aqui hoje, em frente a um caminho traçado, por lápis de traço frágeis, talvez os mesmos lápis que me vão mantendo acordado, no percorrer dos dias e no amargurar tique-taquear das horas em que me aturo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do alto dos olhos verdes, vejo aquilo que a Mente não quer ver, tentando adoptar o carpe diem como lema, e o day by day por rotina, mas ainda assim sinto demasiado cobarde para assim viver. Sempre fui homem de ambições, de lutas, de conquistas e de Tudos em projectos feitos no interior do que Sou, e hoje, qualquer, traço se confunde com um qualquer esboço de coisissima nenhuma, com nenhum sentido, pintado em lado nenhum. As paredes do quadro jorram a humidade que me fere. A humidade que me está nos olhos como um cancro que não me larga, como que cristalizando a mim a dor que me encarcera nesta Vida, que não quero minha. Sinto em mim o grito feroz de mil almas, as almas que passam por mim e não me ouvem gritar, quando aquilo que quero é chorar no colo de alguém, para aí finalmente poder dizer que sou autêntico e consegui, ao menos aí, chegar ao fim dos dias com o sentimento do dever cumprido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me a afogar num rio, que me leva cada vez mais para longe, e sinto-me a não ter pernas para conseguir voltar. São horas em que a mente distrai do Ser, que o falhanço do que vou Sendo me bate à porta e me deixa amedrontado comigo mesmo, como que me julgando enlouquecer. É a tremura dos dedos, os risos perdidos no vão da escada, o peso na barriga... esse mesmo peso que me faz carregar toneladas todos os dias, como que de uma dor pintada a cera, aqui tatuada na minha pele...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo-me com a coroa de espinhos. Os espinhos da minha tristeza são os que me colocam o coração nesta ânsia, que não sei explicar. Este estado que não percebo, este semblante que teimo em não entender. E ainda assim, vou todos os dias vestindo a pele do lobo para que o lobo não me coma e finjo que, afinal, pensamos apenas naquilo que queremos....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se eu pudesse, reformatava-me. Re-inventava-me. Talvez aí pudesse ser aquilo que nunca fui, pensar da maneira que nunca pensei, tornar-me naquilo que nunca me tornei, e estar da maneira que nunca estive. Se não o posso fazer, vivo-me na ânsia de um dia me metamorfizar, e ver no sorriso de quem habito, seja lá quem seja, a certeza de ao menos eu conseguir estar para essas pessoas. Até lá vou continuar a ser, aquele que sempre ri quando chora, o que sempre está bem com a bomba atómica dentro, o que podia ter sido e não é, porque não há melhor metáfora para me definir, do que a do puzzle a quem há-de sempre faltar a peça final.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escorrem-me estas palavras como ânsias de um destino perdido, ou de uma Vontade extrema que as coisas que digo sejam apenas um estado delirante. O estado em que as palavras perdem o tom, e o ridículo toma conta daquilo que fazemos, dizemos e sentimos. Não serei eu ridiculo? Não estarei eu mesmo a cair no ridiculo estando assim? Costumo pensar que o maior acto de estupidez e ridicularidade que alguma vez fui capaz de ter, foi pensar-Me. Ainda assim, consigo ser-Me rídiculo todos os dias. Paradoxal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou limpar as paredes da humidade que escorre. Vou fechar-Me, para que não me abomine no calor desta Noite gélida. Vou deixar de ser o rídiculo que se ridiculariza, ridicularizando-se na rídicula epístola daquilo a que costuma chamar a espaços de Vida. Se calhar, devia apagar a Luz...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apagar-Me a Luz...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-414032517346834896?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/414032517346834896/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=414032517346834896' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/414032517346834896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/414032517346834896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/11/sem-ttulo-1.html' title='Sem título #1'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-2693100713285227750</id><published>2006-11-25T05:51:00.000-08:00</published><updated>2006-11-25T06:10:42.200-08:00</updated><title type='text'>(As)Sentimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7053/952/1600/181635/0005rqy4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7053/952/400/200512/0005rqy4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É gélido o ar que toco. Nefastas as arestas daqueles contornos de alma com que toco no acordar de hoje, perdido em montanhas de ansiedade, de uma Vida quando julguei que era a minha.&lt;br /&gt;Seco-me nas entranhas do que penso e, vejo-me, percorrendo os trilhos de fronteiras alcançadas, com sentidos que se esvaíram, como se estivessem num bolso de umas calças quaisquer.&lt;br /&gt;Habito-me, estando perdido de mim mesmo, e mesmo assim sofro-me por Me saber. Gostava de colocar esta ansiedade lacónica, no balde do lixo, e mostrar a mim mesmo, que posso parar esta bomba relógio de sofrimentos mil que me acorda todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-me ir, ao calor de um pêndulo que não perde o prumo, para um mar, em cuja bussola perdi faz tempo. Vejo os dias dizerem adeus ao final da tarde, com a secura dos lábios entranhada em mim, e naquele gesto de quem desiste, vejo-me a deixar cair os braços, como se o Mundo me tivesse desabado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acerco-me das janelas para ver o frenesim da cidade. Ver os embulos perdidos daqueles que habitam os espaços que vagueio e, tentar, pelo menos num segundo, ser feliz como eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez que me sento é como se o Mundo tivesse parado de rodar. Vejo tudo o que toquei, toco em tudo o que quis, e mesmo assim tenho aquela sensação vazia de estar não estando, de sentir não sentindo, ou simplesmente ser apenas mais um puzzle cuja peça final, afinal, anda por aí nas ruas perdidas nas mãos de um coleccionador de sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Verdade da Mentira vou encontrando o meu descanso. Perdendo-me nos toques da almofada, e enganando aquilo que sinto, como simples mentiras somáticas, para que o SER não me fira. Vou-me elogiando no silêncio, mentindo-me no silêncio, sentindo-me no silêncio... morrendo-Me no silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dou passos, caminho na Noite da minha Vida, perdido de sentido. Sinto-me como um animal rotineiro, cujos passos a seguir se sabem, mas cuja racionalidade ou sentido perdi faz tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chorar, gesto tão trivial para quem sente a Dor de um algo, tornou-se para mim algo vazio. Perdi-lhe o sentido, perdi-lhe a noção e hoje como que um bloco de um não sei quê, sou-me, movido sei lá por quê, querendo sei lá o quê, tremendo e acordando sei lá porquê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Amanhã virá depois do Hoje, mas virei Eu depois de Mim? Ou será, novamente, o que Foi hoje que Será amanhã?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou fechar a janela da Alma e dormir-Me na Cama do Meu Não sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-2693100713285227750?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/2693100713285227750/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=2693100713285227750' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2693100713285227750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/2693100713285227750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/11/assentimento.html' title='(As)Sentimento'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-116291257354311511</id><published>2006-11-07T06:56:00.000-08:00</published><updated>2006-11-07T07:16:13.580-08:00</updated><title type='text'>Rir chorando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/cover400.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/cover400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nefasto e antagónico, rir chorando por dentro. É como ter o Sol nos dedos e a Chuva no Olhar a cada pequena palavra que digo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí hoje à rua, com a alma fechada e os olhos abertos para o que a Manhã me trouxe. Na esquina perdida de toques, dei-me a sentir a brisa que traziam as coisas que passam, por entrem os esguizos veementes daqueles que me cruzam e me fitam, por entre ruas vazias de Tudo e Cheias de Coisissima Nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouço-me Rir enquanto Choro. Choro enquanto Rio, e até aí me acho claramente no rídiculo. Talvez aquele pedacinho de Mim que me faz rir, quando os olhos estão repletos de espinhos e interrogações, está hoje, a trespassar-me, a cada pedaço de pensamento que tenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me opaco e vazio. Aquele ponto em que se cair ao chão parte. Não penso, não creio, não acredito e ainda assim sinto-me à deriva por um Mar cujo prumo perdi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tacto, que outrora me ia nos dedos, perde-se a cada respirar e nada mais se me aflora, senão o meu sorriso rídiculo e as pessoas que sorriem daquilo que digo. Ora reconhecendo-me como aquele que diz coisas giras, ora julgando-me como a pessoa que sabe muito (ou pelo menos, assim vão julgando a espaços). Cá dentro, a turbina de coisas nefastas faz questão em continuar a funcionar e moer-me até à última sôfrega batida de um coração mais espinhado e vincado do que alguma vez vi na Vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontro-me na antítese entre os paradoxos e paradigmas. Aquele meio termo, de um saber que não se sabe, enquanto a humidade vai crescendo nas janelas e pondo-me cabelos brancos na cabeça. Aquele olhar que raiava a quem o via, hoje não é mais que uma fusca e trémula luzinha, prestes a sucumbir a uma dor que não vai tendo fim, mesmo que as noites se apaguem ao virar da esquina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou-me, porque tenho de me Ser, mesmo não querendo Ser-me desta forma. Mas ainda assim , niguém me dá forma de ser de maneira diversa. É aquele Sonho do que nunca foi e nunca poderá ser, que vai destruindo as Lembranças de um Futuro que jaz no Passado, atolado em coisas que matizam e vincam a Alma trocidada até mais não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carrego na barriga a ânsia de mil anos, presa por fios de nylon. Aqueles fios que teimam em não quebrar, para que a dor me vinque, me defina, me corra nas veias, e me mostre, que afinal é possível rirmos e fazermos rir, mesmo chorando cá dentro. A cada toque, a cada olhar, a cada pedaço de coisas comesinhas vejo-me a sucumbir num pântano senil, de índole vária, onde cada realidade parece a miragem da mente, perdida por entre mil neurónios esquizofrénicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco aquele pequeno Mundo e pequena ânsia que me marcava e pinto-me a papel químico, como se da Dor, eu próprio me tratasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, o sorriso, o sorriso que dizem ter, deu lugar ao reconhecimento da fragilidade, e a máscara caiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque por detrás de um grande Homem está uma grande Mulher, por detrás do MEU SORRISO está a MINHA TRISTEZA!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-116291257354311511?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/116291257354311511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=116291257354311511' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/116291257354311511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/116291257354311511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/11/rir-chorando.html' title='Rir chorando...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-116266641287827543</id><published>2006-11-04T10:38:00.000-08:00</published><updated>2006-11-04T10:53:32.890-08:00</updated><title type='text'>Ares do Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/ponte.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/ponte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos os toques e olhares que ficaram presos no adeus, jazem na lembrança do que poderia ter sido. O simples adeus que não se teve, esbarra na indiferença daquilo que vai existindo em cada madrugada de um escuro, que põe pó nas paredes das casas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vêm-se as ruas esburacadas, onde os corpos se perdem na vontade das noites velozes, em que os pêndulos das miragens de um SER mais completo se partem no marcar do passo mais incapaz que alguma se foi tendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante mim, o sonho, a vontade, o Destino de um caminho que ficou a meio, ou simplesmente não se soube completar jamais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou-me sendo, emburcado nas entranhas daquilo que vou abarcando a cada inspiração, não pensando naquilo que vou expirar. Vivo-me como um trocadilho que não encontrou a rima, naquela esquina do Chiado, onde as paredes parecem desabar e o Mundo se torna mais pequeno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São os tique-taques de uma Igreja perdida na Baixa, que me acordam a alma para o sentir. Aquele sentir, cuja definição se perdeu em miradouros e extractos similares, de uma cidade veloz e alienada, de sentires complexos, naquele pedaço de chuva que se apanha quando a Alma está demasiadamente despida para se guardar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, diante, de uma paisagem que pintei outrora, vivo-me como personagem de um livro por inventar, perdido nas ruas e encontrado nas vielas, matizando os toques, valorizando os odores e perdendo-me até onde os sentidos me levam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi, através dos olhos com que abraço o Mundo, a esfera que envolve Lisboa. Aquela esfera que faz com que esteja iluminada vinte e quatro horas por dia, como que se de um Ser alado se tratasse. Porém, qual luz ilumina aquilo que não tem luz? Que luz é essa que ilumina o que não é iluminável? O que é ter Luz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei-me, não me sabendo, tentando saber-me todos os dias. E todos os dias me sei menos. Talvez, por não ser suposto saber-me. E, mesmo assim, tento Ser hoje mais que ontem, e sentir-me mais completo que aqueles puzzles, cuja peça final se perdeu, no virar da esquina, num dia de vento frágil, esse mesmo que lança a noite sobre os telhados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trago-Me, nos olhos, e Perco-Me nos dedos. Perco-me para me encontrar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não me encontro, senão atolado na gélida Vontade de sentir o que não quero, na imensidão de um Vento gélido... e frágil...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, um portuense-lisboeta, Hugo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-116266641287827543?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/116266641287827543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=116266641287827543' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/116266641287827543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/116266641287827543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/11/ares-do-sul.html' title='Ares do Sul'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115811053935376277</id><published>2006-09-12T17:55:00.000-07:00</published><updated>2006-09-12T18:22:19.373-07:00</updated><title type='text'>Insónia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/B&amp;W_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/B%26W_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/580868.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Tremem os dedos, calam-se os olhos, vive-se o tempo no sono que não se tem. Escorrem os pensamentos nefastos, as dores sentidas no olhar de horas e na dor de sempre. Hoje, não se dorme... nem se pode querer dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fecham-se as janelas da alma, no romper da madrugada, envolto em neblinas de cansaço e desilusão, essa mesma que me está tatuada na pele e no sentir de muito tempo. As tatuagens dos abismos que trago comigo rompem-se no silêncio de um carro que passa e desperta os sobressaltados sentidos que fazem parte do que sou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As semânticas e as virtudes perderam-se nos olhares perdidos. Aqueles olhares que a Visão não vê, mas a Alma sente. Esses mesmos olhares que perduram na memória daquilo que se É, envolvido no turbante daquilo que queremos ser, enquanto fingimos ser Outro alguém que vamos sendo. A escuridão assenta-me bem, enquanto deixo as palavras que me molestam escorrerem que nem um pincel numa tela, a tela da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tremem os dedos. Os dedos que vincaram a madrugada e tocaram a pele desejada no sonho que se teve. Os dedos que apontaram a saída do abismo que se É. Os dedos que carregaram na pele a vontade do triunfo, a vontade da Vontade, a vontade do Ser. Hoje, é o Amanhã que Ontem sonhei e ainda assim me parece um Amanhã distante. Aquela distância que a visão não alcança, e o que os olhos não vêm o coração não sente, jamais. O olhar de soslaio daquilo que se vai tendo, parece ínfimo ao olhar para aquilo que se teria se as teclas do piano tivessem tocado outra canção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falei de ti ao vento uma vez. Contei-lhe os segredos da Alma, os cantos da pele, roguei-lhe versos, pragas e nomes para que habitassem o Sol das Manhãs de Verão, as manhãs onde tudo lembrava o que se tinha, e pintava a dourado o Toque que se dava. Os mesmos dedos, os que tremem, tocam hoje no Vento nada segredando, senão a vontade que a Alvorada venha e afaste a fivela do cinto para que as coisas sejam vividas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o fogo que arde nas estranhas do que somos. A insónia. O querer fazer com que o coração bata mais devagar. Parar o tempo, parar a Alma, parar-mo-nos e sermos ali, o escuro, a Paz, a Calma. Ser capaz de me levitar, de me reinventar, de me tocar, de me sentir uno sendo multiplo, de ter a noção do Ir, do Ter, do renascer, do Triunfar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã, fá-lo-ei. Não hoje, porque a insónia me mata e me corrói os olhos, me crava setas no peito acelerando-o e me faz pensar a mil hora em coisas que não quero, matizando-me em quadros e olhares que me crucificam a cada pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rasgo-me a cada palavra que escrevo. Perco-me a cada olhar que lanço. Desespero com gritos mudos que ninguém, com olhares que ninguém vê, querendo que me vejam, que me toquem que me sintam gritar. Mas nada parece ocorrer no caminho que trilho, num mapa que não conheço, por rumos que sinceramente não vou conhecendo, e vou-me deixando ir. Para onde, ainda não sei...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez os momentos de loucura súbita que se me acercam sejam os momentos mais lúcidos que tenho em dias, que passam como comboios de corda. São os momentos em que o toque se esvai, em que o vazio toma conta de nós, que o brotar dos ruídos que me acercam se tornam reais. São as feridas de um furacão que me devastou, que me visitam todas as noites e me faz sentir aquele cujo quadro nunca foi completado. E, no entanto, estamos a chegar ao Amanhã. Aquele pedaço de tempo em que tudo deveria Ser e não É.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que faço eu aqui vomitando palavras? Que faço eu pensando naquilo que a maioria das pessoas não pensa? Que faço eu pensando que as coisas têm nexo? Deixar que as vivências aconteçam, numa mera índole carpe-diem, seria uma aceitação cobarde daquilo que vou sendo. Ou tentando ser...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É nos pedaços das insónias que passo, que a Alma não dorme e me acompanha neste vazio. Este vazio de ir tendo, não tendo. Este vazio de tremer nos dedos, com o coração acelerado. É a agonia do que nada Tem, perdido com o que nunca Teve, querendo o que nunca Terá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã, sim. Amanhã, quero acreditar que será diferente a lógica, que será diferente o Toque, a Vivência, a Coerência, deste Escuro quadro que pinto, no escuro do meu quarto, enquanto a Insónia foi buscar um copo de água. O copo de água que me deixa na mesa de manhã, quando me deixa envolto no meu olhar vazio de quem perdeu a hora para começar de novo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, tudo aquilo que vejo é o Negro da Noite, iluminado nos olhos. O mesmo negro que lança a noite sobre os telhados e põe cabelos brancos nas mentes de quem pensa no que pensa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tento beber-Me na ânsia e procurar a calma que não tenho. Mas até disso perdi o Norte... ao Sul.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115811053935376277?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115811053935376277/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115811053935376277' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115811053935376277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115811053935376277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/09/insnia.html' title='Insónia'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115689354574329513</id><published>2006-08-29T16:00:00.000-07:00</published><updated>2006-08-29T16:19:05.756-07:00</updated><title type='text'>Como dizer adeus?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/P8280326.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/P8280326.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Como dizer adeus ao toque que nunca se teve? Como abraçar na noite fria de um Verão os braços que não nos tocaram? Como dizer adeus a nós próprios, enquanto a mente fica?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sopra um vento de Sul. Os mesmos que fizeram deslizar os teus cabelos pretos ao vento, o mesmo vento que nos fica nos dedos e nos gela os lábios áridos de um beijo que não se deu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebo-me nos estilhaços de um vidro fusco, um rio que teima em passar junto a ti, arrastando a ternura nos gestos e o carinho nos olhos com que me beijas na doce ternura do teu olhar, o teu tão teu, olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trazes, caída do céu de Agosto, o olhar que me toca cá dentro a cada gesto, a cada toque que a pele sente na ternura que os teus dedos trazem e fazes-me regressar antes de partir, na certeza do estar sempre do lado, no sorrir quando o caso é para desesperar e no procurar vencer aquilo que a mente não mata nunca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tens, em Ti, a capacidade de me sorrir quando choro por dentro. Tens, em Ti, a capacidade de abraçar o Mundo naquilo que És e fazer-me sentir confiante nos passos que dou, ainda que aquilo que te digo, seja mais para mim por vezes do que propriamente para Ti. Tens, em Ti, o Futuro nas mãos. As linhas que regem as égides e feitos que podes ter, na promessa do regresso para o beijo perdido de uma despedida por lágrimas, o beijo que não tiveste, o beijo que não deste, o beijo que se perdeu na ternura suave do olhar que me lançaste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como dizer adeus? Como não sentir falta dos pedaços de Ser que és, quando abraças a Noite? Como não te dizer adeus com a lágrima no olho, chorando por dentro, achando-Te imensamente grande?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela partilha, pelo Ser, pelo Dizer, pelo o que És, por Tudo o que podes Ser sempre, o meu grande, grande Beijo. Aquele que se vai perdendo no olhar... mas que o amanhã te trará... se o receberes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115689354574329513?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115689354574329513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115689354574329513' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115689354574329513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115689354574329513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/como-dizer-adeus.html' title='Como dizer adeus?'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115660825621135320</id><published>2006-08-26T08:38:00.000-07:00</published><updated>2006-08-26T09:04:16.233-07:00</updated><title type='text'>Ofusquei-Me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/teardrop.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/teardrop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ofusquei-me quando abri os olhos. Dei por mim a abafar-me, no início de um novo dia, com a dor estampada no toque, a tristeza espelhada no olhar e ausência ferida no rosto. A ausência de mim e do que sou, por entre os gritos e barulhos mesquinhos de uma urbe que acorda e me fere os ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me ausente. Ausente, como uma qualquer coisa que foi embora dela mesmo. A ausência que não é capaz de se procurar para se anular, mas antes se alimenta, me devora, me vai condenando a cada tique-taque de um relógio de parede. São as vozes da noite que ouço, os sonhos do que não quero, as lágrimas que me invadem na simplicidade dos dias sem sentido e escorro-me, como uma água que não tem fonte, ou simples errante num caminho errado num tempo claramente errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saio de mim para me encontrar mas não me regresso, e todos os toques e risos que tive hoje são léxicos que uso, sem saber a que sabem, o que são, o que querem dizer afinal. Perco-me na minha mente, tão atolada de sentimentos mil, sem fim nem prumo, sem rumo nem rota, como uma garrafa à deriva num mar de solidão e tristeza, em que infelizmente me vejo ir ao fundo a cada segundo, a cada toque, a cada momento em que me dou apenas e só a mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouço-me rir, e choro-me rindo. Tenho pena de ser assim. Vivenciar e sentir o que não quero, ver o que não quer, ter a vida da "barriga apertada" e do "semblante carrgeado", que vou ostentando a cada segundinho banal da vidinha costumeira. Gostava de me ver, mas ofusquei-me. Ofusquei-me naquele segundo em que deixei de Me ser, em que deixei de ver, que aquilo que sou, é apenas um amontoar de feridas e pisaduras que o tempo não apaga, um amontoar de receios que o tempo não muda, um amontoar de lágrimas que ninguém seca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São os ventos das tardes, que me gelam as lágrimas, que me fazem sentir mais ferido que um soldado de guerra. São os ventos, a quem chamo, para que me levem daqui, me afastem de tudo o que sou, para que talvez assim, dessa forma, possa vir a Ser. Não sei que mal é este que me habita as mentes e me corre nas veias. Não percebo, que antídoto se possa tomar para que a tristeza parta a chave na porta e não entre mais. Não consigo, deixar de deixar escorrer as palavras que agora eternizo, pois elas habitam-me, corroem-me, como um vírus vivenciando a vitória sobre o seu hospedeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a História não releva os fracos, mas os fracos relevam sempre as suas feridas e fraquezas. E, hoje, o fraco, aqui diante de um monitor sem rosto, abre-se como um livro em branco, às palavras que lhe batem como martelos, em cima das feridas de vida sonhada, que jamais será alcançada. A vida dos risos, a vida dos sentimentos plenos, a vida dos inalar dos cheiros da manhã, a vida das coisas boas. A vida que não existe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença estará, sempre, no relevar das coisas, no pensar das coisas, no interagir com o não ter. Mas baixei as guardas. Baixei as defesas e perdi-as. Vejo-me habitado num casulo nefasto de dor e desilusão, que me arde a cada olhar, que me espeta lanças nas mãos para que não seja capaz de tocar, que me enevenena a cada copo de água que bebo. Estou fraco, bem sei, perdido na lucidez lúcida da tristeza ausente, mas sobriamente louco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parti os espelhos para que não me encontrasse perdido nos meus olhares e ainda assim encontrei-me quando fechei os olhos. Encontro-me, naquele pedaço de luz que nos ilumina a mente, mas não nos guia. Antes nos relembra, nos aponta o dedo, nos toca naqueles pedaços de carne que nos dói. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje, a carne foi-se e dói-me a alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dói-me o Ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dói-me o Viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo, ofuscado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115660825621135320?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115660825621135320/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115660825621135320' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115660825621135320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115660825621135320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/ofusquei-me.html' title='Ofusquei-Me'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115651554063038334</id><published>2006-08-25T07:17:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T07:19:00.640-07:00</updated><title type='text'>Campos</title><content type='html'>"No ar frio da noite calma&lt;br /&gt;Boia à vontade a minha alma ,&lt;br /&gt;Quase sem querer viver&lt;br /&gt;Sente os momentos correr ,&lt;br /&gt;Como uma folha no rio ,&lt;br /&gt;Sente contra si o frio&lt;br /&gt;Das horas fluidas levando&lt;br /&gt;Seu inerte corpo brando"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tão violentamente parecido!&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115651554063038334?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115651554063038334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115651554063038334' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115651554063038334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115651554063038334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/campos.html' title='Campos'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115611476090622957</id><published>2006-08-20T15:56:00.000-07:00</published><updated>2006-08-20T16:00:37.786-07:00</updated><title type='text'>Um esboço que nunca terminei...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/772944.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/772944.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"E o verbo fez-se carne… por entre toques de dedos cheios de Noite, habitamo-nos ali onde o Silêncio parecia Opaco. Relembro-te nas nuances, nos pormenores furiosos daquilo que fomos naquele quarto de Hotel, em Lisboa, do qual perdi a chave e a memória das cores. Fomo-nos ali mais completos que uma qualquer obra – prima de qualquer grande mestre, e conseguimos perceber o porquês de tantas coisas que a Vida nos disse.&lt;br /&gt;Trazias o teu casaco azul, que haverias de trazer vestido em todos os nossos gestos de Adeus, com a camisa que te tinha mandado para o Porto depois a ter comprado em Campo de Ourique. Vestias uma calça de ganga banal. És apologista de que as coisas têm a sua utilidade não pelo preço mas pela satisfação que proporcionam. Será então por isso que o amor verdadeiro não tem preço?&lt;br /&gt;Perdemo-nos no olhar um do outro mal nos tocamos. Percebemos ali, no cair da Aurora, que tudo havia parado no Mundo para habitarmos ali, tu e eu, o substracto daquilo a que chamamos corpo. Fomos ali a mais grandiosa das aparições que julguei ver ou sentir e ainda hoje tenho os traços dos teus dedos escrito no meu peito.&lt;br /&gt;Querida, tão minha e querida, Amélia. Onde páras quando te não vejo, quando me inunda a vontade de te tocar e beijar-te até a respiração ficar sôfrega de um desejo que se matou? Onde param os teus olhos que anseio por tocar na doce brisa do toque que a minha alma emana chamando por ti? Onde para o Focus que me levou para a mais grandiosa das sensações de Vida? Estarás lá? Pensar-me-ás?&lt;br /&gt;Digo-te aqui que não morreste em mim. Aliás, nasceste-me quando me tocaste e me tatuaste os sentidos a cada pequeno toque, a cada pequeno beijo, a cada pequeno pormenor de um momento que sei que fizeste por tornar inesquecível. Agora, sinto-te aqui neste pulsar de sentimentos, neste ânsia desenfreada por habitar os lábios de mel que me habitaram o corpo. Habitaste-me, tatuaste-me, mudaste-me… amaste-me muito. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um esboço de um livro que gostava de ter escrito, mas que resolvi parar...&lt;br /&gt;Tudo original, tudo meu...&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;br /&gt;(Tudo o que ali se diz, nunca se passou, a não ser na mente de quem passou da mente para o papel)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115611476090622957?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115611476090622957/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115611476090622957' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115611476090622957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115611476090622957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/um-esboo-que-nunca-terminei.html' title='Um esboço que nunca terminei...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115608881553708469</id><published>2006-08-20T08:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-20T09:19:26.823-07:00</updated><title type='text'>Gelo de Verão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/595134.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/400/595134.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Põe-se o Sol a poente do sítio onde estou. Sopra a brisa de um Vento que me acena, num fim de tarde de Verão pintado a cores de cinza, num adeus breve a um astro que flameja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dou por mim debruçando-me sobre mim mesmo, naquele mesmo abismo onde caí, no Ocaso de um dia, aquele em que as cores se perderam e os calores se tornaram mais gélidos que um toque do Árctico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tocam os sinos a Ocidente, talvez o Ocidente claro da minha vida, aquela em que as virtudes e façanhas ocupam as memórias do que foi e não meramente os trilhos do que é hoje a minha singela história, escrita em papiros que as minhas lágrimas dissolvem no toque. Tentei, perceber-Me no Sol do Adeus, mas até aí me vi confrontado com as mil e umas tristezas tatuadas que trago todos os dias, no meu doce silêncio das coisas e na minha, tão minha, disfémica dor, que teima em ficar cravada nos dedos e no olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebi-me nas cores do meu céu, perdido por metas, perdido por Mim, perdido de tantos e tantos pormenores que não me habitam, perdido de nexo e causalidade e até perdido no sentir. Aqueles pequenos pormenores que nos definem estão gélidos como gelos de um Verão, em que digo adeus ao Porto e adeus à vida do Passado, não receando a mudança antes pensando-a e esperando-a. Na volta do vento que me toca, as lágrimas gelam como estalactites numa qualquer gruta e encontro-me, ali, perdido e só, olhando o mar engolir o Sol como a vida me vai engolindo nos dias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os candeeiros das ruas que passo piscam incandescentes como que dotados de uma intermitência inexplicável. Aquela mesma intermitência que não explico, mas que me explica os gestos, os sentires e quem sabe o porquê de umas mucosas tão arduamente trabalhadoras em momento que haviam sido pensados para a glória da conquista. O que fazemos quando nos olhamos no espelho e vemos apenas a réstea mais ingreme daquilo que nos sonhamos? O que devemos pensar? A Verdade daquilo que é ou simplificar o pensar idealizando mil eufemismos para tornar mais fácil o sentir? Sábia mente é aquela que sabe moderar aquilo que a habita, limitando com isso o sentir, mas hoje sinto-me mais ignóbil e imbecil do que qualquer outro ser não pensante que nos aflorar na mente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parti os jarros de Mim. Deitei-os fora. Aqueles pedaços que temos em nós e conseguimos reconhecer neles aquela pontinha de especialidade que nos habita. Partiu-se! Foi-se! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje sou-me como uma bomba relógio... Prestes a explodir, na inexorabilidade fatal de um dia que chega ao fim, como um soldado que se esconde debaixo de uma ponte prestes a explodir ou aqueles homens numa gruta sem saída. Haverá saída quando não percebemos a entrada? Haverão caminhos a percorrer, quando não temos meios para? Haverá lógica quando a perdemos demasiado em panos e tecidos que não são mais os nossos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Demasiada estrela, demasiada luz, demasiada chama... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... em tamanho sofrimento e dor que me devora, todos os dias, ao acordar, ao ser, e ao dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115608881553708469?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115608881553708469/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115608881553708469' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115608881553708469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115608881553708469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/gelo-de-vero.html' title='Gelo de Verão'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115566396897310727</id><published>2006-08-15T08:39:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T10:59:57.620-07:00</updated><title type='text'>Estilhaços</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/751184.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="240" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/751184.jpg" width="337" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Onde cada estrada espelha um caminho, e cada reflexo me toca no ventre, talvez aí seja o local onde os estilhaços de mim abundem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Explodi-me num fim de tarde banal. Aquele final de tarde, onde a decadência tomou conta daquilo que sou hoje, vagueando agora por horas que não são as minhas. Perdi os tactos, os olhares, as sinas e as virtudes de um futuro brilhante em frases e sons cravados na minha alma como uma qualquer espada mais cortante que o mais cortante dos artefactos. Sublime a tristeza que me habita na falta do toque da esperança do alcance, que ainda por momentos vou sentindo em sonhos e miragens de uma vida que não será a minha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O embulo caiu ao Rio. Não mais o barqueiro me levará e vou ser aquela alma penada durante a vida toda, chamando à vida o meu Purgatório. O Purgatório de todos os actos e gestos magnânimos que tive na presença de um Ser, esse mesmo, que hoje me habita os sonhos e me faz sofrer na infima realidade de um sonho que não desejo, criando suores frios na testa e dores vincadas na barriga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Rio vem cheio de lágrimas que derramei num acto cobarde de quem a dor não aguenta, naqueles pedaços de ira, que os estilhaços do meu rebentamento interior deixaram espalhados pelo chão. Perdi o meu Norte e o meu Sul e nenhum ponto cardeal me norteia agora. Como que perdido num labirinto sem fim, sou talvez aquele que deseja perder-se e perdendo-se, ser capaz de se encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os fumos que jorram das fábricas congelaram ao ver a ânsia de um ser condensado no derramar de uma lágrima, que se me escorreu ao passar, no crepitar suave de uma dor que não cansa de dizer presente, enquanto as batidas do meu coração me gostavam de levar para longe. Cada pedaço meu que perdi quando outrora Fui, é um hoje o Oásis do alcance infinito das pequenas coisas que tenho. E até os pedaços que me definem vou perdendo todos os dias mais um pouco, gelando mais um pouco, chorando mais um pouco, quando as ínfimas coisas do que fui, se vão diluindo nos toques que jamais voltarei a ter de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou começar a comprar os cães e os gatos da minha companhia. Aqueles que serão os mais secretos guardiões do meu templo e me habitarão nos secretos silêncios da minha casa. Não vejo quem me possa habitar, quem me possa completar, na complexa vivência dos meus dias, agora que tudo o que o Céu suportava desabou na simples banalidade da frase ou do sentimento mal explicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me a complexificar tudo, a tornar tudo mais dificil aos meus olhos, quando os conselhos sábios de quem assim se acha, me aponta o caminho do não pensar nisto. Estou mais complexo que uma bomba atómica, com mais ligações cortadas que uma qualquer lâmpada fundida, e mais ausente de mim mesmo que sei lá. Dilacerando e dissolvendo aquilo que gostava de sentir, vou perdendo nos dedos o sentimento de pertença a um Mundo que me vira as costas no Poente e afundando-me no triste abismo da Dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro pensar que o Sol me toca em vez de me queimar. Prefiro pensar a Lua é luminosa em vez de apenas receber luz. Prefiro pensar que alguém me gostará pela grandeza do que posso ser ao invés de aceitar a evidência vazia de um futuro sozinho, que me vai abrindo as veias a cada segundo toque de um relógio de cuco a um qualquer meio dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, vou enganar tudo e sentir-me completo nos meus estilhaços perdidos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se os tivesse alguma vez encontrado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, completamente a desistir, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115566396897310727?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115566396897310727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115566396897310727' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115566396897310727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115566396897310727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/estilhaos.html' title='Estilhaços'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115550917641337556</id><published>2006-08-13T14:11:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T15:46:16.803-07:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/699049.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/699049.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fui embora de mim. Tirei o bilhete de ida para uma qualquer estação a que ainda hoje não cheguei. Pergunto, no emaranhar dos meus botões se sei, de facto, que destino é esse que abracei e ainda não alcancei. Vejo nas estradas o Sol que queima os dedos e no olhar o mais vazio vagabundo que me entorna a tristeza na pele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parei no sítio onde a Vontade que me levou e deixou sozinho. Talvez, aqueles restícios de adrenalina que nos toma conta da pele e do desejo quando julgamos sucumbir, se confunda com o restício macabro daquilo que às vezes chamo de Eu. Sinceramente, hoje estou aqui como se tivesse desertado de uma qualquer guerra, onde todos se safam e só eu regresso a casa ferido umbilicalmente condenado à mais atroz das dores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enclausuro-me em casulos de coisa nenhuma, para que a borboleta desponte, mas até o casulo hoje vem putrefacto de dor e desolação, essa que me está colada à esfinge e daqui não sairá jamais. Remeto-me a olhar a trivialidade do dia, onde as cores do arco-iris se misturam com o triste e macabro tom do cinzento da minha pele, por entre lágrima que despontam do verde dos meus olhos. O mesmo verde que outrora simbolizava a esperança, aqui e agora, simbolizam a minha dor, a dor de quem pensa demasiado no Pensar e se afunda como um barco construído para servir de ensaio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordo todos os dias com as toneladas dos dias em cima da barriga, esmagando-me, moendo-me, triturando-me as estranhas desde o primeiro momento em que dia tomou a cor, seja ela qual for. E até aí, no primeiro dos instantes, as lágrimas me arrobatam a porta da alma e me violam constantemente a Alegria que queria ter. Entre sonhos e miragens de um regresso ao que não sou, dou-me a sentir as peças que faltam, num puzzle inacabado, por frases e olhares que não se esgotam no Tudo e não completam no Nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brutal, a evidência de um Regresso ao que não sabemos. Trivial, a dor de sentir. Jucosa, a alegria daqueles que encaram a vida sem derramar as lágrimas, ou deixar ir ao sabor do vento, aquilo que o mesmo vento lhes traz. Sinto-me a aniquilar aquilo que tenho de bom, a congelar todos os pequenos fragmentos que dantes dizia ser um de um Hugo muito eu, e gelo-me todos os dias um pouco mais, com temperaturas altissimas lá fora, e eu aqui hibernando, congelando, chorando, matizando, assentindo-me (não me conseguindo sentir- neologismo meu) e sofrendo por não ser mais Eu e ser apenas o projecto que ficou no papel amachucado que coloquei no balde do lixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Regresso a Mim, como se não tivesse ido a parte alguma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Provavelmente, não terei ido nem vou a parte nenhuma, enquanto não souber o que de facto sou, sinto. O que quero lê-se-me nos olhos tão claro como uma manhã qualquer de Agosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115550917641337556?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115550917641337556/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115550917641337556' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115550917641337556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115550917641337556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115522875214747194</id><published>2006-08-10T09:17:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T09:52:32.260-07:00</updated><title type='text'>A lágrima que jorras sabe a Fel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre que o olhar da Mentira toma conta daquilo que és, é o primeiro momento do dia em que tenho a certeza do Nada Ser.  É o instante primeiro da conotação errada entre o teu olhar e o pensamento. Tudo aquilo que seríamos no Hoje, se o Ontem tivesse sido pensado e agido de outra maneira, hoje remete apenas para a idílica constatação de um futuro que não foste capaz de vencer, antes de me derrotar com os gestos das lágrimas que fingiste chorar, ou com as simples palavras com que me apunhalaste o ser. E, agora, vives esse teu caminho escolhido a dedo, por entre ruas que se fecham quando passas, para que a tua insensatez não te castigue nos olhos que te ferem, por entre a lágrima que sabe a fel. A mesma lágrima que me ecnhe a cara de um ácido que não consigo eliminar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer coisa que digas, a mim soa-me como o Elogio da Mentira. Aquilo que dizes na circunstância para que o Ouvido consiga ouvir mais que a Mente, mas a falácia que te habita, não é capaz de me penetrar no ser, e de me deixar no Abismo, pois hoje qualquer palavra que de Ti provenha, mais não têm que um secreto Veneno que segregas a cada pedaço de Saliva que trazes na boca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tinta lascou das paredes... O que outrora assentava em pedras basilares que ninguém podia mexer, hoje não é mais do que uma tinta que secou, dos Dedos de um outro alguém. Hoje, somos apenas aquilo que nos restou e sinceramente, de ti, apenas a ausência me resta, pois tudo o resto não é mais que a monumental falácia que te assumiste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos aquilo que escolhemos, os rumos que traçamos, os toques que damos, as atitudes e olhares que levamos a cabo. Até nisso, o meu caminho se afasta umbilicalmente do Teu, se calhar por nunca me teres Querido ou Precisado. Mas é nisso que somos diferentes. Na capacidade, no Ser, na Trivialidade, na Capacidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-me como a antítese da Lucidez lúcida, abarcada em pleonasmo. Sou aquilo que sou e não aquilo que quero muito ser, porque se fosse capaz carregaria hoje no meu botão e seria o mais completo dos seres, à sombra de uma qualquer palmeira, onde me sentisse mais ausente de mim, que mil peregrinos longe de um santuário importante, importante porque a vida é o nosso santuário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que farei amanhã se não me conseguir tornar nesse Eu que desejo? Fecharei as janelas para o vento das Mentiras não me toque na cara? Provavelmente, não responderei a esta questão jamais. Tomara que a capacidade de me sentir Bem com um alguém me habite no fel das tuas lágrimas, para que aí as possa calar, se é que elas ainda hoje jorram de uma mucosa que não Minha, na tristeza daquilo que és.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As paredes da argila daquilo que me alicerca, hoje tremem como feridas de Morte. Será o princípio da Minha Tristeza ou a aridez da minha Reconquista?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou-me esconder À sombra do que quero ser, sendo o que sou, fingindo não ver o que me fere.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje fere-me a luz daquilo que vejo, ausente daquilo que quero, tendo no rosto um rosto que não é Meu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdi-me no Meu Mapa... No Mapa da minha ausência....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115522875214747194?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115522875214747194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115522875214747194' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115522875214747194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115522875214747194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/lgrima-que-jorras-sabe-fel.html' title='A lágrima que jorras sabe a Fel'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115504994509781205</id><published>2006-08-08T07:55:00.000-07:00</published><updated>2006-08-08T08:12:25.200-07:00</updated><title type='text'>A Noite da Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cada vez que te sinto, parece que nem me sinto. Talvez seja a mentira das palavras que brotas da boca ou a mera evidência do que vou vendo, dos comentários que fazes a outrém ou dos meros suspiros que dás no peito de alguém. Seja a Noite a mais triste parte do dia que me abraça. Seja o meu Dia a metáfora do restício de Vida que em mim deixaste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este computador onde me sento agora talvez seja a espada que me falta, para me ferir de Morte. Dou-me aqui no Início das coisas, vivendo a continuação de coisa nenhuma, vendo-te a espalhar palavras por ninguém, movido sabe-se lá porque interesses ou virtudes e ainda assim, sou aqui aquele que sabe sempre o fim da história quando a escreve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz-me: sabes quem sou? Sabes o que faço? Sabes o que me apetece fazer quando leio no silêncio as pégadas dos trilhos que deixas? Não te vou dizer sequer. Vou deixar que esse fogo de me ter no silêncio, te fira os olhos e me enxergues e me percebas vendo-Te mais do que aquilo que imaginas. Sempre imaginei que poderias ser a Utopia tornada realidade. Ou então a constatação do engano tomado na pele...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje sinto o calor a entrar-me nas veias e a ser pelas ruas que me passeiam, o Tal que segue no seu trilho perdido do Nada à procura das coisas que a Vida lhe teima em tirar. Se juntarmos ao que tive, aquilo que tenho, então temos aquilo que sempre irei ter: Nada. Aquilo que tenho perdi nos Dedos num Adeus dito por detrás da orelha, para que ninguém possa ler os lábios e até aí conseguiste ser aquilo que não queria que fosses. De nós os dois, a pessoa que mais perdeu foste tu, agora que sou apenas a Ideia do que fui, por entre os teus toques em Pessoas que julgas mais dignas ou que são capazes de te encher mais alma, se é que esse emaranhar de coisas que te julgas pode assim ser chamada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a Noite da Vida nasceu pouco iliminada. Talvez o nascimento da Noite anteceda o chegar da Luz do Dia, que espero não me fira os verdes olhos com que tento olhar o Mundo, e ver por vezes a triste evidência dos rastos das pessoas, ora que estimo, ora que estimei outrora. Mas deixem-se as aliterações de lado, pois hoje grita-se por palavras para que elas possam saltar do ecrã e te esfregar na alma, a violência dos silêncios e gestos que tens, e daqueles que me olham de cima, só para afogar o ego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serei provavelmente a pessoa que nunca encontrou o trilho... Ou o trilho nunca foi capaz de me achar. Ainda assim sinto-Me a peça que Me falta, para ser mais Eu, ainda que a moléstia dos dedos, seja capaz de me penetrar mais fundo que mil punhais, como que vincando a sete ferros um dor que será minha até ao fim dos dias, porque gritar liberta e ao mesmo aprisiona-nos na rouquidão que nos deixa, e hoje fico mais rouco que mil tenores, por entre suores frios de desgraça sentida e dor vivida e eternamente pensada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro calar os dedos para que não jorrem mais estes tormentos que me tocam e me levem a ser aquele que sou, sem coisíssima nenhuma, sem ambição nenhuma, sem nada esperar de ninguém, porque nenhuma pessoa se mostra ainda capaz de me mostrar o que quer que fosse, a não ser que todas enveredam pelo caminho da redenção e da desilusão aos meus olhos. Hoje, todos os blogs parecem acenar-me com a Luz do Adeus das palavras que nele comentas, que no teu deixas, ou simplesmente nas coisas que olhas, com o olhar que só a ti pertence. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devolve-me a esfinge que tiraste e deixa-me habitar o que já fui. Sem ti, porque não te quererei jamais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se gritar é libertar, então hoje solto-me das tuas amarras, aquelas que de Mim nunca tiveste, nem nunca quiseste. Talvez o Nada querer remeta para o não saber ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, não me sou, porque não me quero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E acabe-se o texto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas alguém, apenas um, apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115504994509781205?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115504994509781205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115504994509781205' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115504994509781205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115504994509781205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/noite-da-vida.html' title='A Noite da Vida'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115496678529400619</id><published>2006-08-07T08:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-07T09:06:25.373-07:00</updated><title type='text'>Trilhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, a tinta lascou da parede. Quando toco em Mim sinto-me como grãos de areia levitando em Nada, sem nexo, como se as coisas que me preenchem fossem Tudos sem Nadas, Vontades ou Nexos e sou-me por mais um Dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez que toco no que Fui, a ferida abre-se. Sou aquilo que nunca sonhei ser, e quero aquilo que nunca fui capaz de ter. Olho-me ao espelho e não encontro a miragem do que Era e acredito que o mapa da minha vida se dissolveu na vontade do que já foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada lapso de vida, acredito, pode dar-nos muito, quando somos capazes de nos levantar e retomar os trilhos que nos marcam a Alma e são capazes de nos guiar rumo ao Infinito da nossa Existência. Sempre quis alcançar o Infinito, mesmo sabendo-me incapaz de o alcançar. Talvez resida ai o erro de Mim. Sempre adorei deitar-Me comigo e acordar Comigo mesmo. Porém hoje, deito-Me comigo e acordo tão Sozinho, como se Mil tornados me habitassem a Mente quando durmo e me levassem para o sítio da incansável Busca e então aí sou aquele que de Mais pobre ao Mundo veio. Serei o peregrino de Mim, mesmo não me sabendo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dedos estão ásperos do toque que não tenho e os olhos semi-cerrados do olhar no Nada do que sou. Vivo-me na Terceira das minhas vidas: a vida utópica. Tenho a teoria que todos temos três vidas: a sofrida, a vivida e a utópica. Não há lugar a meio termos nem a simples indagações de vida ideal. Se fosse ideal a vida não culminava na Morte, antes no prorrogar de uma História que se queria idílica. Vivo-me na Vida Utópica para Me acreditar e para acreditar que algo pod ser melhor do que aquilo que já fui e já tive. Mas, afinal, o que quer dizer a palavra Utopia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Indago e penso no Engano que penso, pensando que penso o que está errado no pensar. E ainda assim, continuo pensando que posso ser o Homem que... Lutará para que Nada seja o certo dos dedos, e dos toques e ainda assim não percebo que rumos e trilhos cruzo. Se é que tenho trilhos no que quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, tento desvendar o meu código, perdido nos dedos de quem me deixa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115496678529400619?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115496678529400619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115496678529400619' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115496678529400619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115496678529400619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/trilhos.html' title='Trilhos'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115489983177027033</id><published>2006-08-06T14:21:00.000-07:00</published><updated>2006-08-06T14:32:53.713-07:00</updated><title type='text'>Pedaços</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre que sorrio uma pequena parte de mim chora. A parte daquilo que já fui verga-se perante a constatação e manifestação do síndrome do palhaço, ou a simples indagação de uma felicidade forçada. Sinto-me levado por um estigma só Meu. Aquele pedaço de brisa que nos toca no Ocaso do Dia, hoje feriu-me os olhos levando as mucosas a reagir. Rio-me por chorar, e choro rindo. Que faço afinal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me mais míope que um cego e talvez mais perdido que um alguém que conhece onde está o Tesouro. Apalpo-me como se estivesse sem tacto e ouço-me como se estivesse sem voz. Infelizmente, agora nada mais posso dizer do que aquilo que não sei e sentir aquilo que nunca senti, porque o que sinto me fere as pálpebras e me apunhala pelas costas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã o dia vai nascer com os tons do Nada do Costume. A vidinha costumeira do dia-a-dia em que as pseudo-metáfora idealista afloram, afirmando cabalmente a irremediável rota da Felicidade. Pena que os lírios apregoados das pseudo-metáfora hoje murcharam no calor sombrio de uma trépida tarde de Verão que me queimou as estranhas e me deixa aqui como um peregrino sem Santo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso achar a rota de Mim mesmo. Perceber os toques do meu Tacto, perceber como Olhar, como Ser, como Ouvir aquilo que a prolífera voz da urbe me canta como sereias acenando ao Longe. Míope na Vida, mais não me resta do que ouvir o Canto como se de um Surdo sem cura me tratasse. Às vezes, tamanha lucidez das palavras que vomito, fere-me a Alma, como se a lucidez que pregue me ficasse impregnada até à exaustão e me levasse até a um estado de moribundo vivenciado, por entre as felicidades alheias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porquê? Porquê o mesmo trilho seguido com pessoas que são diferentes? Porquê a rotina dos toques e dos sentidos de Vida? Porquê o mesmo Destino em tudo o que faço?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, fecho-me na pétala da flor que criei e habito-me no meu casulo para que hoje não me possam ferir...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez hoje, tenho-me apenas a mim mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habitar-me-ei nesta noite trépida, árida de um sentido aceite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas um árido de Vida, apenas eu, Hugo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115489983177027033?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115489983177027033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115489983177027033' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115489983177027033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115489983177027033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/pedaos.html' title='Pedaços'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115478780567925770</id><published>2006-08-05T07:09:00.000-07:00</published><updated>2006-08-05T07:25:29.720-07:00</updated><title type='text'>Axiomas e Teoremas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos os axiomas e teoremas da minha vida estão ainda por ser descobertos. Todos aqueles nexos e causalidades que nos definem, ou aqueles simples motivos que nos fazem perceber os porquês, estão ainda por emergir quando Me sinto mais longe que o Fim do Mundo. É nesses momentos em que o Mapa de Mim parece irremediavelmente perdido, que sou o mais feliz dos Homens. Quando a Busca pela Teoria Perfeita, em que as demonstrações saltam do papel, me faz sentir como um caso especial no caso geral da banalidade das pessoas que me tocam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É na premissa dos erros das pessoas que me tocam, que ergo a minha dissertação. Assente num planalto de Mentiras, a mensagem que prego a minha Dor ao Vento para que ele a leve. Mas como tatuagem vincada na Alma, ela teima em manter-se pregada a mim, como um prego cravado no osso mais profundo que possamos ter. E assim, vivo com as premissas dos erros, na teoria do Hoje, no axioma do Amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dei por mim envolto nas nuvens de Incêndio a que chamo Vida e aí derramo as lágrimas de um sentir tão Meu, num Céu que se fecha quando passo. É nesse Incêndio que vou ardendo todos os dias, consumindo-me, cinzando-me ( Não será um erro esta palavra, antes o acto ou efeito de me tornar em cinza a cada dia que passa), sendo cada vez menos do que ontem, como se me tivesse na ampulheta que corre para o seu fim. Sinto-me a boiar no mar de sargaço, em cuja Maré provocaste. O sargaço dos dedos com que tocas na banalidade e abraças todos os dias, a carne da Evidência negada que sempre cobiçaste. E hoje, cinzo-me como um qualquer Nada, embaranhado em coisa nenhuma, preso a fios de um Passado espinhoso, que teimaste em esquecer no Virar da Esquina da Tua Decência...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje vou-me perder nos Aliados. Virar as costas ao Porto e sentir-me Aqui e Além de todas as maneiras. Tentar mitigar a evidência, tentar sentir a decência, tentar calar os olhos que tanto falam quando Sou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, sou Peregrino do Que não Sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, Perdi-me...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, sou apenas eu, Hugo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115478780567925770?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115478780567925770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115478780567925770' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115478780567925770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115478780567925770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/axiomas-e-teoremas.html' title='Axiomas e Teoremas'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115472753071779411</id><published>2006-08-04T14:26:00.000-07:00</published><updated>2006-08-05T07:27:23.906-07:00</updated><title type='text'>Vertigem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vertigem é o nome com que te olho de cima, sem te ver. Talvez a miragem da grandeza do que foste ou a simples constatação da tua pequeneza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dou por mim a pegar em folhas de papel vazias de mensagem num amontoar de letras que escreveste. Pergunto-me sobre o que quererão dizer, se serão alguma coisa ou apenas mais um pedaço das tuas meias coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo um papel cheio de pedidos e de vontades para um futuro, esse futuro que anseias por virar as costas nesse teu modo sui generis de enfrentar as coisas com o ar de criança e atitudes de adulto muito vivido. Olho e vejo o turbilhão daquilo que penso esmorecer-se por entre os toques que se não sentem. Hoje, nem te conto a trivialidade pois nem isso mereces e talvez a palavra que te disse seja pouca perante a imagem que vais ocupando em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És talvez o Oásis que secou. O deserto que se tornou árido, quando a grandeza do Ser se esgotou para se entregar à complexidade vivencial, ou simples indagação de um viver mais subtil, menos valorizado, ou simplesmente mais Teu. Ainda hoje dou por mim a pensar no que serás. Se serás a Pessoa dos quases, dos ses e das coisas falhadas, por entre palavras ditas ao vento e promessas que nunca serão cumpridas. Será a Vida o Teu Banquete? Serão as Pessoas a Tua toalha de Mesa? Ou não saberás simplesmente o que queres?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contei-te a metáfora da Alice no País das Maravilhas, um dia algures no tempo e ainda hoje te sinto assim: qualquer caminho serve porque não sabes o que queres. É-te complexo sentir, viver, sentir, dar, receber, e tudo o mais que envolva a partilha e somente tenho pena que as coisas que penso sirvam para te ver como a Pessoa que tinha tudo em Si e não era mais que a miragem dos olhos, o sentir dos sentidos, a falsa falácia das mentiras das palavras que disseste, escreveste e disseste sentir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, dou-me a Ver-te como um relógio de cuco, apitando a cada vez que o teu ser me faz faísca. E até aí, me vejo a Ter-te não Tendo por toques que não tenho, nem quero. Porque a Vida me quer, e porque não sabes o que queres da Vida. Talvez a lástima do que És redunde no absoluto desdém que de mim provém, por entre as incoerências de Vida, as Mentiras, as Tristezas e coisas que fizeste de maneira menos clara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, pego na mais árdua rocha e atiro-a à parede para que te caia em cima e te tire de Mim de vez, para que a boca que abres e beijas outros, não mais profira as lanças que usas e as mentiras que protelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, a revolta gela-me o Ser. E eu mesmo me vou cristalizando a cada minuto que passa neste relógio de pulso. O tempo que seria das NossasHoras, passou a ser o Tempo dos Teus Desvarios, das Tuas Loucuras, e dos Teus Banquetes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gelo-me, cristalizo-me e fecho-me nas copas do meu baralho, para que nenhum Ser me provoque este sentimento que me corrói. Para que não mais alguém seja capaz de me desiludir de Morte e colocar em Mim a coisa mais horrorosa que alguma vez senti: o Desdém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, o olhar-Te dá-me Vertigem. O falar-Te aterroriza-me. O sentir-te não sei, porque perdeste-me. Sim tu perdeste-me e talvez de nós os dois, quem sairá mais a perder serás inequivocamente Tu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo de crescer estará aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo de sentir também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo de me hibernar também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que alguém tenha a força de derreter o iceberg em que me tornei...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, num noite de Verão, mais gelado que um iceberg, apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115472753071779411?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115472753071779411/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115472753071779411' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115472753071779411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115472753071779411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/vertigem.html' title='Vertigem'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-115463826166700364</id><published>2006-08-03T13:44:00.000-07:00</published><updated>2006-08-03T13:51:01.716-07:00</updated><title type='text'>Abismo de Sentir</title><content type='html'>Quando sentimos somos sempre aquele que manda no Mundo. Aquele cujo Universo se verga para nos ver passar. A nossa condição de egoísmo faz-nos levar mais longe do que aquilo que almejaríamos alguma vez tocar com o triste olhar da desgraça.&lt;br /&gt;Acordo para o Dia como um sentinela que desperta para a tarefa que o espera. Olhando os espelhos que me circundam, dou-lhes a triste falácia do Sorriso que tenho, preso por alfinetes ténues para que se não desmanche. E então aí, desmancho a verosimilidade da Mentira dos Teus Olhos, enquanto desço para a escada de Mim.&lt;br /&gt;Hoje, toco-me com um Cego, procurando um caminho sem o conhecer. Talvez o simples deixar que a Vida nos conduza, seja a Metáfora da Existência por descobrir. Sem ser Mago, ou Artífice, dou por mim a percorrer as linhas de um comboio que faz tempo que descarrilou, rente à boca que mudou o Mundo, rente aos dedos que não me percorrem, rente ao Nada que deixaste no Tudo.&lt;br /&gt;Talvez a sina do sentir seja a do conhecimento Total. Sentirmo-nos cheios, para que possamos dizer que o contrário existe e talvez por aí, termos a vivência do que somos plenamente. Hoje sinto-me frio, sinto-me distante, sinto-me o cubo de gelo que nunca quis saber. Nada me mói, nada me toca, ninguém me emociona e talvez por isso me sinta cristalizado na Coisa que Sou.&lt;br /&gt;Hoje os toques e as palavras moram na Lembrança e no Nojo. Talvez as pequenas falácias daquilo que deixaste em mim te digam um rumo que nunca tiveste, sejam aquilo que nunca foste, e talvez eu seja feliz por inteiro.&lt;br /&gt;Nada me quer, nada me deseja, nada desejo. Apenas o Sentir que o Vento me toca, como uma gaivota errante num Céu errático. Apenas sentir que cada vez que olho o Mundo, o Mundo me olha.&lt;br /&gt;Hoje, sinto-me de tudo ausente.&lt;br /&gt;Até de mim...&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-115463826166700364?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/115463826166700364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=115463826166700364' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115463826166700364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/115463826166700364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/08/abismo-de-sentir.html' title='Abismo de Sentir'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114648875796269167</id><published>2006-05-01T05:45:00.000-07:00</published><updated>2006-05-01T06:05:59.786-07:00</updated><title type='text'>O Rio da Posse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que somos todos diferente é um axioma da nossa própria naturalidade. Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é por isso para os indefinidos, isto é, só podem conviver os que nunca se definem , e são, um e outro Ninguéns.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos forças porque somos vidas. Cada um de nós tende para si próprio com escala pelos outros. Se temos por nós mesmos o respeito de nos acharmos interessantes, toda a aproximação é um conflito. Só quem não procura é feliz; porque só quem não busca, encontra, visto que quem não procura já tem, e já ter, seja o que for, é ser feliz (como não pensar é a parte melhor de ser rico).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olha para ti, dentro de mim, noiva suposta, e já nos desaviamos antes de existires. O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha demais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equílibrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilibrio da realidade sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida (e do irreal do sonho com o de sentir a vida irreal).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou-te esperando, em devaneio, no nosso quarto com duas portas, e sonho-te vindo e no meu sonho entras até mim pela porta da direita; se, quando entras pela porta da esquerda, há já uma grande diferença entre ti e o sonho. Toda a tragédia humana está neste pequeno exemplo de como aqueles com quem pensamos nunca são aqueles em que pensamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor perde identidade na diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo. O amor quer possuir, quer tornar seu o que tem de ficar de fora para ele saber que nem torna seu e não é ele. Amor é entregar-se. Quanto maior a entrega, maior o amor. Mas a entrega total entrega também a consciência do outro. O amor maior é por isso a Morte, ou o esquecimento, ou a renúncia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No terraço antigo do palácio, alçado sobre o mar, meditaremos em silêncio a diferença entre nós. Eu era príncipe e tu princesa no terraço à beira mar. O nosso amor nascera do nosso encontro, como a beleza se criou do encontro da lua com as águas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor quer a posse mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuir um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico àquele de quem sou diferente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras com rumor de deuses e desconhecimento da rota como unica via.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bernardo Soares in "Livro do Desassossego"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114648875796269167?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114648875796269167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114648875796269167' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114648875796269167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114648875796269167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/05/o-rio-da-posse.html' title='O Rio da Posse'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114547285960334679</id><published>2006-04-19T11:52:00.000-07:00</published><updated>2006-04-19T11:54:19.633-07:00</updated><title type='text'>Vem</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/clerigos2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/clerigos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vem ter cmg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçar esta cidade, comigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem preencher-me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar-Me uma vez mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114547285960334679?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114547285960334679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114547285960334679' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114547285960334679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114547285960334679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/04/vem.html' title='Vem'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114451180399222715</id><published>2006-04-08T07:57:00.000-07:00</published><updated>2006-04-08T08:56:44.056-07:00</updated><title type='text'>O Tempo das Nossas Horas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/saudade.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/saudade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá fora era Verão. Corria o mês a seguir a Junho do ano cuja capícua era 5002. Acordava a urbe alfacinha, por entre uma brisa de calor, por entre Pessoas que se me cruzavam. Tinha-Te deixado algures na metrópole num dos Campos, o maior deles por sinal, e vagueei por uma cidade que não conhecia. Parei&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/morteaumpasso.jpg"&gt;&lt;/a&gt; num sítio onde uma estátua de bronze me acenou e entrei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá escrevi-te isto que hoje relembro e apelido de minha obra-prima:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Era inevitável. Vim parar ao sítio onde se Deus quiser, irei passar horas quando o meu corpo for apenas um resto íngreme daquilo que já fui: a Brasileira do Chiado. Lá fora, numa das mesas está quem me dotou de dogmas e sentidos, nexos e verdades que ainda hoje estão bem frescas na minha mente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo lentamente a sentir uma dor, que "dói" mesmo antes de a sentir. As mucosas enchem-se de lágrimas, que tanto quero não derramar, num dia soslaio e radiante como o de hoje. Da vida que deixei no Porto há três dias, de nada sinto falta. Falta-Me quem deixei no Campo Grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dói-me cada pedaço do tempo que se vai escorrendo entre os meus dedos, como se de grãos de areia se tratassem. Dói-me o silêncio da minha boca com que falo agora, dói-me a alma por ter de deixar o que não quero deixar aqui, sem mim, pois como o sentes (e eu que o diga) és indubitavelmente cada vez mais parte de mim. Os meus olhos no espelho talham a letras douradas este meu doloroso silêncio entre pessoas que conheci hoje e possivelmente não mais na vida irei ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou, pelas ruas de um Chiado habituado a ver em livros e páginas de Internet, um vagabundo de uma saudade que começa a desabrochar, antes de a ausência tomar forma. Sou, pelo silêncio de uma manhã frenética, um alma entre almas que vagueiam num sentido a que chamo Rotina, perdendo o rosto por entre um Multidão sem Nome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Destino, hoje mais que ontem, anseio por alcançar. Tocar-Lhe, Senti-lo, sentir que finalmente O alcancei, perder-Me no seu Infinito. Tenho de inventar uma forma de acelerar os ponteiros do relógio para anestesiar a Alma, que tanto vai doendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou, pelas mesas de um café semi-vazio, um homem cada vez mais maduro, com cicatrizes na Alma que o vento jamais levará e um homem cada vez mais apaixonado por Ti [ Tenho, subitamente de parar de escrever porque se me enchem os olhos de lágrimas e um homem chorar em público, nos dias que correm, é sinal de fraqueza ou pobreza de espírito].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou fraco. E agora? Condenem-me. Enclausurem-me na minha masmorra, bem lá no Alto, para que daí com o mais radioso dos olhares te possa beijar todos os dias. Não, não posso chorar. Não choro de tristeza, mágoa ou simples rotina, que tanto critico e me enoja, antes porque dói o que sinto mesmo antes de sentir. Receio que quando as rodas do autocarro, que me levará de volta à minha tão querida cidade do Porto, começarem a andar, todas as janelas se fechem para me não ver passar. Tenho medo que o calendário deixe de avançar e o tempo se cristalize, parado, estagnado, e dolorosamente preso a um "tempo" que não nos pertence ainda. Quem não entende o que sinto por entre a tinta desta caneta com que borro este papel, tente arrancar de si o que mais valioso tem e encontrará aí a resposta mais cabal e trivial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, "mor", não sou fraco. Nem pobre de espírito, descansa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Choro, porque te amo, porque te quero, porque a minha vida não faz sentido sem ti [Tenho de parar outra vez].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava de ter o dom de matizar indelevelmente a brisa da manhã no teu rosto, aquela que nos abraçou quando abrimos a porta da Rua e saímos para este dia, como dois peregrinos à procura do seu trilho. Gostava de ver quão linda fica a tua face quando os primeiros raios de Sol de uma qualquer Manhã te tocam. Se alguém um dia quiser entender estas palavras, o que nos une, aponta-lhes para o Sol. Tal como Ele os Ilumina, é nosso Amor que nos alimenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou, a metros da Pessoa cuja vida mais admirei, um vagabundo de um sentimento que me trouxe até ti (vens-me de novo à Ideia: o teu gesto meigo, a maneira terna como me falas, a maneira como me olhas, o teu Toque, ...). Se possível fosse colocar parte deste sentimento, aqui, nesta folha de papel, muito possivelmente as batidas aceleradas deste Meu (TEU) coração que por Mim (Ti) bate (e há-de bater sempre), não te deixariam ler o que aqui, no canto mais escondido da Brasileira, numa simples e banal folha de papel, imortalizo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou, entre as brumas e fragmentos escondidos da Alma, um homem apaixonado... por Ti! Entre o Sol e as Nuvens, alguém que vive por Ti! Entre a espada e a parede, um guerreiro que lutará por Ti até ser Sombra. Perdido no Oceano, o mais belo coral que alguma vez verás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo, aqui no Silêncio, gritando por Ti! Os meus olhos, de que tanto gostas, esses, não param de falar e de me envergonhar, agora que o café fica mais cheio [Páro, novamente].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não devia chorar. Há o dogma de que os homens não choram e,pensando bem, porque choro eu se te tenho? Choro, porque tenho um bilhete de "VOLTA" e não sei quando terei o de "IDA", novamente na mão. Choro, porque ouço o motor do autocarro, porque vejo na minha mente a placa "PORTO 299" e, progressivamente, placas com números cada vez menores até estar fisicamente longe de Ti até à exaustão. Tenho o estômago fraco. O meu interior está numa tubulência que disse a mim mesmo que não iria sentir, quando vim. Mas o coração fala mais alto e por muito que a Razão seja forte, os olhos são a parte mais fraca do corpo: não deixam rédea e margem de manobra à Mentira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou... EU! O que devia ser, mas não é... O que devia estar, mas não está... O que devia ter, mas não tem... O que te quer e há-de Ter. Talvez esta seja a maior lição de vida que algum dia terei. Acredita, que desde o Momento em que na minha Vida começou a haver um "Nós", uma luz ao fundo do Túnel se acendeu. Vi que o Horizonte, afinal, tem um cor que a luz Negra me não deixa ver, e que a vida afinal não é um castigo que tenho que viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou, tão teu, tão teu, tão teu... Era capaz de escrever isto em todas as paredes que o meu corpo toque, se através disso pudesse acelerar o relógio, mudar o calendário e colocar o que sentimos na brisa do beijo que te darei quando estivermos escondidos entre as Nossas 4 paredes, para que os olhares não nos roubem o Sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Liguei-Te agora. Estou super, hiper surpreendido. Mais uma vez, adivinhaste o que estava a fazer. Sem dúvida alguma, és a Pessoa da minha Vida! Pequenos pormenores são estes que mostram que fomos feitos um para o outro. O que não sabes, até este momento, é que já fiz o que não gostas que faça: chorar. Eu sou assim. Choro para disfarçar o rosto e tonificar as pestanas e não porque me magoas [Minto... Na parte das pestanas].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Invejo o mais trivial da tua vida. A roupa que vestes, a cama onde dormes, a cadeira onde te sentas, o copo onde bebes, a televisão de onde vês o Mundo, tudo até ao mais banal. Invejo, porque mesmo sem vida essas coisas te têm à distância de um Toque. É aí nesses mais pequenos pormenores que a tua Alma é grande, estupenda e única como nunca vi. Toda a tua esfinge, o teu rosto, as tuas mãos, cada vez que me tocam imortalizam-me na solidão de um tempo que será o Nosso. Nosso nas alegrias, nas façanhas, na Felicidade que estou cada vez mais certo iremos alcançar, lado a lado, vendo o Teu Outono passar, vendo o Tempo a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nas nossas cabeças e, então, seremos por entre todos os Guardiões de um Templo do qual só Nós teremos a Chave, os mais felizes deste Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou certo, de que estamos a escrever o mais radiante dos livros de Vida e que, apesar de anónimo, o nosso exemplo poderá perdurar pela História, como que clusterizado numa duna por nós vagueada. O Teu tempo de sofrimento, dor, e pânico chegou ao Fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabes pelo que me conheces, que darei a Vida por Ti se necessário for, que irei ao Fim do Mundo para Te encontrar se a Vida te me tirar, que serei o Companheiro de Jornada, o Amigo, o Grande Amor da Tua Vida, a cada badalada que um qualquer relógio antigo dê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calem-se as almas que possam preconizar o nosso Fim. Nada será capaz de abalar a tenacidade dos nossos beijos, a cor dos nossos sorrisos, os olhares cumplices e cheios de afecto que conseguimos trocar no Silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu e Tu, construiremos uma Cidade maior do que Alexandria, mais imponente que Constantinopla, mais adorada que Paris, com o toque e mística de um Porto tão sentido, por entre as ruas de uma Lisboa tão linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teremos na brisa da manhã o alvorecer de mais um Dia de Felicidade, juntos, cada vez mais juntos e simbioticamente ligados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou-me levantar. Vou pensar. Ou simplesmente andar vazio, estando Cheio, pelas ruas desta cidade que quero Minha, enquanto aguardo o teu sinal para voltar... para os teus braços.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou esquecer o barulho dos motores e as placas. Vou esquecer o Oriente. A dor só é dor quando é sentida e não quando é pensada. Mas hoje, aqui e agora, dói-me a dor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo-te!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa, A Brasileira, Chiado, 10:05, 29-Julho-2005 "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda hoje aguardo o teu sinal para voltar... para os teus braços e fazer com que as palavras sejam a Verdade e não a Utopia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novamente, apenas eu, Hugo, um qualquer Hugo, ainda apaixonado por Ti!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114451180399222715?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114451180399222715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114451180399222715' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114451180399222715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114451180399222715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/04/o-tempo-das-nossas-horas.html' title='O Tempo das Nossas Horas'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114397638890691544</id><published>2006-04-02T04:02:00.000-07:00</published><updated>2006-04-02T04:13:08.916-07:00</updated><title type='text'>Nothing but ghosts</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/ardendo....jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/ardendo....jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa&lt;br /&gt;tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e&lt;br /&gt;com elas quero construir um templo em forma de ilha&lt;br /&gt;ou de mãos disponíveis para o amor....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade, estou derrubado&lt;br /&gt;sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde,&lt;br /&gt;não sei onde&lt;br /&gt;procuro as aves recolhidas na tontura da noite&lt;br /&gt;embriagado entrelaço os dedos&lt;br /&gt;possuo os insectos duros como unhas dilacerando&lt;br /&gt;os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizem que ao possuir tudo isto poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito interrogar-se acerca da melancolia das mãos....&lt;br /&gt;...esta memória lamina incansável um cigarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro cigarro vai certamente acalmar-me&lt;br /&gt; ....que sei eu sobre as tempestades do sangue?&lt;br /&gt;E da água?&lt;br /&gt;no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso&lt;br /&gt; estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo&lt;br /&gt;hoje, vou correr à velocidade da minha solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Berto em " Sem Título e Bastante Breve"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114397638890691544?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114397638890691544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114397638890691544' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114397638890691544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114397638890691544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/04/nothing-but-ghosts.html' title='Nothing but ghosts'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114392593405867608</id><published>2006-04-01T12:59:00.000-08:00</published><updated>2006-04-01T13:12:14.080-08:00</updated><title type='text'>Aqui</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/Surrealismo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/Surrealismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim. Aqui Mesmo. Aqui Mesmo onde o Teu toque não alcança se perpetuam as vozes que outrora imitaste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde a Escura Madrugada pintou de Negro a minha Alma e me deixa aqui neste jazigo a que chamo Vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde não Ouço o palpitar das ondas que emanam do Teu coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, na Ausência daquilo que foi um Nós, grito na Esperança que ouças, que Vejas, que sintas uma Simbiose definida outrora por um Alguém a que chamava Eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, no restício dos fragmentos que brotam do meu Antigo Eu, sofro como se estivesse lúcido para me Acabar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde Pousado nos ponteiros do meu Relógio contava os minutos que faltavam para te voltar a Tocar, hoje vivo Pousado em cima de uma Caixa de Pandora, que abri, procurando-Me por entre folhas de papel que escreveste, sentindo os teus toques por momentos, apertando a minha Mão no Nada que lá deixaste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde te conheci por obra do acaso, tento hoje buscar o Rumo que me trilhe este Grito que me asfixia, perguntando-Me se a definição de Ilusão existe, ou se vivemos e viveremos uma ficção real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde o meu Peito tatuado com o teu nome, jorra géiseres de sangue, sinto-me fútil, incompleto e banal por entre gente de igual índole.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde as Estrelas não tocam, pinto um Firmamento só Meu onde possas ser a Estrela mais cintilante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde o Sol pára de brilhar, quando abro a porta, as lágrimas acabaram, as mucosas tornaram-se áridas, e a Vontade escassa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde o Ocaso pousou, perdi o Brilho nos olhos, perdi o verde neles abundam simbolo de Esperança, e hoje, e Aqui, não sou mais do que um Alguém que espera que possas Acordar desse teu Sono Desperto a que dizes chamar Vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, onde o Teu Lugar me deixa no Vazio, estou mais só do que Sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;         ... só se espera estar Aí: nos Teus Braços, nos Teus Olhos, na Tua Boca, em Ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114392593405867608?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114392593405867608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114392593405867608' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114392593405867608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114392593405867608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/04/aqui.html' title='Aqui'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114358023561476557</id><published>2006-03-28T12:52:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T13:10:35.690-08:00</updated><title type='text'>Apologia do Sentir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Perco-Me por entre os meus dedos. Aqueles pequenos pedaços de Mim que te percorreram o corpo como faróis de uma Felicidade sem limite. Perco-Me, por entre os tactos da tua pele, por entre os sentires de um respirar que deixaste em mim, por um bater de um coração que teima em não parar.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/Apologia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/Apologia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perdi-Me em Mim e não me encontrei. Vagueei nas sombras do Meu Eu e não me vi. Talvez por não Me estar, por não Me ser e nessa encruzilhada de pequenos tiques-taques bombásticos encontrei-Te com o teu Sorriso de lírios e chama nos Olhos bradando por Mim. Será que a Tua Alma chama por mim nesses teus Dias? Serei Eu uma palavra, ou apenas um nome de um Passado, apagado por entre um qualquer gesto rápido de Loucura Momentânea?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho pena de quem não logra um amor como o Nosso. Um amor capaz de desafiar a Ordem Natural das Coisas, um amor capaz de ser Único num Silêncio de Mundo que não quer ver, um Amor que, se calhar, só nós os Dois o entendemos, nos pressupostos em que assentam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conjecturo-me sobre o Futuro a dar a tão grande sentir. Virar as costas à prudência, ignorar a Razão e a Intuição e deitá-lo para o Grande Lixo do Esquecimento, esperando que o entulho que por cima dele seja deitado trate de o eliminar dos nossos Olhos, ou então alimentá-lo com a esperança dos Lábios que se unirão numa Eternidade Próxima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço hoje a apologia de um Sentir muito Nosso. O Sentir de um coração que tem o teu nome tatuado, desafiando dogmas, paradigmas e certezas de um Mundo que vive alimentado a soro. Mas não o que sentimos. O que sentimos vive alimentado com a Lenha da Paixão, por entre Tempestades de um Inverno hostil que nos gela as entranhas e nos desafia a Existência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desistam os Fracos. Deitem fora as Armas os que estão derrotados por Natureza, pois Eu canto a apologia de um Sentir muito meu, apenas e só meu, pela Pessoa que me Roubou a Tristeza, no dia em que me tirou a fria secura da Espera de uma Alma. A Tua!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco-Me por entre Memória de Gestos e Palavras que enunciamos num qualquer canto, numa qualquer hora, onde nos tocámos bem dentro, ali onde o Tempo parou quando nos olhamos, ali onde Tudo é mais banal que a maior das banalidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sofro-Me pela Ambição de Te habitar, pelo Medo de um murchar de uma Rosa a que dei o nome de Amor por Ti. Essa Rosa que fui alimentando com a Água da Esperança de um dia possuir os lábios mais formosos que alguma vez vi, de ter do lado a Pessoa mais Grandiosa que me foi dada a conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-Nos a fitar o Tejo, num qualquer fim de Tarde. Vejo-Nos passeando no Douro, num Domingo primaveril trocando galhardetes de cidades muito nossas, muito minhas, muito tuas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o que nos une que me vai dando forças para sorrir, mesmo quando a bruma me enche de uma tristeza sem cor. A cor do silêncio é o mias negro dos Pretos que possas passar para uma Tela. Por isso, peço-te que sejas capaz de colorir de novo a minha Vida, na Tela do meu Amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Ti, abraçarei o Universo se preciso for, para que desse peito sempre jorre a eloquência e a grandeza de um Amor e de uma Cumplicidade, que sempre foi muito Nossa... e que espero continuar a Ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu Amo-te e sabes bem o quanto lutarei por ti!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, eterno Vagabundo Moribundo de um Sentimento, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114358023561476557?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114358023561476557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114358023561476557' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114358023561476557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114358023561476557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/03/apologia-do-sentir.html' title='Apologia do Sentir'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114340545780150353</id><published>2006-03-26T12:11:00.000-08:00</published><updated>2006-03-26T12:37:37.856-08:00</updated><title type='text'>Labirinto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/labirito.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/labirito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Virei as costas ao conformismo. Não sei por onde percorra, que caminhos trace, que palavras use, que silhueta apresente para me sentir mais Eu. A Verdade, essa Mentira, continua aqui à frente dos meus olhos para a descobrir e não sou capaz de a ver, por mais frontal que seja a observação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enclausuro-me em medos de esfinge variada, em cogitações de futuros que não quero e vou-me ferindo aos poucos. Ferindo tudo aquilo em que acredito, virando as costas ao que a Razão mandaria fazer, mas mergulhando bem no Fundo nos sonhos que me habitam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou no mais complicado dos labirintos que alguma vez enfrentei. Vejo-Me por entre paredes espessas, sem saber o que esperar da Alvorada, sem saber o que esperar da Vida, sem saber o que esperar de Ti. Ferram-me estes cães todos os dias, com o medo que o Sonho não mais passe a ser realidade. O Medo que a inexistência de um Algo te leve para longe, te retire esse sentimento do peito em favor de uma futilidade, de um momento, de um qualquer trato de coisa, necessariamente mais vazia do que o meu Amor por Ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho saídas em mente mas não sei qual escolha. Se acredito que podemos Ser novamente, ou se desisto daquilo que almejo da Vida, que é poder tocar-Te novamente, e poder amar-Te todos os dias da minha vida. Vejo-me aqui, embebido num Medo de te perder de vez. Enquanto que o teu sentimento por Mim não murchou, vejo-me na eminência que ele desapareça a cada passo teu, agora que dou passos rumo a Ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habita-me o Medo da Perda, mais do que o Corpo, o Medo da Perda do teu Sentimento, esse mesmo que me vai enchendo os pulmões de vontade de ir a correr para Lisboa e tocar-te em Sete Rios, olhar-te no Metro, tocar-te num qualquer restaurante, ver o Tejo contigo, sentar--mo-Nos no Terreiro do Paço olhando para o Arco da Rua Augusta, abraçar-Te nas Picoas... e tudo o mais que temos guardado no Tempo, o tempo em que as nossas Almas andavam juntas por entre uma Lisboa que me pedia para ficar, me pedia para Te beijar ali mesmo em frente a uma multidão sem rosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Medo, meu Amor, que esse teu sentimento se desvaneça, como um nevoeiro que desaparece por entre rios de lágrimas que vou jorrando na tua ausência, sem saber que tipo de gestos podes seguir, ou que comportamentos vais adoptar. Quero ser capaz de Te olhar bem dentro e de te pôr, de novo, borboletas na barriga, de te calar com um Beijo e conquistar tudo aquilo que falamos de maneira cabal, inequívoca e intransigente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu Amor por ti é Único. Talvez não caiba num só peito. Daí querer o Teu, para junto partilhemos o sentimento que nos une, e não o deixemos morrer por entre dias que se passam sem o gesto, por entre bocas que não falam, por entre beijos que não são dados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero poder lutar por ti de igual para igual, e fazer-te a Pessoa mais feliz deste Mundo e do Outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, perco-me nos labirintos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo-te!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114340545780150353?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114340545780150353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114340545780150353' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114340545780150353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114340545780150353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/03/labirinto.html' title='Labirinto'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114337832369954094</id><published>2006-03-26T04:40:00.000-08:00</published><updated>2006-03-26T05:05:23.763-08:00</updated><title type='text'>Tactos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/perto%20de%20ti.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/perto%20de%20ti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vive-se e sente-se em memórias de cristais e diamantes. Os diamantes que brilhavam outrora, hoje não são mais do vidros baços de um Sonho de uma alma por inventar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fito o Céu num Campo que dizem ser Grande, numa cidade que dizem ter Sete Colinas, esperando ser surpreendido por um toque de Pessoa, a minha Pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava de me cruzar contigo na rua, explicar-te coisas, ver coisas contigo, ser por entre ruas apinhadas de gente, ora sentindo, ora sentindo-Te, naquele espaço que já foi nosso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa última Presença foi o toque das nossas mãos. O selar silencioso de algo que nos une de maneira tão simbiótica e tão cabalmente interrompida, mas não terminada.  Hoje, apetece-me fumar um cigarro, voltar atrás no tempo ouvindo Anthony and The Johnsons ou The Gift, que tanto nos marcou numa época já por nós ultrapassada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje o calendário emprerrou, os dias estão maiores, a ausência transborda e as lágrimas quase que vão secando. Aos meus gritos de dor sobrepõe-se os de quem não quer ouvir, os quem não quer pensar que o acto da escolha pode ser cruel, assim como o acto do reencontro pode ser delapidante quando nos faz pensar de erros de passado. Não acredito na Filosofia Popperiana, em que o conhecimento só evolui com o erro. Não! Devemos evitá-lo e não forçosamente provocá-lo para que a certeza de um Algo aflore.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me na mais apertada das camisas de forças que possa existir: a camisa da distância. Oxalá me pudesse o Vento levar num qualquer sopro, ou então fosse ele capaz, de te levar um Beijo Meu de até já. Mas não. Vivo prisioneiro de uma Prisão chamada distância com a Vontade de Dar, Reconquistar e, quiçá, continuar o que o Tempo ou algo interrompeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje as Utopias deram lugar à Vontade, ao Desejo que tudo volte a ser não o Conto de Fadas, mas a Certeza dos Dias, não o do Olhar Perfeito mas o Olhar que nos enchia aos Dois de um sorriso de mil anos, não o das Frases de Conveniência mas as Frases Repletas de um Sentimento transbordante, que ainda hoje nos enche.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não escolho bem alguns modos como me dirijo a Ti, nao meço muitas vezes palavras ditas como punhais que lanço directas ao teu peito e se calhar vou esculpindo a lápide de algo que sempre foi tão nosso. Não é isso que quero. O que quero ter-te nos braços, agarrar esses lábios que foram e são (?) meus e habitá-los até que a Sombra me leve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esqueçam as teorias. Esqueçam as certezas. Hoje sofre-se com s minúsculo uma Dor com D maiusculo. A dor de quem ama, a dor de quem luta, a dor de quem se sente aprisionado, a dor de quem o tecto caiu em cima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-me a construir um Hugo em paredes de barro. Um Hugo errante, oscilando entre a monotonia monocórdica e a monotonia monótona de dias sem Ti. Não peço viver apenas por Ti, não peço ser eu o epicentro das tuas 24 horas, peço apenas poder existir Contigo e em Ti, por entre dias em que a chuva cai a cântaros e os pássaros não vão cantando melodias que sejam de se ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olho-Te no Silêncio, procurando-Te o rasto, quiçá tentando-Me encontrar a mim também. Deambulo, por entre corredores e paredes, pensando em sei lá o quê. Gostava de que o Sonho de uma Vida, Contigo, não acabasse numa palavra. Que o Adeus não fosse lei, mas antes o sinónimo de um Até Já, que em Lisboa lutarei para transformar na certeza de um Beijo Eterno e de uma Eterna Melodia de Corpos, os nossos Corpos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até lá, até à camisa de forças perder a força, resta-Me sentir os Tactos que deixaste em Mim e voltar atrás no Tempo, o Tempo que me tocaste na Mão pela última vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo-te e desculpa se por vezes não escolho o melhor modo de dizer, de lutar, de ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114337832369954094?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114337832369954094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114337832369954094' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114337832369954094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114337832369954094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/03/tactos.html' title='Tactos'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114332498579562965</id><published>2006-03-25T13:57:00.000-08:00</published><updated>2006-03-25T14:16:25.856-08:00</updated><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/oceanbed.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/oceanbed.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abri a mão.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leio-Te por entre Linhas de um esboço de vida feito num papel qualquer. Faço sincronismos metafóricos mentais tentando entrar na Tua Mente, ler-te o olhar, ler-te o Ser, mas isso só me leva para longe deste cais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tropeço nos dias como um Bêbado. Pergunto se passará a bebedeira por entre um palpitar súbito de vontade de me perder em Ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fito o Horizonte com o teu Amor no Olhar. Lisboa, a cidade do Amor que nos uniu, emerge unica e fantástica como o bastião de um Universo só Nosso, onde os quartos foram covis de um Amor que se fez, por entre Chuvas e Tormentas que nos habitavam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco-Me na leveza do teu Ser, habitando-te no teu silêncio. Olho-Te nos pedaços de Vida que em mim cravaste, almejando o seguir de uma História de Amor que o Barqueiro não pode quebrar. Duas Almas com A grande, que resistiram ao Ocaso dos acontecimentos, e hoje, jorro lágrimas de dor capazes de encher o Tejo, tentando mitigar no teu silêncio uma dor de uma Ausência que sinto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No quarto, uma Colcha caída me puxa atrás no Tempo. Me leva ao Começo do Ser, ao começo do Tacto, dos Beijos, da Chuva na Face, das promessas de Amor Eterno que juntos escrevemos numa folha qualquer, com uma caneta banal, fitando-Nos por entre transeuntes vazios de sentido num contexto que era só Nosso. E hoje, somos apenas Eu e Tu, num Silêncio Cristal, vagueando entre Brumas e Infernos, oscilando entre o Tudo e o Nada, ora sofrendo pela Ausência ora desatinando na Presença. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, aqui nesta pétala que seguro na mão escrevo o teu Nome. O Nome da tatuagem que tenho no meu Coração, esse tal Amor que dizes poder não ser eterno. Oxalá visses, que o Meu sentir passa as barreiras da Razão, e que, por entre risos e choros, por entre chuvas e sóis, o Teu Eu me preenche. Quero o Toque, o Beijo, o Lábio, o Pescoço, cada pedaço de Ti, que outrora percorri com a sofrega vontade do Amor que se fez, mas agora com a Eterna Melodia cantada da Felicidade embrulhada numa qualquer seda, de uma qualquer India.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo-me embutido num pesadelo, onde os Corvos me cravam na Pele o Teu Perfume e a dor do teu silêncio: mais do que o silêncio da tua Boca, o silêncio do Teu "Amo-te", do teu "Quero-te", do teu "És o homem da minha vida".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas as metáforas parecem subtis e fragéis para descrever o que a minha alberga por Ti. Pergunto-me, aqui, se serás capaz de Olhar pa Mim, entrar bem dentro da minha Alma e ver aquilo que só tu tens capacidade de ver, de sentir aquilo que me vai cá dentro, o interpretar cada olhar meu, cada riso, cada gesto, cada pequeno sinal de um qualquer membro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo o meu Dia como uma contagem descrescente. A contagem decrescente para o fim da Saudade: saudade definida como a Vontade de que tudo volte a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lutarei para que volte a acontecer, porque Te Amo e porque Te quero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114332498579562965?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114332498579562965/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114332498579562965' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114332498579562965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114332498579562965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/03/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-114288131784241918</id><published>2006-03-20T10:55:00.000-08:00</published><updated>2006-03-20T11:01:57.910-08:00</updated><title type='text'>Comboio de corda</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/562933.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/562933.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saio à rua. Lá fora o dia quer-me Mal e manifesta-o jorrando lágrimas de uma mucosa em ferida. Dou por mim, deambulando num pseudo-estado, numa pseudo-realidade, onde não vejo cores, não vejo imagens, não sinto cheiros, não me sinto, não vivo.&lt;br /&gt;Sinto-me bater à velocidade de Mil Ferraris com o maior dos pesos no estômago, como que levado por mil tornados, mais vazio que a maior das Câmaras Ocas que se possam conceber.&lt;br /&gt;Vivo-me como um comboio de corda, levado por uma força que não controlo, sendo e estando não sei porque razão, se é que em alguma coisa da Vida podemos afirmar existir razão.&lt;br /&gt;Perdi o rumo dos sentidos que a Saudade do Corpo aflorou. Terei perdido algo mais? Sinto-me como o insenso pedindo para ser acendido, por um Alguém, o Alguém. Sinto-me baixo, pequeno, minusculo, incompleto, perdido, desnorteado, ausente de Mim, posto numa qualquer lápide.&lt;br /&gt;Perdi-Me de Mim e não me encontro. Procuro nos racunhos, nos restícios dos sonhos e maravilhas que imaginei, na mais venerada parede e só consigo ver as sombras de silhuetas que por lá estiveram. Pégadas na areia, levadas por Marés Vivas de solidão que me afogaram nesta dor que me inunda as entranhas mais profundas do Ser. Sou, sendo o que não Sou, querendo ser o contrário do que Sou agora. E pergunto-Me se algum dia serei.&lt;br /&gt;Olhei os Retratos de Memórias num qualquer olhar de soslaio e vi-me numa Memória de Ser que outrora fui. Pergunto-me se seria Real, se vivo no Real ou no Imaginário, se me perco por ideias e por sonhos, ou se luto por eles para saber que não Reais. Antíteses e paradoxos que não consigo solucionar, por entre vultos de Ontem e presenças adiadas do Hoje.&lt;br /&gt;Os sonhos e vestígios guarda-os na minha Gaveta fechada à chave. Esperando que um Alguém se lembre de a abrir, me devolva o Querer Ser, se devolva o Ser. Chegarei ao cais do Tormento mais rapidamente do que serei Sombra, ainda que os meus vacilos me levem muito perto da Loucura.&lt;br /&gt;Não consigo definir o que sinto. Não me consigo sentir Eu. Não consigo libertar-me destas sombras e vazios, destes pensares, destas ausências de gestos, dos ídilicos pensamentos de Vontade, das razões que tinha, do sentir-Me ùnico por entre os Unicos. Mas perdi-Me e hoje sou, novamente, o que lutou para não ser. O que deu para não ter. O que lutou pelo Sonho e não chegou lá. Morri na Praia, no momento em que inspirei.&lt;br /&gt;Hoje, vivo momentos sonhados outrora, sem o sentido que deveriam ter e pergunto-Me se algum dia poderei a sentir-Me novamente. Quem o sabe? Ninguém, nem eu próprio. Não escolho o que sinto, escolho antes caminhos, metas, sonhos e vontades. Mas perdi a minha Vontade... Sinto-me hoje agindo mecanicamente, como um comboio de corda, levitando por entre gestos, sorrindo por aparências, Sendo por conveniência. Trespassou-me a cruel seta da ausência e hoje sofro no silêncio para não me impor. E ali, onde o Fim do Dia me beija novamente, dou por mim a derramar o liquido dos fracos, dos que não sabem passar por cima: a Lágrima.&lt;br /&gt;Rezo aos Deuses que venero que façam estalar as minhas estalactites de Dor perpetuadas em minha alma, enquanto Te falo no silêncio. Será que me Ouves? Consegues?&lt;br /&gt;Gostava de não ter colocado o ponto final. Antes um ponto e vírgula. Enquanto isso, Lisboa vai-me dizendo olá lentamente, a minha silhueta transformando-se, tornando-Me mais Homem, tornando-Me naquilo que pensavamos que viria a ser. Porém, só agora eu me Vejo ao Espelho. Consegues ver-me no Teu Luar? No teu Olhar? Em Ti?&lt;br /&gt;Sinto-me como um comboio de corda a entreter o Sentir.&lt;br /&gt;Acho que não serei jamais o Homem completo de um Outrora. Se é que irei conseguir alguma vez ser completo. Até saber, vivo-me sem a Simbiose, pensando se terás apagado os meus escritos a lápis nos teus/meus livros, se apagaste da tua pele os beijos que te dei, se apagaste do teus olhos os meus, se me apagaste do Teu Toque.&lt;br /&gt;Quero-Te no Silêncio Ensurdecedor da Minha Vida!&lt;br /&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;br /&gt;... e a corda acabou, e o comboio parou... choro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-114288131784241918?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/114288131784241918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=114288131784241918' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114288131784241918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/114288131784241918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2006/03/comboio-de-corda.html' title='Comboio de corda'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112794389743584291</id><published>2005-09-28T14:30:00.000-07:00</published><updated>2005-09-28T14:44:57.480-07:00</updated><title type='text'>Silêncios</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/119627.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/119627.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calei a madrugada com um estalo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senti por entre as forças de um vento de Norte, a saudade a bater-me nas entranhas e senti a força de mil horizontes penetrarem-me os sentidos. Vi, no calor da noite, a sombra triste da loucura que me abunda, o murmurio latejante de um medo que não tem rosto, a tristeza profunda de um sentimento que não quero meu. Saio de mim como quem sai do comboio para mais um dia de rotina incessante. Saio de mim como quer mais do que viver-se. Saio de mim como um amanhã que se levanta, mergulhado no silêncio de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amanhã aparece nos buracos da janela como uma luz ao fundo do túnel, como a vanguarda que me anseia, como o limite para o que sinto, quero e vou ter um dia. Lá fora, os ruídos banais de gente banal, misturam-se com os ruídos fúteis de gente fútil. Eu, aqui e agora, sofro por entre lágrimas de cristal que me eternizam o rosto e me põe cada vez mais sentido no tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Misturo-me, no silêncio de um Mundo, por acidente ou introversão, e mergulho num abismo de um qualquer mar, com nome por inventar. Ali, nas catacumbas de um sentimento que me fere, sinto-me mais ferido que um soldado na frente de batalha, mais desgastado que a cinza do tempo, mais retardado que um relógio sem pilha. Sou ali, por momentos, uma sombra de uma imagem que quis minha e fecho-me nas copas de um jasmim, mal nsacido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pergunto, ainda hoje, a razão que nos faz vir ao Mundo. A razão que nos faz ser, nos faz sentir, nos faz ter metas, pensar em alcançar algo. Na banalidade da trivialidade encontro o prumo, mas não a lógica. Que tipo de rumo é este que sabemos o desfecho, ainda no início? Que prumo é este que exige o sacríficio para a obtenção da Felicidade? Que prumo é este que nos tira do tacto, o que a alma almeja?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conjecturas metafísicas que entre os silêncios de um Mundo, que jorra ruídos, mas que não se sente, não me vê, ou que definitiva e indubitavelmente me virou as costas, deixando aqui, cadáver adiado, vivendo a minha tormenta, por entre silhuetas de esfinges banais, ocas e condenadas ao fracasso ou á futilidade de sobreviver, sem sentido, rumo ou meta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não! Eu não deixarei que os dias do calendário sejas percorridos, mas antes vividos, sentidos, conquistados e acima de tudo, justificados. Nada me levará a deixar o que quero, o que almejo, aquilo que me faz o sangue correr nas veias, por entre os silêncios de gente banal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal de contas, há silêncio no ruído, se a mensagem é nula!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112794389743584291?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112794389743584291/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112794389743584291' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112794389743584291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112794389743584291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/09/silncios.html' title='Silêncios'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112776636685785842</id><published>2005-09-26T13:09:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T13:36:17.126-07:00</updated><title type='text'>Elogio da loucura</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/roda21.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/roda21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quatro paredes podem dizer muito a quem pensa. Podem mostrar a quem sente que o sofrimento da vivência está delimitado a uma área circunscrita, que as dores de um passado mal vivido estão perpetuadas num tique-taque que já passou e definitivamente afundadas num mar distante daqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sol brilha para quem não o vê. Ofusca-se a si próprio, não querendo ser visto, ele que deveria orgulhar-se por ser visto por todos. O Céu venera-O como a um Imperador e ainda assim ele protege-se de quem o vê, fechando-se em copas. Será que algum dia verei o Sol?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serei algum dia capaz de alcançar a idade de um sopro de vento e ser feliz por entre uma manhã coberta de um sol radiante? Vivo-me por entre os acidentes de percurso, fingindo nada ser comigo. Minto, mais uma vez. Nunca a triste sina dos meus dias foi tão vincada como nos dias que correm em que a efeméride se me afecta como os ares que respiro. Não consigo ficar imune ao pensar, ao conjecturar, ao opinar sobre o que faço e penso e quero da vida. Mas ainda assim fico pior comigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ambição de vida deve ser bem medida para que não se torne na maior desilusão que o Mundo conheceu. Vejo-me a braços por ruas, ruinhas e ruelas de um Porto sentido, pensando se terei o discernimento e capacidade de atravessar o Ocaso de uma Vida que considero minhas, com a certeza cabal do Dever Cumprido. Por entre as sombras de mais uma nuvem que passa, vejo-me a envelhecer e perdendo a rigidez nas linhas do rosto e a ser mais uma vez levado para sítios que a razão humana tem ainda dificuldade em explicar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao cair da Noite, vejo-me vadio encalhado num cais onde a Tormenta é Rainha. A Imperatriz da Solidão visita-me sempre que as minhas pálpebras são mais fortes que a Vontade. Sou, por momentos, renegado para o abismo de um sonho cruel, por entre as tempestades de areia da Mente, que me ferem os sentidos e molestam a minha aura. Vivo espelhado num Céu que ninguém vê, com pensamentos que ninguém tem, com ambições que nem Alexandre, o Grande, teve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo-me, sinto-me e quero-me e por entre uma loucura lúcida, sou impávido e sereno o mais teimoso e tenso de entre os vagabundos de um desejo. Desejo a lucidez eterna, a fabulosa sabedoria e a imortalidade sapiente. Sinto o escorrer da humidade por entre os dedos, sinto os cabelos brancos brotarem-me na cabeça, sinto a derradeira gota de sangue correndo-me nas veias, motivada por uma razão que desconheço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, vivo-me, aqui e agora... Sem saber se amanhã, o Sol se deixará ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112776636685785842?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112776636685785842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112776636685785842' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112776636685785842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112776636685785842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/09/elogio-da-loucura.html' title='Elogio da loucura'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112765466704390396</id><published>2005-09-25T06:01:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T13:39:49.570-07:00</updated><title type='text'>Rouba-me</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/163132.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/163132.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouço, impávido e sereno, o tilintar cruel dos ponteiros do relógio. Ouço, numa bruma desmedida, as pessoas que se vivem e se sentem, por entre uma manhã de um mês qualquer, de um ano por inventar, de uma cidade qualquer. Escuto o ruidoso barulho do meu silêncio e perpetuo-me numa palpitação do meu musculo cardíaco. Sinto-Me... Vejo-Me... e sou por momentos Rei de um Mundo por inventar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habito os meus momentos de solidão como um vagabundo habita um lugar qualquer. Vagueio nas minhas cogitações até um Além longínquo, onde a Razão perde o nexo e a Causalidade não passa de uma relação utópica. Será que um dia tranformarei a Razão Utópica na Razão Vivida e Sentida?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo-me por entre as Sombras de um castanheiro velho, que teima em fazer-me sombra. Ali onde ele habitava, fui feliz por nada saber, contente por tudo desejar, e sou ainda desejoso por obter aquilo que ainda não tenho. A longevidade do Castanheiro inveja-me. Consegue estar só, imponente, vivendo aquilo que a Natureza lhe dá sem arrependimento, dor ou comentário. Ao invés, eu habito-me no silêncio bradando aos Céus e procurando respostas para os mais complicados enigmas e tristezas. Vivo perpetado num clima de angústia que me fere os olhos, me cega a lucidez e me condena a ficar atrás de grades de dor. Não consigo ficar estático face ao que a Vida me dá. Esgana-me o silêncio, molesta-me a ausência, aumenta-me os cabelos brancos e põe-me rugas na silhueta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho Castanheiro vive-se a ele próprio. Habita-se a ele próprio. É feliz porque existe simplesmente, sem pensar, sem querer, sem preocupações. Invejo-o por isso. Não tem o estigma de viver pensando se conseguirá ser alguém, se conseguirá obter respostas para o Mistério daquilo que sente, daquilo por que passa e da Razão que o faz estar ali, parado, imune ao passar do tempo e das pessoas que o rodeiam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enclausuro-me no Meu Mundo querendo que dele me roubes. Me venhas habitar, roubar-me, tirar-me do adiamento sistemático da Felicidade e A precipites como um fútil estalar dos dedos. Sim, onde a Vida perder o Mistério ganha a Felicidade o seu significado. Gostaria de percorrer os trilhos de uma Razão. Alcançar na mácula, a vivência eterna e ser por momentos o Imperador da Existência, o Imperador da Tua Existência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As amarras, que me amordaçam os sentidos, vão-se esbatendo e rompendo lentamente como um dia que segue o seu caminho rumo ao seu fim - a Noite. Luto contra elas como um General de guerra que quer levar de vencida a sua batalha. Talvez no dia em que for capaz de as derrotar seja o mais feliz dos lutadores, porque chegou, viu, não venceu, mas lutou para isso ter acontecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beijei-me a mim próprio quando me vi no espelho. Não porque os pensamentos de Narciso me infestaram, antes porque sei que um dia será outra pessoa a beijar-me, por entre as manhãs, tardes e noites de meses e meses a fio. No Ocaso da Vida estarei aí feliz, completo e uno com essa pessoa, habitando a essência do Ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por agora, tento-me viver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112765466704390396?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112765466704390396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112765466704390396' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112765466704390396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112765466704390396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/09/rouba-me.html' title='Rouba-me'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112759041045112855</id><published>2005-09-24T12:11:00.000-07:00</published><updated>2005-09-24T12:33:30.473-07:00</updated><title type='text'>Escorregue-te-me</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/24916.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/24916.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Procura na noite a palavra sentida mas não dita. Vê, por entre um espelho de miragens, o vagabundo que te deseja por entre as tórridas mensagens de um Além cada vez mais distante. Procura no trivial a mensagem plena, e no acto feito passado, transforma-o no acto promessa presente, reafirmando aquilo que veneras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sentei-me hoje na esquina da Vida e parei. Ali, onde o Ocaso perde o sentido, estagnei num fragmento de ondas de um Mar qualquer, viajei na miragem de um sonho por acabar e afastei-me de mim por momentos, para ver se afinal sou eu quem sente. Ao meu lado, boiam recordações de um passado, pensamentos ditos e embalados para a lixeira, promessas e sentimentos que passaram ao lado e uma Vida que não pode ser escrita com v maiusculo. Perdoe-se a incoerência das palavras, pois se elas não traduzem o que sinto, então a capacidade é manifestamente insuficiente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mergulhei hoje na chuva de Outono. Abri a mão e deixei que a chuva tocasse a minha pele como dois mundos que se tocam, duas almas que se beijam sem se tocarem ou como que a materialização de uma qualquer utopia ou estado de alma mais fantástico. Escorregue-te-me. Entranha-te em mim. Deixa que os sentimentos fluam e venham a convergir num super-sentimento que habitaremos os dois. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fechei a mão e, subitamente, o que outrora fora vida se me escorregue e desaparece lentamente como areia numa ampulheta. Será esta chuva, a derradeira?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não. É algo sazonal. Amanhã, ou depois, quiçá daqui a dias, virá outra e depois outra e ainda outra. Ou seja, por mais anos e Outonos que venha a viver muitas serão as chuvas que me hão-de tocar a pele, penetrar os poros e ser por momentos UM com ela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Emerges-me no pensamento como um filme projectado num grande ecrã: tudo à volta fica escuro para apenas a tua imagem centrar a minha atenção. Por momentos, imagino-me a atravessar todas as Montanhas do Mundo contigo do lado, ou a passar por entre Lagos e Oceanos de mão dada contigo, gritando, jorrando a alegria e triunfando numa gélida tarde de Inverno sobre aqueles que teimam em fazer perdurar o Inverno das nossas vidas. Aí sim, quando fizermos o Sol emergir numa tarde de Inverno teremos a certeza de termos chegado ao fim da linha de um Destino que penso ser inquebrável, e começaremos um novo rumo a uma Felicidade teimosa mas que nos espera, como se não tivesse outra alternativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É-me fácil imaginar chegando ao Oriente. Ver-me triunfar à Sombra de um Destino que me pisa e molesta, mas que tenho fé que o pisarei com toda a Força. Estarás lá no dia em que chegar? dar-me-às à falta de mais, aquele abraço que fará perdurar nas crónicas aquilo que nos une. A Grandiosidade daquilo que somos irá derrubar as mais veementes muralhas que se nos levantem, se juntos tivermos a capacidade de juntar aquilo que de bom temos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fecho a porta, apago a luz, e apago a luz da minha alma e do meu pensamento. Fecho-me no Castelo de Nuvens e ouço os silêncios: lá fora a chuva ainda cai. Por isso, escorregue-te-me.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112759041045112855?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112759041045112855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112759041045112855' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112759041045112855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112759041045112855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/09/escorregue-te-me.html' title='Escorregue-te-me'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112132709287913188</id><published>2005-07-14T00:31:00.000-07:00</published><updated>2005-07-14T00:44:52.923-07:00</updated><title type='text'>Será?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dou por mim, nas noites quentes de Verão, a enganar a vontade, a fazer de conta que o vazio não habita e que a Vida é a mais fantástica das realizações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Dou por mim envolto em paredes de argila que se desmoronam no silêncio de um escuro que me asfixia e me remete para a pequeneza triste do que sou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Gostava de ter o dom de enganar a Vontade. Fazer de conta que afinal tudo não passa de mais um dia que terminou inexoravelmente numa noite que parece ter fim, mas até numa noite de Verão podemos ter frio. Tenho o corpo árido de desejo e a alma gelada como um glaciar. Talvez a maior das compsturas nos remetesse para o sono, mas não, hoje não durmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Dou por mim a fixar-me em planaltos de dor e em torturas melancólicas que me levam longe, bem longe no pensamento. Talvez onde a idade do tempo perca o sentido, eu me ache envolto da mais plena e sensata lucidez. A lucidez talvez seja como estou agora, quem sabe. Estar acordado numa noite escura e saber a verdade. Saber que afinal, lá fora,a noite vai escura mas iluminada mostrando ao meu pequeno mundo que afinal o "dark side of the moon", afinal também tem luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Deixo-me invadir pelo meu lado negro. O lado que tanto e tanto tempo tem passado comigo moldando-me a face, afastando o sorriso e enchendo as mucosas. O estigma de querer,às vezes, remete-nos para vontades que o próprio corpo não consegue delapidar dada a sua constante necessidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tenho hoje a certeza de muitas coisas que julgava serem as mentiras mais futeis que outrora tivera conhecimento. Houve e felizmente há, quem me mostre que afinal há vida dentro do espelho. Mas e fora dele? Continuaremos a recusar-nos olhar-nos no espelho tendo medo que alguém de dentro esteja a ver? Será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O amanhã levanta-se em tons de cinzento, matizando uma noite me leva longe, mas tão longe, que não chegariam eras para pôr no papel. Talvez a evolução caminhe no sentido de fazerem papéis com sentimentos. Talvez aí as palavras que escrevo brotem do papel e representem fielmente aquilo que me vai na alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Vou tentar enganar a saudade, o desejo, evitar a loucura e o desespero e dizer a mim mesmo, que se calhar o mundo não acaba amanhã.Mas... será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Se ele acaba amanhã, então viverei hoje por ti, desejando que o hoje nunca mais acabe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112132709287913188?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112132709287913188/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112132709287913188' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112132709287913188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112132709287913188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/07/ser.html' title='Será?'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-112073213665044425</id><published>2005-07-07T03:10:00.000-07:00</published><updated>2005-07-07T03:28:56.656-07:00</updated><title type='text'>Algures no Porto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/1600/FozDouro_Porto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3967/499/320/FozDouro_Porto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amo, vagueando as ruas do Porto, as tardes de um Verão que teima em ir passando devagar. Vivo, pelas ruas de uma cidade matreira, a alegria de um sentimento indelevelmente pintado a cera, numa tela chamada alma. Fito no horizonte a estrela guia de um Céu, que desejo como limite para a existência mais plena que a Humanidade alguma vez teve capacidade para reconhecer. Sou, pelas ruas de uma cidade que admiro, mais um cujo amor aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Perdi os rumos e prumos de uma tristeza, que seguramente não era a minha, ganhei no pensamento e na metafísica uma aliada verdadeira, mas, infelizmente, talvez isso me leve a campos que não será de todo aconselhável. Perdi os trilhos de um sofrimento para o qual não foi feito e encontrei num rio, o espelho da minha solidão, quando não estás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O Douro, o tão lindo e único Douro com a sua mística tão peculiar, vai carregado de lágrimas de gente que chora as tristezas, virtudes, façanhas, alegrias e desventuras da sua vida. Com as suas lágrimas salgam um mar que é de todos, mas a alguns dizem algo muito particular. Vi fugir o rio debaixo da ponte D.Luís. Desejei acompanhá-lo na sua cruzada. Talvez as correntes e marés do vasto oceano me possibilitassem chegar até ti o mais depressa possível, pois é em ti que reside a minha Foz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Vi dos Aliados a cidade vergar-se a meus pés, subjugada ao que sinto, vencida pelo que quero e manifestamente gritando igualmente por ti. O grito mais surdo é, indubitavelmente aquele que mais ferozmente se faz ouvir. Consegues ouvir o grito da minha alma?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sou pelas ruas de Verão, um vagabundo fugidio dizendo não á solidão. Dizendo não a uma tristeza que não é a minha. Silenciem-se as gaivotas que esvoaçam aqui no meu lado, no cais da Ribeira, pois hoje deixo o meu coração falar e talvez o vento que sopra te leve as palavras que solto nesta brisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Invejo o Sol que me queima a pele. Toca-te a pele todos os dias, tem-te nas mãos sempre que quer, enquanto eu, pobre mendigo numa cidade que me acena, vivo suspirando pelo teu toque e pelos teus lábios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Oxalá o tempo compense aquilo que tenho hoje a menos, e me liberte na ânsia incomensurável do amor que tenho por ti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Porto: amo-te ou odeio-te?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Leva-me até ao Infinito do ser. Faz de mim que mais ninguém soube fazer e mais ninguém é capaz. O Infinito de mim terás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pertences-me... Agora habita-me!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas eu, Hugo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-112073213665044425?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/112073213665044425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=112073213665044425' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112073213665044425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/112073213665044425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/07/algures-no-porto.html' title='Algures no Porto'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111169443333695122</id><published>2005-03-24T12:00:00.000-08:00</published><updated>2005-03-24T12:00:33.336-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/partenon.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/partenon.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vivo, estupidamente, preso num tempo e num habitat, que claramente não é o meu. O que é a paz? O que é o sossego? o que é a realização pessoal? O que é podermos acordar todos os dias com mais e mais vontade de estar vivo? O que é querer ser maior, para intra-paredes podermos ser recompensados? pois é... Parece que tudo o que faço, tudo o que penso e tudo o que materializo, não passa de um mero mar de sargaço e lodo. Se calhar nasci completamente errático, numa família que não devia ser a minha, num corpo ou alma que definitivamente não deveria ser o meu, e pergunto pura e simplesmente: Porquê? Porquê meu Deus, diz-me se me ouves, porquê. Acredito piamente queno Mundo que conhecemos hajam pessoas lutadoras, vorazes, ávidas de sucesso, e famintas de felicidade como eu, mas tenho a certeza, que muitas delas não sofrem o drama por que day-by-day vou passsando. E mais uma vez paro e pergunto: Meu Deus, porquê? Que fiz eu para merecer ser mal tratado, mal ajuízado, sofrer por actos que não fui que os fiz, colher as tempestades de ventos que outros semearam? Tenho alturas, em que o drama suplanta a razão, e dou por mim numa angústia tremenda, vendo caras a dizerem-me que não, dizendo que não passo de um idiota, dum fútil, dum inútil e mesquinh que só quer o seu bem próprio. Mas eu pergunto: quem mais que eu lutou para ter hoje debaixo do tecto aquilo que tenho? Li uma vez num dos muitos livros que já li, que a presunção pode ser macabra, quando nos impele para ver apenas o ângulo que nos favorece. Talvez aquilo a que a maior parte da gente chama família esteja apenas preocupada com o benefício próprio, o seu bempróprio, não olhando a meios para atingir os fins, apenas precisanado aqui do "acessório" quando as coisas apertam e não há fim à vista para os problemas. E então é nesta altura, mais uma vez, que chego à conclusão que estou no local errado. Porquê, meu Deus, porquê? Ir embora de mim, cheguei muitas vezes a pensar antes de te conhecer. Seria a atitude mais cobarde mas ao mesmo tempo libertadora que poderia ter. Mas com alguém como tu na minha vida, só me resta ser forte, lutar e encarar o amanhã com, ao menos um esboçado sorriso na face, porque sei que vais lutar o mais que podes por mim, e talvez seja essa certeza, que alimenta o sentimento que nutro por ti, e talvez seja essa a razão que me faz amar-te desta maneira estrondosa e única como te amo. Apenas eu, Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111169443333695122?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111169443333695122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111169443333695122' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111169443333695122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111169443333695122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/vivo-estupidamente-preso-num-tempo-e.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111161615586888282</id><published>2005-03-23T14:15:00.000-08:00</published><updated>2005-03-23T14:15:55.866-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/r-oriente-4000.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/r-oriente-4000.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostava de entender as linhas do Destino. Perceber na mais ténue e disfarçada metáfora o seu mais longínquo sentido. Perceber a razão do ser e do estar, a razão do querer e do ter, do buscar e do alcançar. Gostava de ter na minha mão, o condor mágico de poder moldar o mundo à minha imagem. De ter nas coisas banais, o apogeu do meu dia e a verdade interínseca das coisas. Gostava de entender a pureza única, a verdade extrema e a beleza latente. Acordo todos os dias, com esta imagem que hoje te mostro na cabeça. Tu saberás porquê. Gostava de ter uma vida pautada da mesma forma que os caminhos de ferro estão e foram idealizados: sempre paralelos, nunca se tocando, estando a todo o momento em sintonia e harmonia cósmca! Talvez a minha vida, e a de quem a vive e sente como eu a sinto, pudesse final encontrar a felicidade no mais banal e óbvio e não sofresse por estar sofrendo a mais triste das verdades. Fernando Pessoa referiu-se ao coração como um comboio de corda, que acalentava a razão. Pois é... Que seria de nós se o coração não fosse capaz de, em parte, solucionar os problemas da mente? Que seria dos grandes Homens da História se não tivessem tido quem os amasse e estimasse mais do que as relíquias do Mundo Conhecido? Com base nisto, penso e divago e não chego a conclusão nenhuma. Penso, por vezes, que pensar é uma perda de tempo. Um escorrer de ponteiros de relógio que nos leva a perceber pouco e a sofrer demasiado. Debruçar-mo-nos e encarar o Desafio e Metáfora da Vida leva-nos a perceber que fugaz é aquele que vive sem pensar em nada. Por isso, vou vivendo, sobrevivendo, acalentando, querendo, lutando, aprendendo e acima de tudo pensando e desejando. Desejando voltar a esse lugar onde a Vida para mim nasceu. A esse lugar onde tudo começou. A esse lugar onde os meus olhos silenciosos gritaram por ti num Adeus de mil anos, numa dor profunda, de quem separa o inseparável. Numa dor profunda de quem molesta o imolestável, de quem nega o inegável. Aí foi onde nos separamos, mas será aí, neste sítio, com estes mesmos intervenientes da foto, que voltaremos a ter as nossas horas umbilicalmente traçadas. Por tudo isto, o meu coração será teu. Apenas eu, Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111161615586888282?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111161615586888282/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111161615586888282' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111161615586888282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111161615586888282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/gostava-de-entender-as-linhas-do.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111151529378154966</id><published>2005-03-22T10:14:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T10:14:53.780-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/Salvador_Dali_The_Broken_Bridge_and_the_Dream.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/Salvador_Dali_The_Broken_Bridge_and_the_Dream.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A triste melodia dos trilhos que piso, não alcançam a grandeza dos feitos que para mim idealizara. A melancolia perante a indiferença, o rancor no meio do ódio, o tédio misturado com a desilusão, levam-me a olhar o futuro com os olhos cheios de água e uma alma reticente e com medo de dar um passo em frente. Trilho o meu futuro com passos de menino carente, cauteloso, com receio que o mais diabroso dos demónios se me apareça defronte. Vagueio no sonho, roço o Infinito e aí onde a Alma deixou de ter nome, tento alcançar o outro lado da Vida. Onde o receio perde o nome e a Vontade é a virtude, cruzo vidas, pensamentos e metáforas de quem vive o momento que passa. Não mais me vejo como o simples terráqueo que espera que as coisas aconteçam. A acomodação é o ponto final da evolução humana. Divago sobre o amanhã de uma maneira doentia e, apesar de tudo, nem no sonho a minha alma consegue a paz que tanto busca. É como se a minha Ponte para o Além estivesse quebrada, e eu estivesse inexoravelmente aprisionado num momento que teria de voltar a viver incessantemente. Assim como na Economia, há quem diga que na vida tudo é uma questão de ciclos intertemporais, em que temos menos hoje para ter mais amanhã. Mas é isto justo? Será que o sentimento, quando sofrível, é justo? Serão as lágrimas que me caiem do rosto uma manifestação latente deste horizonte temporal? Queria e quero ser tão feliz. Ter o sorriso de mil anos, abraçar-te ao acordar, ter-te em mim, na minha pele, na atitude mais sensata e verdadeira que alguma vez terás oportunidade de vivenciar. Porquê esta treva, sempre que as palpebras se fecham com uma força tremenda sobre os meus olhos azuis? Terá Caronte impedido desde já o meu embarque para o Paraíso? Se impediu, vem-me salvar e ajudar-me a passar para o outro lado, porque a minha vida sem ti é como esta ponte: tremendamente incompleta e sem sentido para a sua existência. Apenas eu, Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111151529378154966?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111151529378154966/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111151529378154966' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111151529378154966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111151529378154966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/triste-melodia-dos-trilhos-que-piso-no.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111142481556218640</id><published>2005-03-21T09:06:00.000-08:00</published><updated>2005-03-21T09:06:55.563-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/pic09.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/pic09.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seria fácil a vida se não existissem atritos. Se não houvesse uma brisa pela manhã a por-nos o nariz vermelho, se apenas houvesse a alegria e não houvesse a dor, o existir apenas o branco e não o negro das coisas. Hoje é um daqueles dias, em que sento numa cadeira e as palpebras pesam demasiado não me deixando mais abrir os olhos. Sem razão aparente relembro as coisas lindas que disseste, os textos que escreveste, o toque das tuas mãos, o cheiro e o calor do teu corpo, e sem que nada o determine divago e chego a roçar o infinito da estupidez, imaginando-te a viver "a idade das tuas horas", longe de um corpo, de uma mente e de um coração que sabes que será sempre teu. O Destino tem destas coisas. Acasos que nos levam mais longe do que o Universo conhecido, mais perto do que um sopro de uma brise que se esvai no azul do céu, mais ténue e fugaz o bater do coração. Tive a sorte de estar no local exacto à hora exacta. Que teria acontecido se não estivesse aí nesse mesmo dia, nessa mesma hora, nesse mesmo momento em que a nossa vida se cruzou? As tuas horas certamente seriam passadas nos braços de um outro alguém. Porventura, mais capaz, mais confiante, mais bonito que eu. Provavelmente, serias mais feliz do que és agora: terias alguém perto de ti a quem amar, alguém de beleza superior perto de ti, e não este "mais ou menos" que tens e te ama mais que tudo. Li os teus dois últimos textos. Sentimentos contrastantes me deram claramente: o primeiro levou-me a um estádio de ansiedade pela qual já não passava faz tempo, visto saber interpretar cabalmente agora todas as palavras que nele vêm; o segundo, enchou-me o ego e trouxe-me de volta à realidade. O que é um facto, é que não é fácil de pensar que pude algum dia viver sem ti. Fácil de te imaginar com outro. Fácil de te imaginar vivendo uma vida dissimulada e umbilicalmente cortada de mim. Dói muito, pôr tal hipótese como materializável. Não consigo esconder os ciumes do teu passado, os ciumes do teu presente e o medo do nosso futuro. Ainda que sabendo que os alicerces do nosso presente, em nada são falaciosos, e que a nossa vontade se confunde numa só, o fantasma do esquecimento e do medo de te perder vivem enclausurados na prisão da minha alma, chamando-te a cada momento para me vires resgatar. Como um comboio de corda, o meu coração vai batendo chamando e chamando e chamando por ti, para vires reclamar o que já é teu por direito próprio. E a alma treme mais uma vez... A uma brisa obscura paira sob a minha mente corrompendo-a, molestando-a, triturando-a, fazendo dela o substracto para os seus intentos maquiavélicos, sugando-me a felicidade e injectando em mim uma angústia de mil anos. Será que vês o Sol que vejo quando ele nasce? Terá ele o mesmo significado que tem para mim? Será o nosso amanhã igual aos nossos amanhãs diferenciados? Não sei, porquê, não compreendo, esta angústia, este medo do teu passado, este medo do teu presente, este medo de te perder. Tudo à minha volta, todas as tuas fotos, tudo, me coloca longe do habitáculo da minha alma, até aí onde estás pintando o teu caminho a letras douradas, buscando conseguir a perfeição plena. Porquê, então? Serei neurótico? Maníaco-depressivo? Alguém à procura de alguém em quem descarregar a sua necessidade de atenção? Posso ser qualquer coisa, mas não me parece que alguém que fosse qualquer destas coisas, via auto-análise, conseguisse saber que o era. Sou fraco, sim, isso sou. Débil, com uma tendência quase doentia para que a vida me volte as costas. O arcanjo da Vida disse-me claramente "Não", quando lhe pedi a Felicidade e o Sossego para a minha alma. Assim, e sem escolha para uma alma já de si, fraquíssima, vivo num turbilhão de emoções, que vai desde o riso exacerbado até à angústia existencial. Por isso, meu amor, vem dar-me o elixir que preciso, o néctar que levará para horizontes mais plenos e tira-me desta vida, que definitivamente não é minha. Leva-me para longe, muito longe, onde a visão dos homens não nos alcance e talvez aí consigamos implementar a mais grandiosa das vontades que trazemos nos nossos peitos. Vem deitar-te em mim, calar o meu sofrimento ou então tira-me a vida para que com ela o sofrimento acabe. Apenas eu, Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111142481556218640?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111142481556218640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111142481556218640' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111142481556218640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111142481556218640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/seria-fcil-vida-se-no-existissem.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111132990882999238</id><published>2005-03-20T06:45:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T06:45:08.830-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/lisb083g.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/lisb083g.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ááO sono que desce sobre mim, &lt;br /&gt;O sono mental que desce fisicamente sobre mim, &lt;br /&gt;O sono universal que desce individualmente sobre mim  &lt;br /&gt;Esse sono &lt;br /&gt;Parecerá aos outros o sono de dormir, &lt;br /&gt;O sono da vontade de dormir, &lt;br /&gt;O sono de ser sono. &lt;br /&gt;Mas é mais, mais de dentro, mais de cima: &lt;br /&gt;E o sono da soma de todas as desilusões, &lt;br /&gt;É o sono da síntese de todas as desesperanças, &lt;br /&gt;É o sono de haver mundo comigo lá dentro &lt;br /&gt;Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso. &lt;br /&gt;O sono que desce sobre mim &lt;br /&gt;É contudo como todos os sonos. &lt;br /&gt;O cansaço tem ao menos brandura, &lt;br /&gt;O abatimento tem ao menos sossego, &lt;br /&gt;A rendição é ao menos o fim do esforço, &lt;br /&gt;O fim é ao menos o já não haver que esperar. &lt;br /&gt;Há um som de abrir uma janela, &lt;br /&gt;Viro indiferente a cabeça para a esquerda &lt;br /&gt;Por sobre o ombro que a sente, &lt;br /&gt;Olho pela janela entreaberta: &lt;br /&gt;A rapariga do segundo andar de defronte &lt;br /&gt;Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém. &lt;br /&gt;De quem?, &lt;br /&gt;Pergunta a minha indiferença. &lt;br /&gt;E tudo isso é sono. &lt;br /&gt;Meu Deus, tanto sono! ...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111132990882999238?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111132990882999238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111132990882999238' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111132990882999238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111132990882999238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/o-sono-que-desce-sobre-mim-o-sono.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111132925408017685</id><published>2005-03-20T06:34:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T06:34:14.080-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/RAIN.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/RAIN.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá fora a chuva vai caindo. Vai jorrando lágrimas, a alma que quer ter e não tem, a alma que necessita e sofre por na mais fria noite, quem mais deseja. A lua vai longe da visão, o Sol não apareceu como que insinuando que é bonito de mais para o poder ver. Tu, também tu, estás longe. A minha alma ausente busca nestes pequenos momentos de solidão, a paz que a vida não lhe vai dando, deixando que o céu faça o que os meus olhos não conseguem , por tanto já o terem feito: chorar a tua ausência! Nunca a palavra saudade, teve tanto significado como aplicados a nós os dois. A ausência física, minorada com a presença que cada um de nós tem do outro nos nossos corações, dói e é inequívoca. A chuva que cái, a sombra que pousa, o vento que ouvimos, tudo isso lembra à minha alma nua que a peça de puzzle está algures por aí. Queria poder ser omnipresente. talvez no escuro, tocar-te na face e dizer-te o que sinto por ti, sentir o tactear dos teus dedos percorrendo todo o meu corpo. Talvez aí, a minha resiração ofegante te mostrasse o que realmente significas para mim. A simbiose em que vivo leva-me a um patamar mais alto na minha existência. Leva-me a aspirar a ser melhor, escrever melhor, ser maior, mais perfeito, mais rigorosamente detalhado, tudo para a teus olhos ser o maior dos homens. Sei que de virtudes não estou mal servido, mas talvez seja nos defeitos que posso vincar a minha posição. Por isso, peço-te desculpa por tudo o que faço e às vezes digo, mas não nem nunca foi propositado. Quero amar-te até ao meu ultimo suspiro, sentir o bater do teu coração por mim, ir mais além contigo fitando o Infinito, vencer as mais duras batalhas tendo-te a ti como aliado, por isso reafirmo para quem quiser ler, sentir, ou ouvir: amo-te! Fica comigo. Nunca me deixes. Apenas eu, Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111132925408017685?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111132925408017685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111132925408017685' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111132925408017685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111132925408017685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/l-fora-chuva-vai-caindo.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111118685528702643</id><published>2005-03-18T15:00:00.000-08:00</published><updated>2005-03-18T15:00:55.286-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/sunrise.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/sunrise.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita de pequenos nadas. Momentos ímpares, à procura de um outro momento ímpar, que se materialize num momento par e eterno. Pura matemática estas palavras minhas. Será a vida dos homens guiadas por puras leis matemáticas e determinísticas? Onde estava Einstein que não me preveniu que te ia ter nos braços? Onde estava Freud que não me disse que a maior psicose da minha vida era não te ter por perto? Todos eles falharam nas suas mais brilhantes teorias. O mais puro e inteligente homem falhou ao não prever o homem perfeito. Todos eles se enganaram. A alma pura, genuína, autêntica, "beautifulmente única" (face o anglicanismo neológico) afinal existe e tem-te a ti como expoente máximo. Como um raio de sol que fura as copas das mais altas copas do planeta, todos os dias irradias a minha alma de uma prureza e de um brilho que julgava muito provável alguém algum dia vir a irradiar. Gostava de habitar para sempre nesse teu peito. Aí, onde a razão perde o nome, e o sentimento ganha forma. Aí onde brota o amor que tenho por ti e o sentimento estrondoso e único que nos une para além da Eternidade. Aí onde o Infinito é uma quimera e a tristeza deixa de ser relevante, quero habitar para sempre. Talvez aí contigo do lado cheguemos à mais fantástica e mais completa das definições que alguém um dia foi capaz de dar de uma palavra tão simples, e tão estupidamente usada, denominada FELICIDADE. Aí, sim, de mãos dadas cantaremos ao Mundo que ela existe e que juntos alcançamos a sua mais eloquente e verdadeira essência. Do fundo do mar, emergirá o Sol que irradiará os nossos corações e aí, finalmente unidos por algo que ninguém há-de conseguir quebrar, celebraremos o que nos une com o mais fantástico dos beijos. Por tudo o que és, por tudo o que já fomos e por tudo o que havemos de alcançar, amo-te hoje, agora e sempre. Fica comigo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111118685528702643?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111118685528702643/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111118685528702643' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111118685528702643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111118685528702643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/vida-feita-de-pequenos-nadas.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-111101122341467435</id><published>2005-03-16T14:13:00.000-08:00</published><updated>2005-03-16T14:13:43.413-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/1024/Vertigo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/Vertigo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Calaram-se as almas. Parou o tempo. Abriu-se o céu. Do mais alto planalto que a visão alcança, a luz da tua alma irradia o meu ser. A luz ténue e fusca de um outrora sombrio foi-se pelo vão da escada como um gato assustado. Fantasmas de um passado recente exorcizados como que metamorficamente alterados. Tudo em tão pouco, tanto em tão infímo promenor. Sairam as aves do cativeiro, as moedas da algibeira e os dedos fracos, outrora débeis, começam hoje a conseguir tactear aquilo que a visão não vê. Será o tempo uma questão da mente? Será a felicidade uma utopia? Estarei eu num sonho que a qualquer momento pode acabar? Será que o hoje não é mais que um antecipar de um amanhã? Fecho os olhos e medito. Penso e escrevo. Vivo, parado, estático, pensativo, eloquente e astuto com a mente num objectivo, numa meta, num estádio de vida: tu. Perguntem aos sábios gregos se o amor não existe. Perguntem a Cleópatra se não amou Julio César. Perguntem a Romeu se Julieta não era a sua mais que tudo. E tu? Tu, apenas tu, tens em ti mais luz que um cometa, mais aura que o mais forte dos espíritos, mais vontade que o mais tenaz dos terrestres. O fogo da paixão eterna arde inexoravelmente no fogo das nossas vidas, paulatinamente traçando um rumo de dois caminhos eternamente encruzilhados, como um novelo que um gato vadio brinque na rua. Somos osso do mesmo esqueleto, carne da mesma carne, vontade e Destino do mesmo Destino e simbioticamente conotados com uma vertente que ambos julgavamos não ser possivel alcançar. Estamos na e para a vida como dois apaixonados loucos que lutam por um amanhâ radiante. Um amanhã que rasgue as folhas de papel de um presente nem sempre radiante, um amanhã que escreva a letras douradas na tua alma, a frase que mais orgulho tenho em dizer: amo-te! Nunca a palavra saudade teve tanto em si própria como desde a hora que o meu corpo parou de deslizar do teu e ancorou no vazio da tua ausência física. Porém, no meu coração e na minha mente não há segundo desta Era e da Outra, em que o teu nome não ecoe bem alto, pois nele está escrito o nome da felicidade. Por tudo isto e muito mais, vem juntar-te a mim na vertigem da existência e traçar, sem receios, quimeras ou oscilações a mais fantástica história de amor que algum dia a Humanidade conheceu. Por isso, te digo: Amo-te!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-111101122341467435?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/111101122341467435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=111101122341467435' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111101122341467435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/111101122341467435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2005/03/calaram-se-as-almas.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109935208704203587</id><published>2004-11-01T15:34:00.000-08:00</published><updated>2004-11-01T15:34:47.043-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/galaxy_nasa.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/galaxy_nasa.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tabacaria &lt;br /&gt;Álvaro de Campos &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Não sou nada.&lt;br /&gt;Nunca serei nada.&lt;br /&gt;Não posso querer ser nada.&lt;br /&gt;À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;br /&gt;Janelas do meu quarto,&lt;br /&gt;Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é&lt;br /&gt;(E se soubessem quem é, o que saberiam?),&lt;br /&gt;Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,&lt;br /&gt;Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,&lt;br /&gt;Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,&lt;br /&gt;Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,&lt;br /&gt;Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,&lt;br /&gt;Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.&lt;br /&gt;Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.&lt;br /&gt;Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,&lt;br /&gt;E não tivesse mais irmandade com as coisas&lt;br /&gt;Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua&lt;br /&gt;A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada&lt;br /&gt;De dentro da minha cabeça,&lt;br /&gt;E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.&lt;br /&gt;Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.&lt;br /&gt;Estou hoje dividido entre a lealdade que devo&lt;br /&gt;À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,&lt;br /&gt;E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.&lt;br /&gt;Falhei em tudo.&lt;br /&gt;Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.&lt;br /&gt;A aprendizagem que me deram,&lt;br /&gt;Desci dela pela janela das traseiras da casa.&lt;br /&gt;Fui até ao campo com grandes propósitos.&lt;br /&gt;Mas lá encontrei só ervas e árvores,&lt;br /&gt;E quando havia gente era igual à outra.&lt;br /&gt;Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?&lt;br /&gt;Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?&lt;br /&gt;Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!&lt;br /&gt;E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!&lt;br /&gt;Génio? Neste momento&lt;br /&gt;Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,&lt;br /&gt;E a história não marcará, quem sabe?, nem um,&lt;br /&gt;Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.&lt;br /&gt;Não, não creio em mim.&lt;br /&gt;Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!&lt;br /&gt;Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?&lt;br /&gt;Não, nem em mim...&lt;br /&gt;Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo&lt;br /&gt;Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?&lt;br /&gt;Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -&lt;br /&gt;Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,&lt;br /&gt;E quem sabe se realizáveis,&lt;br /&gt;Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?&lt;br /&gt;O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt;E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&lt;br /&gt;Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.&lt;br /&gt;Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;br /&gt;Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.&lt;br /&gt;Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,&lt;br /&gt;Ainda que não more nela;&lt;br /&gt;Serei sempre o que não nasceu para isso;&lt;br /&gt;Serei sempre só o que tinha qualidades;&lt;br /&gt;Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,&lt;br /&gt;E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,&lt;br /&gt;E ouviu a voz de Deus num poço tapado.&lt;br /&gt;Crer em mim? Não, nem em nada.&lt;br /&gt;Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente&lt;br /&gt;O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,&lt;br /&gt;E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.&lt;br /&gt;Escravos cardíacos das estrelas,&lt;br /&gt;Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;&lt;br /&gt;Mas acordamos e ele é opaco,&lt;br /&gt;Levantamo-nos e ele é alheio,&lt;br /&gt;Saímos de casa e ele é a terra inteira,&lt;br /&gt;Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.&lt;br /&gt;(Come chocolates, pequena;&lt;br /&gt;Come chocolates!&lt;br /&gt;Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.&lt;br /&gt;Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.&lt;br /&gt;Come, pequena suja, come!&lt;br /&gt;Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!&lt;br /&gt;Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,&lt;br /&gt;Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)&lt;br /&gt;Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei&lt;br /&gt;A caligrafia rápida destes versos,&lt;br /&gt;Pórtico partido para o Impossível.&lt;br /&gt;Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,&lt;br /&gt;Nobre ao menos no gesto largo com que atiro&lt;br /&gt;A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,&lt;br /&gt;E fico em casa sem camisa.&lt;br /&gt;(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,&lt;br /&gt;Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,&lt;br /&gt;Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,&lt;br /&gt;Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,&lt;br /&gt;Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,&lt;br /&gt;Ou cocotte célebre do tempo dos nossos pais,&lt;br /&gt;Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -&lt;br /&gt;Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!&lt;br /&gt;Meu coração é um balde despejado.&lt;br /&gt;Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco&lt;br /&gt;A mim mesmo e não encontro nada.&lt;br /&gt;Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.&lt;br /&gt;Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,&lt;br /&gt;Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,&lt;br /&gt;Vejo os cães que também existem,&lt;br /&gt;E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,&lt;br /&gt;E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)&lt;br /&gt;Vivi, estudei, amei e até cri,&lt;br /&gt;E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.&lt;br /&gt;Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,&lt;br /&gt;E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses&lt;br /&gt;(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);&lt;br /&gt;Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo&lt;br /&gt;E que é rabo para àquem do lagarto remexidamente.&lt;br /&gt;Fiz de mim o que não soube&lt;br /&gt;E o que podia fazer de mim não o fiz.&lt;br /&gt;O dominó que vesti era errado.&lt;br /&gt;Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.&lt;br /&gt;Quando quis tirar a máscara,&lt;br /&gt;Estava pegada à cara.&lt;br /&gt;Quando a tirei e me vi ao espelho,&lt;br /&gt;Já tinha envelhecido.&lt;br /&gt;Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.&lt;br /&gt;Deitei fora a máscara e dormi no vestiário&lt;br /&gt;Como um cão tolerado pela gerência&lt;br /&gt;Por ser inofensivo&lt;br /&gt;E vou escrever esta história para provar que sou sublime.&lt;br /&gt;Essência musical dos meus versos inúteis,&lt;br /&gt;Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,&lt;br /&gt;E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,&lt;br /&gt;Calcando aos pés a consciência de estar existindo,&lt;br /&gt;Como um tapete em que um bêbado tropeça&lt;br /&gt;Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.&lt;br /&gt;Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.&lt;br /&gt;Olho-o com desconforto da cabeça mal voltada&lt;br /&gt;E com o desconforto da alma mal-entendendo.&lt;br /&gt;Ele morrerá e eu morrerei.&lt;br /&gt;Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.&lt;br /&gt;A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.&lt;br /&gt;Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,&lt;br /&gt;E a língua em que foram escritos os versos.&lt;br /&gt;Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;br /&gt;Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;br /&gt;Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa tão inútil como a outra,&lt;br /&gt;Sempre o impossível tão estúpido como o real,&lt;br /&gt;Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,&lt;br /&gt;Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),&lt;br /&gt;E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.&lt;br /&gt;Semiergo-me enérgico, convencido, humano,&lt;br /&gt;E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.&lt;br /&gt;Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los&lt;br /&gt;E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.&lt;br /&gt;Sigo o fumo como uma rota própria,&lt;br /&gt;E gozo, num momento sensitivo e competente,&lt;br /&gt;A libertação de todas as especulações&lt;br /&gt;E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.&lt;br /&gt;Depois deito-me para trás na cadeira&lt;br /&gt;E continuo fumando.&lt;br /&gt;Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.&lt;br /&gt;(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira&lt;br /&gt;Talvez fosse feliz.)&lt;br /&gt;Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.&lt;br /&gt;O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).&lt;br /&gt;Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.&lt;br /&gt;(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)&lt;br /&gt;Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.&lt;br /&gt;Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo&lt;br /&gt;Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109935208704203587?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109935208704203587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109935208704203587' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109935208704203587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109935208704203587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/11/tabacaria-lvaro-de-campos-no-sou-nada.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109933723505248605</id><published>2004-11-01T11:27:00.000-08:00</published><updated>2004-11-01T11:27:15.053-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/camposimagem.1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/camposimagem.1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ááInsônia&lt;br /&gt;Não durmo, nem espero dormir.  Nem na morte espero dormir.  Espera-me uma insônia da largura dos astros,  E um bocejo inútil do comprimento do mundo.  Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,  Não posso escrever quando acordo de noite,  Não posso pensar quando acordo de noite   Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!  Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!  Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,  E o meu sentimento é um pensamento vazio.  Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam   Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;  Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam   Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;  Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,  E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.  Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.  Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.  Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.  Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,  Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.  Estou escrevendo versos realmente simpáticos   Versos a dizer que não tenho nada que dizer,  Versos a teimar em dizer isso,  Versos, versos, versos, versos, versos...  Tantos versos...  E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!  Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.  Sou uma sensação sem pessoa correspondente,  Uma abstração de autoconsciência sem de quê,  Salvo o necessário para sentir consciência,  Salvo  sei lá salvo o quê...  Não durmo. Não durmo. Não durmo.  Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!  Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!  Ó madrugada, tardas tanto... Vem...  Vem, inutilmente,  Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...  Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,  Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,  Segundo a velha literatura das sensações.  Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.  O meu cansaço entra pelo colchão dentro.  Doem-me as costas de não estar deitado de lado.  Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.  Vem, madrugada, chega!  Que horas são? Não sei.  Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,  Não tenho energia para nada, para mais nada...  Só para estes versos, escritos no dia seguinte.  Sim, escritos no dia seguinte.  Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.  Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.  Paz em toda a Natureza.  A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.  Exatamente.  A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.  Costuma dizer-se isto.  A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,  Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.  Exatamente. Mas não durmo.	&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109933723505248605?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109933723505248605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109933723505248605' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109933723505248605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109933723505248605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/11/insnia-no-durmo-nem-espero-dormir.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109891252046829230</id><published>2004-10-27T14:28:00.000-07:00</published><updated>2004-10-27T14:28:40.466-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/m20030605-vulcao.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/m20030605-vulcao.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dei por mim a conjecturar hoje, sozinho remetido à pequeneza do meu quarto, sobre as coisas que o amanhã, efectivamente me vai trazer. Dei por mim, na certeza, de que as peripécias passadas, de rancor e pena elevadas que me molestaram a alma e me feriram de morte, mas não o suficente para sucumbir, são hoje feridas saradas e marcas que me fazem viver a vida intensamente, fazendo-me às vezes levantar das cinzas e mostrando que o vulcão sentimental que normalmente sou, por vezes tem a sua acalmia. Disse há uns tempos que buscava, num deserto imenso que definia como sendo a minha ténue e vaga existência num contexto metafórico obviamente, um oásis capaz de acalmar a minha alma e de lhe indicar o caminho para a felicidade que tanto buscava e não alcançava. Dizem os sábios e os entendidos, que os oásis não são nem seriam mais do que os oásis não são mais do fraquezas de mentes que vivem numa imaginação por vezes sombria. Pois bem, acontece que, como muitos dogmas por vezes caem, também este dogma, a mim aplicado obviamente, caiu. Encontrei o mais belo oásis que se possa imaginar. Esbelto, calmo, acolhedor, sempre radiante, assim definiria o meu pequeno oásis. Não será dos mais ostentadores, nem dos mais radiantes que se possa imaginar, mas é sem dúvida o sítio onde o amor impera, a calma triunfa, e sem dúvida, a felicidade impera inexoravelmente. Dei, sem querer, comigo banhando-me nas águas desse oásis, querendo nele ficar, nele viver e mais que isso, nele ficar para sempre. Daria tudo para tornar eterno aquilo que conjecturo, penso e idealizo relativamente a esse oásis. Sou capaz de perder a cabeça para ter aquilo que os deuses definem como sendo a felicidade. O oásis, penso que não se importa de me ter nele vivendo, co-habitando, sendo nele feliz como que de uma mera relação simbiótica estivessemos falando. A simbiose e a harmonia são na minha opinião condições sine qua non para uma existência feliz. Serve esta pequena narração metafórico-fabular, para exprimir inequivocamente que o meu coração é teu, a minha alma anseia por ser tua eternamente e o meu corpo deseja perder-se para sempre na imensidão do teu corpo, para te mostrar que o que a alma sente, o corpo mostra. Os dias poderão passar, as estações poderão mudar, o Mundo poderá mudar: mas o que sinto por ti será sempre esta imensidão e esta intensidade tremenda que brota do meu peito como se o meu coração se quisesse unir a ti para sempre. As palavras são meras conjecturas para a materialização de um acto, e aquilo que penso, será, sine dubia, verdade um dia. Quero envelhecer, olhando para a cadeira ao lado e ver-te por lá rindo, dizendo que me amas a cada segundo que passa e vivendo harmoniosamente co-habitando num mesmo espaço que eu. Seria, olho sobre azul. Azul como os olhos que tenho e dizes adorar. Azul como o céu, que quero contigo do lado, olhar a todos os dias da nossa vida e enfrentar de cabeça erguida, juntos, a imensidão de um amanhã, que não sabemos o que nos reserva mas com uma convicção inabalável: que o que sinto por ti é imenso e jamais sofrerá uma mutação, porque algo assim, jamais acabará. Adoro-te muito! Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109891252046829230?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109891252046829230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109891252046829230' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109891252046829230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109891252046829230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/dei-por-mim-conjecturar-hoje-sozinho.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109865519370742664</id><published>2004-10-24T14:59:00.000-07:00</published><updated>2004-10-24T14:59:53.706-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/asiswaterdrop.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/asiswaterdrop.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olho para a tua cara. Do fundo de mim, se me cogitam sensações que pensei não serem verosímeis ou meramente atingiveis. Dou por mim como que levado por uma brisa suave, mas que me leva para lá dos Trópicos, para lá de onde a visão perde o alcance, no limiar do infinito. A panóplia existencial de espécie horrorosa e por vezes macabra, deu lugar a uma sensação de leveza de espírito e de sensações que julgava já não ter capacidade nem de sentir nem de fazer sentir. Dou, efectivamente, por mim a saber que a existência de uma pessoa, e que pessoa frise-se, pode conjugar uma existência plena de harmonia, simplicidade, amor e mais que isso autenticidade e efectividade afectiva. Como outros teóricos, cujo qualificação ultrapassa claramente a minha, referiram: depois da tempestade vem a bonança. Até aqui posso dizer que concordo. Mas o que não sabia, era que depois da tempestade iria alcançar o paraíso. Tão simples como uma gota de água, tão pura e límpida como ela, ergueste-te na minha vida e teimosamente alojaste-te no meu pensamento e na minha existência. Exasperantemente, mostraste-me que tenho algum valor e consigo ainda ter chama para poder fazer alguém feliz, algo que julgava ser incapaz de fazer. A minha alma e o meu espírito, cujas vontades, obviamente, não controlo, vivem e sobrevivem por ti. Os sonhos, janelas de alma, canalizadores de vontades e desejos de uma alma tão conturbada como é a minha, mostram-me todos os dias, imagens tuas, fazendo-me querer-te, fazendo-me ansiar amar-te e mais que isso, reforçando a cada dia que passa aquilo que sinto por ti. Há quem diga que a maior metáfora da vida é ela mesmo. Eu afirmo que a maior das metáforas são aquelas em que depositamos o maior dos sentimentos. Eu afirmo, cabalmente, que a expressão "peito elástico", nunca se me acentou como uma luva. Tu aí longe e eu aqui. Imaginando o que fazes, pensando em quem pensas, querendo estar ao teu lado, tocar-te, beijar-te, ter-te para mim e sussurrar-te ao ouvido que mais que uma existência, alimentas uma alma de carinho que te estima e te quer. Se a eternidade fosse mensurável diria que queria ficar contigo eternamente. Mas a incomensurabilidade da eternidade é uma aptidão desta palavra. Assim sendo, vou afirmando todos os dias que te quero no dia a seuir, e uma coisa te garanto: enquanto tiver fôlego e me quiseres, o meu coração há-de ser teu. Adoro-te. E tu sabes quem és. Apenas eu, completamente fascinado: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109865519370742664?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109865519370742664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109865519370742664' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109865519370742664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109865519370742664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/olho-para-tua-cara.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109855001958543874</id><published>2004-10-23T09:46:00.000-07:00</published><updated>2004-10-23T09:46:59.586-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/Urano_Nasa.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/Urano_Nasa.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre me foram dizendo, que a vida seria não mais que uma errância desmedida à procura de correcção. Dado por adquirido está que, todos os erros que existem no mundo tendem a ser observados, estudados e posteriormente, caso seja isso possível, solucionados. Pois bem, não vou cabalmente afirmar que todas as minhas lamúrias, tristezas e devaneios tenham chegado a um fim, mas é uma verdade irrefutável que a minha vida, tem nos últimos tempos passados por metamorfoses sucessivas levando-me a estados de alma, por vezes de um antagonismo que chega a ser doentio e febril, face a redundância. Dou por mim neste momento sentado numa cadeira, sabendo que existem pessoas que davam tudo para estar contigo, para me amar e para me fazer o mais rico e fantástico dos seres vivos. Reafirmo, sem dúvida, a minha relutância face ao facto de a vida, ser sem a mínima dúvida uma alternância tremenda. Há situações em que vejo pessoas a dirigirem-se a mim, e quando do nada espero vem um comentário afável, uma colocação de voz diferente, uma postura acolhedora. Sem dúvida que algo tem mudado, mas algumas pessoas, como tudo na vida, valoro e dou mais importância que outras, ainda que todas elas tenham a sua importância relativa ainda que diferenciadas. Dou por mim, sem que a razão possa encontrar substracto válido, a querer mudar de cidade, a querer mudar de vida, a querer ir para longe daqui para talvez a pessoa em que tanto penso, possa fazer-me feliz. O pensamento nela fica grudado desde que acordo até ao último segundo do meu dia. Penso nela 25 horas por dia, 367 dias por ano e 61 minutos por hora. Devo, sem a mínima dúvida, ter um coração e um peito espectacularmente flexível para ter o corpo aqui onde aqui estou agora, e o coração, por vezes tão longe. A vida segue o seu curso, a minha errância exacerba-se a cada segundo que passa e o meu Destino se me levanta como cada vez mais incerto e por vezes, mesmo, dúbio. Queria ter o dom de adivinhar o que o amanhã me reserva: se a atenção que me dás vai continuar, se aquilo que sentes vai continuar, se o que sinto não vai ter fim. Mas gosto de viver sempre pelo presente e será assim, a racionalizar aquilo que sinto, faço e ainda hei-de fazer, que vou continuar a viver os meus dias, que já foram de uma escuridão tremenda. Urano, foi o símbolo que escolhi para simbolizar este súnito, volte- face na minha atribulada existência. Não digo que, porventura, esta fase não seja como uma tempestade que acontece e passe, fora a associação antitética. Escolho Urano porque é azul. Azul como os meus olhos, de que tanto gostas. E espero que deles continues a gostar, porque dificilmente eu deixarei de gostar. Um grande beijo para ti, que isto estás a ler. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109855001958543874?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109855001958543874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109855001958543874' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109855001958543874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109855001958543874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/sempre-me-foram-dizendo-que-vida-seria.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109822726993217275</id><published>2004-10-19T16:07:00.000-07:00</published><updated>2004-10-19T16:07:49.933-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/pess1a.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/pess1a.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A imagem que hoje coloco, do meu tão venerado Mestre, é a mais famoso de todas as imagens pela qual Ele ainda hoje é venerado. É da autoria de Almada Negreiros, seu companheiro de muitas lutas no Modernismo Português. Da imagem que podemos ver extraímos um só, vagueando pelas  ruas de Lisboa, para beber a sua bica, fumar o seu cigarro e beber a sua aguardente, que dizem as más línguas deu cabo do seu fígado. Pessoa, sempre introspectivo e racional a 100% mostrou ao mundo, que a genialidade está para além do mero alcance da vontade. Esquizofrénico, talvez , mas de uma genialidade ímpar e de uma capacidade de escrita como jamais Portugal viu. O Supra-Camões conseguiu encarnar a atitude mundana de um Caeiro, cujo Guardador de Rebanhos, a filosofia espectacular de um Reis que mostrou ao mundo que os clássicos eram o paradigma da existência e um Campos simplesmente espectacular na terceira, "irmão do Pessoa ortónimo na dor de pensar", segundo Eduardo do Prado Coelho e que para Octávio Pato escreveu "le piu bélle poéme du monde", a saber "Tabacaria". Esse poema que tantas vezes cito é sempre dúvida de uma genialidade tremenda e na minha opinião reúne em si os três grandes heterónimos de Pessoa: a atitude mundana de quem observa da sua janela o que se passa "do outro lado da rua", digna de um Caeiro ao seu melhor estilo; um conhecimento perfeito dos filosófos, afirmando mesmo "ter feitos mais filosofias em segredo do que Kant alguma vez fez", denotando aqui sem dúvida a sua feição a Reis; e o pessimismo latente e a dor existencial que  percorre todo o poema, ligando umbilicalmente o Campos Intimista ao Pessoa Ortónimo. Simplesmente genial! Desde Chevalier de Pas à Mensagem, passando pelo teatro onde este escreveu três obras, cito a que para mim foi a mais genial das frases de Pessoa: "Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce" . Mas como toda a obra de Pessoa tem as suas contradições esse próprio Pessoa que faz a apologia do sonho, diz ele próprio que "Melhor é nem sonhar nem não sonhar e nunca despertar". Um sem número de contradições que ao longo da sua obra podemos encontrar, mas o que não foi a vida de Pessoa senão uma enorme contradição? Cabe-nos a nós interiorizar o seu génio e relevá-lo nas vertentes. A sua genialidade ímpar ficará para sempre. E eu venerá-lo-ei para sempre igualmente. Apenas eu: Hugo!&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109822726993217275?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109822726993217275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109822726993217275' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109822726993217275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109822726993217275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/imagem-que-hoje-coloco-do-meu-to.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109822591131127490</id><published>2004-10-19T15:45:00.000-07:00</published><updated>2004-10-19T15:45:11.310-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/821f80fe3.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/821f80fe3.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;çãçõçéááTenho tanto sentimento&lt;br /&gt;Que é frequente persuadir-me&lt;br /&gt;De que sou sentimental,&lt;br /&gt;Mas reconheço, ao medir-me,&lt;br /&gt;Que tudo isso é pensamento,&lt;br /&gt;Que não senti afinal.&lt;br /&gt;Temos, todos que vivemos,&lt;br /&gt;Uma vida que é vivida&lt;br /&gt;E outra vida que é pensada,&lt;br /&gt;E a única vida que temos&lt;br /&gt;É essa que é dividida&lt;br /&gt;Entre a verdadeira e a errada.&lt;br /&gt;Qual porém é a verdadeira&lt;br /&gt;E qual errada, ninguém&lt;br /&gt;Nos saberá explicar;&lt;br /&gt;E vivemos de maneira&lt;br /&gt;Que a vida que a gente tem&lt;br /&gt;É a que tem que pensar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109822591131127490?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109822591131127490/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109822591131127490' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109822591131127490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109822591131127490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/tenho-tanto-sentimento-que-frequente.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109804952621305395</id><published>2004-10-17T14:45:00.000-07:00</published><updated>2004-10-17T14:45:26.213-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/Sol_NASA.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/Sol_NASA.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As personalidades e maneiras de estar no Mundo são, irrefutavelmente, diferentes de pessoa para pessoa. Algumas são as pessoas que avaliam inequivocamente o preciosismo e a diferença, mas muitas mais são as pessoas que preferem a pura vivência impensada. O viver por viver impera nesses casos. Defino-me como sendo muito volátil, capaz de ir de extremos a extremos, com uma facilidade tremenda e capaz de racionalizar ao pormenor os sentimentos que tenho, quero ter ou que já tive. Nesse sentido, poder-me-ia definir claramente como uma pessoa extremamente fechada numa concha que poucos conseguem desbravar ou entender na totalidade. Não se confunda, porém, a inexistência de um desbravamento completo do modo de ser com a falta de predisposição para que isso aconteça. A maioria das pessoas com quem lido faz a apologia do prazer fácil e da intensidade das vivências presentes ignorando o futuro. Sento-me na cadeira neste momento e, muito sinceramente, não sei para onde vou, nem com que destino, nem com que motivações, nem com que virtudes para enfrentar um futuro que nem eu sei o que me reserva. Ainda assim, e reconhecendo que há pessoas que até teriam, têm ou ainda vão vir a ter capacidade de me guiar num rumo que me levem à facilidade, não sei se esta minha espécie dificil e complicada será um factor que potencie tal facto. Sempre fui muito introspecto, muito dedicado a um sentimento com a razão e fiz se calhar da racionalização dos meus sentimentos, a minha bandeira. Sinto com a mente e vivo com o coração que alimenta essa mesma mente. Assim, não sei se haverá paciência para que alguém no mundo aguente tamanha complicação de existência, numa alma que se vê diariamente molestada com factos que a marcam e vincam uma personalidade já de si bastante ténue. Queria ser como o Sol, cuja figura apresento. Incandescente, quente, insubstituível, um ícone indispensável à vida. Não queria ser indispensável à vida de todos, antes de alguém que me guiassem rumo a um infinito calmo, sereno e apaziguador para a minha alma. Reconheço haver capacidades em algumas pessoas para tal. Não sei é se eu algum dia estarei à altura de tamanha façanha. O futuro, se me apresenta, como um enorme buraco negro, neste momento: todos sabemos que existe, mas ninguém sabe o que lá há! Apenas eu, interrogando-me para onde vou: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109804952621305395?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109804952621305395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109804952621305395' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109804952621305395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109804952621305395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/as-personalidades-e-maneiras-de-estar.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109786496111081746</id><published>2004-10-15T11:29:00.000-07:00</published><updated>2004-10-15T11:29:21.110-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/pesoanegativow.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/pesoanegativow.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas neste mundo, para quem a metafísica representa apenas um mero palavra cujo sentido da palavra desconhecem. Eu, ainda, que não me possa comparar ou afirmar que sequer ombrear com o meu Mestre, ainda me acho no direito de saber o que é a metafísica e a dor que isso acarreta. Tentar incessantemente buscar na vida um sentido consegue ser, por vezes, decadente e demasiado duro para mentes mais expostas à dor e à fragilidade mundana. Pessoa é o meu Mestre, o meu mentor, a pessoa em que me inspiro para dissertar e exprimir-me nas mais diversas formas e se calhar, por ter este gosto pessoano, não consigo exprimir-me melhor senão na Dor, e não se conote esta Dor com o poeta fingidor que Pessoa apregoava ser ou simplesmente metaforizava versando sobre essa temática. Gostava muito sinceramente de ser como ele. Todos nós no fundo, tivemos um Chevalier de Pas, todos nós temos um pouco de Caeiro no gosto pela natureza e pela atitude despreocupada de encarar a vida; um pouco de estóico-epicurista como tão bem Reis consegue ser e brilhante como só Álvaro de Campos consegue pôr nos versos a dor imensa que tem. Da genialidade à loucura é um passo muito ínfimo e não poderemos afirmar que os génios jamais foram loucos, porque se a loucura se define como ver algo que os outros não conseguem ver  ou descortinar, então os génios são e sempre hão-de ser os mais loucos dos habitantes deste planeta. Revejo-me em Pessoa! Como Pessoa não sou aluno superior brilhante; como Pessoa sou alguém que vê na vida um adiar da morte e que sofre constantemente durante a sua existência; como Pessoa sou racionalizador de sentimentos, e tal vejo por isso não me veja envolvido no Rio, que Reis quer sossegadamente ver com Lídia passar. Sou o que me fizeram e a minha consciência dita e talvez a maior metáfora da minha vida é ser eu próprio como me pinto. O importante não é ser diferente: é fazer a diferença, sendo diferente. A autenticidade e a expressão cabal e inequívoca daquilo que uma pessoa é, sempre foi, para mim, o maior e mais essencial dos dogmas que eu próprio me dei ao luxo de assumir como meus. E assumindo-os como meus, assumo eu próprio a definição de uma filosofia de vida, que ainda hoje me questiono se será a mais correcta. No entanto, de uma coisa cada vez mais me vou capacitando: devido ao turbilhão de emoções, que esta discrepância entre razão e coração me vai trazendo, o mais certo é ir-me tornando num animal que eu definiria como caracol: ter somente na sua concha o aconchegi que precisa para vida e isolada e solitáriamente enfrentar a vida, lentamente esperando aquilo que ela nos reserva. Enfrento o hoje, de uma maneira mais lúcida, ansiando amanhã mil vezes mais que a lucidez do presente. Assim sendo, aguardemos o amanhã. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109786496111081746?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109786496111081746/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109786496111081746' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109786496111081746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109786496111081746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/existem-pessoas-neste-mundo-para-quem.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109743120872109180</id><published>2004-10-10T11:00:00.000-07:00</published><updated>2004-10-10T11:00:08.720-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/FuiacaoHelena.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/FuiacaoHelena.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pensando abstractamente naquilo que sou e nas situações em que me vejo envolto, tudo me leva a concluir, que caminho, sem a menor dúvida para o caos ou um abismo, que sintáticamente tenha a mesma relevância. Vejo-me envolvido em querelas interiores e em misticismos cabais de elevada importância pessoal, das quais não consigo encontrar saída possível. A dor que me molesta o peito constantemente dificlmente pode ser apagada. Costumo, e sempre o fiz, pensar em metáforas para aquilo que sinto, numa atitude talvez infantil, de não sofrer tanto com aquilo que sinto. Porém, para a diversidade de sentimentos malévolos, a roçar por vezes o esquizofrenismo doentio, nada melhor arranjei para me definir do que um furacão. Não se pense, nem releve, porém , que a minha personalidade se assemelha a tal fenómenos climático, antes o que sinto e a maneira como o sinto tem neste fenómenos talvez a sua metaforização mais conseguida e plena. Dou por mim envolto em tempestades sentimentais tremendas; em ventos de desilusão que me levam à distante terra do Nada, querendo para lá ir; chuvas, enxurradas de lágrimas que saem do meu rosto como se de um dilúvio sombrio se tratassem. As lágrimas de sangue, que por vezes jorram dos meus olhos que Deus quis que fossem verdes, deveriam ser de esperança, tal a associação que se faz da cor ao sentimento que  ser humano dela extrai. Mas não... Cada lágrima que choro é cada vez mais sinal de uma dor que se vai agudizando, intensificando, molestando-me a alma e afundando-me num mar de cuja saída desconheço. O Mundo gira, as pessoas mudam, as mentalidades mudam, mas a minha dor vai ficando. Chego a pensar que devo ser um ídilico estúpido, que quer ter e ver nas coisas a perfeição com que quer fazer as coisas e ver a materialização cabal daquilo que idealiza, espelhada nos mais simples actos autónomos de outrém. Porém, se assim as coisas funcionasses, o mundo estaria repleto de trivialidades, facto que, como é por demais evidente, está longe, de corresponder a uma simples e verosímil aproximação da realidade. É irrefutável e cabal que o Mundo está de mal comigo, porque não foi feito para mim. Se calhar, eu é que não fui feito para o Mundo e o meu zigue-zaguear sentimental e existencial, não será mais que uma simples conclusão de um facto que muitos já notam: o meu cada vez maior afastamento dos maiores prazeres da vida: Não consigo valorizar-me. Deixei a minha auto-estima metida na gaveta e não mais de lá a tirei por a achar inútil, inadequada e mais importante que isso, não aplicável a uma pessoa como eu. Mais que uma simples existência, definiria a minha vida como uma turbulência, e isso, infelizmente e com a maior das mágoas devo relevar, que provavelmente o futuro não alterará. Sou um ser, por definição, talhado para viver no escuro, sentindo a mágoa e a dor, pois nela cresci, nela vivo e no sofrimento vou tentando encontrar o meu caminho e a minha ambição. Apenas eu: Hugo! &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109743120872109180?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109743120872109180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109743120872109180' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109743120872109180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109743120872109180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/pensando-abstractamente-naquilo-que.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109736180413979150</id><published>2004-10-09T15:43:00.000-07:00</published><updated>2004-10-09T15:43:24.140-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/tristeza.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/tristeza.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga, de fonte segura, que a maneira como cada um vê o mundo varia se mudarmos a pessoa a quem perguntamos a opinião. Há acontecimentos e até mesmo posturas que me marcam de uma maneira extremamente marcante. Magoa-me mesmo muito, ainda que se calhar não devesse. Dei hoje por mim a ouvir coisas e a sentir coisas que me deixaram com a alma em pedaços. Ouvi, por exemplo, hoje a minha própria mãe a dizer que o orgulho dela era a filha que tinha e que sem ela a vida dela ficaria completamente oca e incompleta. Eu pergunto: e eu? Será que a minha existência não é relevante? São, e desculpem o termo, merdas como estas que me molestam e martirizam ainda mais o ser. Até a fazer aquilo que mais gosto não consigo obter a satisfação plena. Não sou valorizado em nada do que faço, em nada do que sou... Sou um traste, alguém lacónico que existe por existir e não serve absolutamente para nada, nem para jogar o jogo que mais gosta. Sinto o mais reles, a mais repugnante criatura que Deus ao mundo deitou... Não sei que desejar, o que querer,, como agir, como pensar. Nada! O amanhã se me levanta para mim como um repetir de martírios por que já passei, reavivados a cada batimento cardíaco dentro do meu peito. O amor não me bateu á porta na plenitude e quando parece bater algo há que me faz ver que sou e sempre serei talhado para sofrer, para viver martirizado, complexado, deprimido e amargurado. Dou por mim num corredor que desejava ser o corredor que me levasse à paz eterna: que percorrendo esse corredor, deixasse de uma vez de ver a luz do dia e deixasse de ter esta existência medíocre de um vazio exacerbado e de sofrimento constante! Quem eu quero levanta N problemas para me dar aquilo que eu anseio e coloca mil interrogações às mais simples trivialidades; naquilo que estudo sou invejado, não sendo dos mais brilhantes, quando tiro algo superior; nas actividades lúdicas até aí o sargaço vai corrempendo a rocha da minha existência. Dou por mim, portanto, entre a espada e a parede: ou sigo num caminho em que o sofrimento vai inexoravelmente continuar a molestar-me a alma ou enveredo por dar fim a isto tudo, porque sei que poucas ou nenhumas serão as pessoas que sentirão a minha falta! Os meus pais não acho que sintam que tenho papel relevante, e não digo sem pensar, falo muito a sério. Os meus avós sim esses consideram-me o centro do Universo deles! Adoro-os! Como te adoro a ti ( tu sabes quem é)! De resto, amigos nem vê-los e de resto poucos me relevariam. Vou chorando, vou sofrendo, vou-me enterrando no abismo. Um dia enterrar-me-ei de vez, porque sofrer desta maneira ninguém aguenta. Deus queira e faça com que a minha mente não escolha esse caminho. Mergulhando e sofrendo num abismo a que chamo vida, apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109736180413979150?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109736180413979150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109736180413979150' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109736180413979150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109736180413979150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/h-quem-diga-de-fonte-segura-que.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109724447125159562</id><published>2004-10-08T07:07:00.000-07:00</published><updated>2004-10-08T07:07:51.250-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/amor.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/amor.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O deserto é, e sempre será, para a maioria dos terráqueos, um dos maiores sombrios locais para vaguear. Infelizmente, há muito que me coloquei, ainda que involuntariamente. Dizem as lendas e o senso comum, que em cada deserto costuma haver um oásis, onde a felicidade e o bem- estar abundam. Penso, provavelmente, ter encontrado esse oásis que todos buscam, porém, "num amor que não ousa dizer o nome", é complicado aferir sobre a sustentabilidade e durabilidade desse oásis. Por definição, esse oásis é algo muito difícil de alcançar. Provavelmente, num estado em que me encontro jamais conseguirei chegar até ele, ficando no entanto referido que seu que ele existe. Queria muito poder fazer desse oásis meu, nele me banhar e acabar com este calor inóspito que me queima a alma, mas não sei se terei forças para lá chegar ou se ele durará muito tempo até que eu consiga lá chegar. Provavelmente não! Terei de viver com a pedra no sapato de quem veio, viu mas não venceu; a pedra que ficara no sapato que ao menos me deixe marca para saber que o oásis andou perto de ser meu. A pessoa a quem me refiro saberá facilmente identificar. Um beijo enorme para ela. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109724447125159562?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109724447125159562/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109724447125159562' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109724447125159562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109724447125159562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/o-deserto-e-sempre-ser-para-maioria.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109708217986835735</id><published>2004-10-06T10:02:00.000-07:00</published><updated>2004-10-06T10:02:59.866-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/noite%2520de%2520luar.1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/noite%2520de%2520luar.1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A noite. A noite levanta-se perante mim como uma interrogação nefasta e de espécie tremendamente difícil. Por um lado, dada a minha tremenda dor existencial, serve como escape para os meus desvarios diurnos que me molestam e me enfraquecem. Por outro lado, durante a noite a minha mente é acercada por pensamentos maquiavélicos de teor muitas vezes fraticida e masoquista. Poderia, em sonhos, ser o mais grandioso dos seres humanos. Ser feliz, coisa que na realidade até hoje não sei o que quer dizer. Apenas uso aqui a palavra porque a consultei no dicionário. Porém , durante as noites que passo, a dor e o vazio acercam os sonhos. E porquê pergunto eu? Não entendo. Dou muitas vezes por mim a ver-me deitado completamente morto, fora a redundância, deitado no meu funeral, vendo as pessoas velando por aquilo que fui em vida. Mas, pensando melhor, será que alguma vez fui algo? Será que há alguém para cuja a minha existência seja de algum modo valorizada? Não me parece. São apenas desvarios de uma mente perturbada, mas note-se que de mente perturbada a mente doente vai uma distância abissal. Sou apenas alguém que sofre por não ser feliz, por não ter o irmão que sempre quis ter, a presença amiga que o valore nos momentos difíceis e mais que isso o amor que sempre idealizou para si, seja ele qual for e de que espécie. Dou por mim envolto numa mágoa constante, em que me banho por vezes em lágrimas incessantes. Os meus olhos ardem-me por vezes de tantas lágrimas que deito. Por detrás de um rosto tradicionalmente risonho, está uma alma molestada que anseia constantemente pelo dia do seu último suspiro como forma de acabar com estes desvarios, que alguns classificariam como loucura. O balanço das coisas doidas e não pensadas, e das coisas acertadas e pensadas, faço-o à noite. Raramente me valorizo. Sempre há qualquer coisa que me deita para baixo: uma frase mal dita, um olhar mal colocado, um insulto dirigido, uma lágrima que se soltou... Sempre e constantemente. Mas algo que me molesta mesmo a alma é a não existência de uma alma que eu posso considerar como gémea. Isso sim, é o maior dos meus dramas. Ninguém, nesta vida ou noutra qualquer, consegue ser feliz fechada num baralho de copas. Para isso, todos nós buscamos sempre alguém que coloque a peça que falte no nosso puzzle existencial. Até nisso tenho tido azar. Sou um traste que a nada pode aspirar senão ir sobrevivendo esperando que um ataque fulminante acabe com este ódio por mim mesmo, com este mau estar permanente e está angustia em que estou envolto. Esse Deus que já critiquei tem neste campo um papel essencial. Quero que Ele saiba que a vida, por mim é estimada, mas infelizmente não está a ser vivida. Neste momento que escrevo lágrimas jorram dos meus olhos e penso numa pessoa. Essa pessoa concerteza sabe quem é se vier a ler isto. Apenas e só eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109708217986835735?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109708217986835735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109708217986835735' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109708217986835735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109708217986835735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/noite_06.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109700922754624297</id><published>2004-10-05T13:47:00.000-07:00</published><updated>2004-10-05T13:47:07.546-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/Alberto_Caeiro.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/Alberto_Caeiro.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quis, desejei e tentar incessantemente ser aquilo que os outros me indicavam ser o caminho a seguir. O não pensar, o não exacerbar os sentimentos e mais importante que isso, não encontrar no pensamento algo mais intenso que o próprio sentimento, mas não consegui. Como se de rotina, inabalável e completamente inflexível, se tratasse, a minha tão ténue e nefasta alma como se dirige para um abismo. Quis ser Caeiro, como me indicavam a dedo. Viver, não pensar, existir, não relevar, ser, não existir. Mas nada disso se revelou proveitoso. Dei por mim novamente numa panoplia de sensações adversas e nefastamente incomodativas que me faziam reabrir o meu buraco negro. Vejo hoje aquilo que não quero e infelizmente sinto aquilo que alguns condenam por não ser o mais normal. Por vezes, à luz de quem profere juízos valorativos é mais fácil amar quem se deve amar, do que enveredar "pelo amor que não ousa dizer o nome". Tenho conhecido pessoas tremendamente fantásticas, algumas de elevada categoria, outras que nem para me dizer um simples olá teriam nível que chegasse. Luto, day by day, tentando obter dos que eu considero amigos, um reconhecimento, um olá, um sorriso, uma maneira meiga que me encha a alma de contentamento e de relevação categoricamente feliz. Amo em silêncio pelas ruas de Verão, o silêncio onde me escondo e tento ser feliz, escondido dos olhares profanos e dos dedos que me apontam como fazendo algo de errado. Aos amigos nada direi, nunca, pois seria condenado á nascença e seria, obviamente, o fim da minha já complikada espécie existencial. Queria ser eu, quero ser eu. Quero ser eu a abrir fronteiras, a existir per mi, e a ser aquele alguém que tem notoriedade pelo que é e pelo que faz e não pelas gajas que come, ou pelos copos que bebe. Quero acima de tudo sair desta vida com a consciência cabal, de quem viu e venceu e não com esta azia constante de quem vai sobrevivendo e não vai obtendo de cada dia a satisfação que poderia obter. Ouso invocar e pensar em quem não devo. Ouso querer ser, quem a sociedade condena. Ouso conjecturar sobre um futuro que não domino e me traria a rendição e o desprezo dos que mais estimo. Por isso Caeiro, tenho inexoravelmente que te rejeitar, porque de nada vale sentir se não puderes do sentimento extrair, por mais ténue que seja, uma lição para a vida. "O amor que não ousa dizer o nome", se calhar, será a minha saída para poder ser feliz, sem os olhares tremendos que me hão-de condenar e sem a mínima chance, condenar-me ao exílio numa vida, onde vivo exilado. Apenas e, cada vez mais, só eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109700922754624297?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109700922754624297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109700922754624297' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109700922754624297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109700922754624297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/10/quis-desejei-e-tentar-incessantemente.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109442263436200539</id><published>2004-09-05T15:17:00.000-07:00</published><updated>2004-09-05T15:17:14.363-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/coracao.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/coracao.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não a vale a pena tirar da cabeça o que não conseguimos tirar do coração. Lutar contra dogmas e verdades adquiridas e tomadas como certas, só porque tem o seu quê de interessante ou relevante a nada mais leva do que a uma estupidez exacerbada, vazia totalmente de sentido e conteúdo. O que quero com isto dizer é que é extremamente dificil tentar pensar que n&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109442263436200539?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109442263436200539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109442263436200539' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109442263436200539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109442263436200539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/09/no-vale-pena-tirar-da-cabea-o-que-no.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109406857737925678</id><published>2004-09-01T12:56:00.000-07:00</published><updated>2004-09-01T12:56:17.380-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/medo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/medo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a minha postura ultimamente tem sofrido mutações: uns notam-me com brincadeiras diferentes, outros acham-me distantes e outras há que notam em mim um vazio terrível. Dou por mim a magicar qual das opiniões estará afinal correcta. A metafísica sempre foi algo que me fascinou. Sempre dei por mim, ao contrário da maioria do pessoal da minha idade, a pensar no de onde vim, no que sou e no para onde vou. Afirmo veementemente e ressalvo efectivamente sempre o primado do pensamento sobre o sentimento, razão umbilical pela qual vivo assim diariamente. O mundo a mim pouco me tem dado ultimamente. A desilusão tem sido a palavra que mais vezes a minha ténue e cada vez mais debilitada mente tem pensado nos últimos tempos. Desilusão, por não ser o quero; desilusão, por não ter amigos na verdadeira acepção da palavra; desilusão, por solitário andar por entre as gentes; desilusão por ser uma desilusão. Quero chegar ao fim deste meu tormento, desta caminhada por entre areia tórrida, que me queima a cada passo que dou. E por isso, não há nada que mais anseie do que a morte. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109406857737925678?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109406857737925678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109406857737925678' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109406857737925678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109406857737925678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/09/dizem-que-minha-postura-ultimamente.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109285589068105414</id><published>2004-08-18T12:04:00.000-07:00</published><updated>2004-08-18T12:04:50.680-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/suicuidio.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/suicuidio.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cada vez me afundo mais na minha mágoa. Dou por mim a desejar morrer a qualquer momento. A minha vida já não faz qualquer sentido. Quero desaparecer, deixar de ser um cadáver adiado, para passar a ser um cadáver efectivo e assim não mais sofrer, não mais passar por coisas que me repugnam, por sentimentos de indiferença, de desprezo. Ninguém me quer, ninguém me estima, ninguém me valoriza, ninguém me quer por perto. Olho para mim com um desprezo que me apetece dar cabo de mim nesse instante. Sou mesmo um traste, daqueles que espremido ao máximo não sairia nada de postivo. Um escremento de nada e uma mistura de tudo que repugna aos olhos de terceiros. Devo ser um parasita desmedido, frustrado por não ter aquilo que sempre quis e que nunca conseguiu ser sucedido nas coisas que idealiza. Sou, provavelmente, uma obra que Deus se enganou quando idealizou. Dizem que Ele é perito nas obras que faz, mas saiu um traste imundo e decadente: esta escumalha que aqui vos escreve. Por isso, desejo hoje a morte mais do que aquilo que alguma vez quis e espero que Deus me conceda esse desejo pois não aguento mais o estado de agonia desmedida e lacónica por que passo. Quero deixar de ser o que só tinha qualidades, para passar a ser o que já teve qualidades; quero deixar de ser o que era ingorado, para passar a ser o que foi ignorado; quero deixar de ser o triste, para passar a ser a pessoa que em momentos da sua vida foi triste. Se calhar, a vida resume-se a uma questão de pura semântica e concordância verbal. Pois então, vou usar o imperativo expressivo dizendo "Quero morrer". Espero que me deixem fazer isso. Ou Deus o fará ou eu mesmo me encarregarei de tal coisa. Dizem que o suicidio é cobardia mas não na minha situação. Veremos até que ponto serei cobarde. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109285589068105414?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109285589068105414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109285589068105414' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109285589068105414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109285589068105414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/cada-vez-me-afundo-mais-na-minha-mgoa.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109278324114630579</id><published>2004-08-17T15:54:00.000-07:00</published><updated>2004-08-17T15:54:01.146-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/ceu.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/ceu.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perdido num mundo que nem eu entendo sobrevivo á triste de sina, de morto ir vivendo. Morto num sentido mais abrangente do que a estrita ausência de sinais vitais num corpo, que dentro em breve nada será senão poeira e algo inútil ocupando um espaço que não devia.Morri para a vida há uns tempos atrás quando o mundo se começou a debruçar incessantemente sobre a minha cabeça. Ou porque eu me apercebi que ele estava debruçado ou porque ele de maneira inequívoca se me acercou ainda mais. Desde então, no recanto da minha intimidade, as lágrimas cobrem a minha face. Abunda em mim o pessimismo exacerbado, a ausência total de estima, de carinho, de amor próprio. Amigos do peito, colegas fantásticos, companheiros de jornada... Onde estão eles? Não quero nem sei assim viver. A ausência total de carinho se me esmaga a consciência pensante que faz de mim o pessimista que hoje cruelmente me assumo. Provavelmente, nenhuma das pessoas reconhecerá nisto que afirmo de maneira tão inequívoca uma qualidade ou algo que deva continuar. Nem essas pessoas assim pensam nem eu queria que me fosse apontada tal qualidade. Sou triste, vivo triste e não posso querer ser mais do que ser um triste. Assim me defino, retumbantemente. Sinto a sensação de aperto no estômago constante, desde o abrir dos olhos de manhã, até que à noite me deito na minha cama, no meu tumulo, na minha campa. Os maiores desvarios se me ocorrem. As maiores loucuras me apetece levar a cabo: desaparecer do mapa é sempre o denominador comum! Quero ter apenas uma esfera de bons sentimentos recíprocos e verdadeiros que me sustentem a essência e afaguem aquilo que não quero ser. Ter um amigo, um irmão, um parceiro para tudo o que necessitar e ter como adquirido o facto de que para ele estou num patamar estrito de igualdade. Mas não me parece que o Mundo me vá oferecer tal coisa... Assim basta-me ir olhando o Céu, ambicionando lá morar o mais breve possível. Ao menos lá, como já disse, a paz acercar-se-à, indubitavelmente de mim. Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109278324114630579?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109278324114630579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109278324114630579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109278324114630579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109278324114630579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/perdido-num-mundo-que-nem-eu-entendo.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109274589452987693</id><published>2004-08-17T05:31:00.000-07:00</published><updated>2004-08-17T05:31:34.530-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dizem que o meu gosto doentio por ler coisas acerca de Fernando Pessoa me torna uma pessoa cada vez mais fechada em mim mesmo e cada vez mais melancólica e que dá valor aos aspectos mais singelos e pouco relevantes para a maioria. Vi hoje que, apesar de as coisas serem assim triviais para quem as aprecia, não é assim tão trivial para quem as ouve. Normalmente, tendemos a valorizar os nossos amigos quando eles existem e dão mostras que nos querem bem. Há os casos, também, em que essa intenção é meramente teórica. Impressiono-me com as mensagens quando alguém acaba de ler o que escrevo aqui no blog. Todos me dizem que faço uma tempestade tremenda num copo de água mas se virmos bem o contraste entre as acções dessas pessoas que se me dirigem comparando á ídilica demagogia que imanam quando lêm vai uma tremenda e inesgotável distância. Dou por mim assim sozinho num mundo que me oprime e me quer mal por ser assim, um mundo fechado em quatro paredes que tentam suprimir-me e entalar-me inexoravelmente sobre uma tábua rasa, metaforicamente simbolizando a triste evidência da minha vida. O mundo que construi aos poucos da mesma maneira que surgiu, se vai esfumando ao tilintar dos ponteiros do relógio como que fazendo questão de se fazer notar. Esta triste evidência, que narro constantemente, que alguns apelidaram de "pelágio" ( sim, há quem pense que o que escrevo é copiado de algum lado... enfim), corrói-me a alma, molesta-me os sentidos e muda a maneira estrita de olhar pela janela de manhã. Já pensei mais que uma vez em acordar um dia, despedir-me dos que mais estimo (ainda que a estima possa não advir na mesma moeda) e embarcar numa barca rumo a um Mar Distante. A Morte, em múrmurios escondidos, por mim há muito desejada talvez seja a única maneira de ser valorizado e alcançar finalmente a paz que tanto busco. Talvez aí a minha alma finalmene serene e possa depois de morto ser valorizado pelo que sou agora, pois costuma-se dizer que quando as pessoas morrem é que ganham especial significado. Tenho imensas dúvidas sobre se alguém podia vir a sentir algo relativamente a isso. Mas as coisas devem seguir o seu rumo e não interromper o curso normal delas, ainda que a hipótese se me passe pela cabeça. Vivo numa tristeza de alma e de espírito semelhante à do Campos intimista. Vivendo, sobrevivendo, avaliando, constatando e concluindo que a minha foi, é e não será mais do que um enorme fiasco e um acumular de tempo de sofrimento e angústia que passei. Os amigos que tive trocaram-me pela novidade; os amores que tive largaram como se joga uma peça de roupa na cama; a minha família olha hoje mais para o seu umbigo do que se calhar para um dos grandes garantes da sua própria existência. Existir não mais faz sentido para mim. Para mim, isto não é viver em perfeita harmonia e felicidade para com tudo. Isto é sofrer, querer e não ter, mudar e não metamorfizar, esconder e não mostrar. Apelo aos deuses que acabem com a minha dor, que me levem para longe e que me mostrem que o traste que sou, pode um dia ser louvado e desejado, seja por quem for. A paz eterna alcança-se quando o coração bater pela última vez. Cada segundo que passa é um segundo adiado para eu alcançar essa mesma paz. "Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada". Apenas eu: Hugo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/camposimagem.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/400/camposimagem.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109274589452987693?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109274589452987693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109274589452987693' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109274589452987693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109274589452987693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/dizem-que-o-meu-gosto-doentio-por-ler.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109270190526095303</id><published>2004-08-16T17:18:00.000-07:00</published><updated>2004-08-16T17:18:25.260-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um barco à deriva sozinho no mar... Que melhor metáfora poderia eu arranjar melhor para me definir? Também eu vivo vagueando erroneamente por um rio que não sei onde me leva, nem muito menos porque estou nele, mas a certeza irrefutável das certezas é uma: estou completamente só! Amigos de outrora, esquecimentos de hoje, promessas adiadas, sonhos falhados, desilusões do presente baseadas num passado e me afectando cada vez mais o futuro...Olho ao meu redor em cada dia que vou vivendo e vou admirando as pessoas que não têm esta ânsia, esta dor, este receio de estar vivo e ir vivendo que tenho. Sou triste, vivo triste e defino-me como tal. Pessoas há que devem pensar que isto por que passo, se define como doença do mero foro psiquiátrico, sendo esta definida como psicose doentia, mas digamos que está longe, muito longe de ser isso, uma vez que o psicótico não tem noção do seu estado. Ir vivendo sem pensar é algo que já tentei não poucas vezes, tentando obter no vazio e no banal aquilo que não tenho na complexidade extrema de um pensamento elaborado e demasiado complexo aos olhos de quem o interpreta. Mas nada que o vazio me trouxe foi capaz de mitigar esta dor que no meu peito arde. A dor ardente de querer ter amor mais presente de uns pais que me amam mas que se afastam a cada dia que passa; a dor ardente de amigos que não tenho, já tive e não sei se alguma vez mais voltarei a ter. Não se interprete isto como mera divagação metafísica ou então mero recado escrito e publicitado para que alguém que se assuma como destinatário possa reclamar como sua a mensagem. Não! É antes um grito de quem silenciosamente grita todos os dias no meio de uma multidão que teima em fazer da banalidade uma bandeira e do prazer fácil um modus vivendi et operandi. Posso afirmar, sem qualquer dúvida, que a minha vida está totalmente desprovida de sentido lógico. Falhei em quase tudo! A grandiosidade que tive, ou julguei alguma vez ter, passou por debaixo da ponte da minha vida nunca mais recuando para dela poder vir a sentir novamente o sabor. A água passa por debaixo da ponte e não mais voltará a passar! Ainda que seja uma conclusão dura que temos inexoravelmente de tirar é triste termos de chegar a tão gravosa e triste evidência. Queria estar aqui a narrar  a maior das façanhas, o maior dos feitos e a mais alegre das alegrias, mas no dia em que o fizer de maneira exacerbada a mais, chamem-me hipócrita e incoerente, porque transitar de estados de alma isso sim é doença. Sinto-me hoje, não sem um mas sem os dois braços. O braço esquerdo, por ser do lado do coração, do amor que tanto quis e não tenho e não sei se alguma dia terei; e o braço direito, do companheirismo, do amigo presente, que me considera parte integrante de um mundo que também é o dele. Por isso digo que vou falhando diariamente e falhei em tudo a que me apostei. Sou um fraco, um banal e quiçá um vulgar... Um vulgar que valoriza as pieguices do sentimentos e os valores mais ténues e sentidos que assume como seus e que estão em decadência. Darei alguma vez a volta por cima? Com o pessimismo que me possui desde há muito, dificilmente suplantarei tão grandiosa dificuldade. Apenas eu: Hugo.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/barco%2520solidao.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/barco%2520solidao.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109270190526095303?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109270190526095303/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109270190526095303' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109270190526095303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109270190526095303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/um-barco-deriva-sozinho-no-mar.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109270053999582735</id><published>2004-08-16T16:55:00.000-07:00</published><updated>2004-08-16T16:55:39.996-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fernando Pessoa é sem dúvida meu irmão. Muitas são as tardes perpetuadas que passo cojitando a minha alma e o meu passado recente. Dou comigo em pensamentos recônditos e melncólicos como se chamando por mim para uma angústia profunda de elevada dor e sofrimento. Por vezes, a dor de ser capaz de admitir que pensamos nestas temáticas é mais forte do que qualquer dor física que o infortunio se nos dá.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/imag030202.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1499/320/imag030202.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109270053999582735?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109270053999582735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109270053999582735' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109270053999582735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109270053999582735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/fernando-pessoa-sem-dvida-meu-irmo.html' title=''/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109230835344369589</id><published>2004-08-12T03:58:00.000-07:00</published><updated>2004-08-12T04:16:18.033-07:00</updated><title type='text'>Megulhei no abismo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olhei para o céu numa noite estrelada e nada vi senão um mero e sombrio fundo preto. Estaria somente a ver a minha alma?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclusões tristes de quem nada tem. O que nos valoriza como pessoa e ser humano, se é que o que disse não é uma e uma só coisa, é a grandeza da presença dos nossos amigos. A questão essencial dos meus nefastos, para alguns, pensamentos prende-se com o facto de, actualmente, não poder ver-me como pessoa importante numa esfera alheia. A importância da amizade cinge-se a uma relação recíproca e não meramente unilateral. Mais que uma pessoa, ontem , depois de ter lido aquilo que escrevi, me disse "Ah eu até sou teu amigo". Sim, concordo plenamente e não desminto nem ponho em causa qualquer delas... O cerne da questão aqui reside na grandiosidade dessa amizade enquanto medida, meramente, pela importância que tenho. Eu explico-me.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero nem nunca quis ser, epicentro seja de que espécie for. Simplesmente acontecimentos de um passado, se calhar, demasiadamente recente levaram-me a valorizar demais e exacerbadamente a presença constante de alguém a meu lado, não estritamente em termos relaccionais mas também como ombro amigo.É envolvido neste contexto que se insere a questão do irmão que quis e nunca tive. Não quer isto dizer que as pessoas~, algumas, não são minhas amigas. Fugiria completamente à verdade se o afirmasse de maneira tão cabal. Também não é menos verdade que, se calhar, algumas pessoas até tentam incomensuravelmente estar mais próximas de mim. A questão é que sei de antemão que certas e determinadas pessoas pela própria vivência e conhecimento que já têm comigo têm mais probabilidades de saber entender as minhas paranóias e desvarios. Há, no entanto, também aqui, algo de relevante a ser retido: não se entenda isto que escrevo ou que venha a escrever nem como crítica nem como ultimato ou recado para alguém porque não se trata disso nem nunca há-de ser esse o propósito. Muitos menos foi este blog criado como meras divagações filosóficas ou como escape de sentimentos não sentidos que ficam bem no papel. Nada disso. Escrevo aqui para passar para aqui o que sinto, o que sou, o que me apoquenta e não servir propósitos que não estes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mergulhei num abismo! Num abismo tão grande e escuro que me levo a perguntar o porquê de lá ter caído e porque é que não saio. O Porquê de não ser um irmão para ninguém no estrito sentido da palavra. O Porquê de ter sido augurado um futuro tão brilhante e redioso e agora esse mesmo futuro ser escrito num passado e não num presente. O Porquê de as coisas que idealizei e cheguei a ter me terem escorrido pelos dedos como água que corre fugindo de mim. O Porquê de ter sempre o que não quero e não ter o que desejo. O Porquê da minha situação deprimente e constantemente só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Provavelmente, como Pessoa disse, ele próprio fez mais filosofias que o próprio Kant. Não me comparo ele num tenciono fazer filosofias mas provavelmente já esteja a um nível de um Piaget ou de um Kuhn ainda que com uma diferença umbilical: enquanto eles são construtivistas, eu sou destrutivista, face a metáfora!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite consegue, no entanto, ser boa conselheira para mim, ainda que teimosamente me vá esmagando com as suas insónias. Dou por mim, às vezes, desejando fechar os olhos para dormir e assim ficar para o resto dos tempos. Ao menos as pseudo-psicoses e crises teriam um fim e quem narasse a minha história mais tarde nada ou pouquíssimo teria a registar: não foi nada, nem nunca havia de ser nada -  haveriam de dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas eu: Hugo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109230835344369589?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109230835344369589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109230835344369589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/megulhei-no-abismo.html' title='Megulhei no abismo!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109224578398176926</id><published>2004-08-11T10:12:00.000-07:00</published><updated>2004-08-11T10:36:23.980-07:00</updated><title type='text'>Pode ser impressão...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dei por mim hoje a pensar em algo que, sem dúvida me inquietou.Pensei, não bem porquê, onde é que andariam os meus amigos, e quando digo amigos é uma definição estrita daquilo que é um amigo: alguém de pura confiança, que procuras o seu conselho quando mal estás ou de algo necessitas. Por incrível que pareça, debati-me num vazio. Não que não considere alguém como meu amigo, mas antes por pensar que uma relação desse tipo e envergadura deve ser recíproco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tempos houve em que a amizade era um estandarte para mim, algo cuja grandiosidade nunca era posta em causa e sentia que junto dos meus amigos, verdadeiros amigos, eu conseguia um estatuto tal que mais ninguém me conhecia dar. Sem perceber porquê, os meus amigos de então foram deixando de actuar na minha esfera e ainda hoje me pergunto porquê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Começo a criar uma explicação para isso: ou sou eu que sou de espécie demasiado complicada, ou os meus amigos não me dão o devido valor. Inexoravelmente, cheguei facilmente à conclusão que a primeira hipótese é a que tem mais sustentabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei se tenho um feitio reles, mesquinho ou quiçá complicado. A verdadeira evidência é que não tenho o irmão que nunca tive e sempre desejei ter. Muitas vezes, dou por mim por entre as minhas grandes névoas ansiando deitar cá para fora o que vai lá dentro e me destrói a alma. Mas lá fora, as pessoas que lido diariamente ou tenho mais contacto noto não estarem nem aí ou existirem em esferas paralelas com nexos e sentidos completamente diferentes dos meus: Pergunto e nunca chego à conclusão do porquê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ter um irmão, um companheiro, um ombro amigo foi o que sempre desejei ter. Já o tive, mas até esse que outrora tive fez questão de me mostrar que, por vezes, a mente pode ser forte, mas a carne demasiado fraca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Do fundo no coração não vejo ninguém actualmente que me veja da mesma forma. É certo que é talvez injusto querer alguém assim, mas não se trata aqui de mero capricho ou teimosia, simplesmente um irmão sempre quis ter mas a vida tem sido demasiado ruim comigo para tal. Acho que a visão que tenho da vida se afunda cada vez mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não será certamente esta visão que vou defendendo e abordando que quero da vida. Mas nem sempre aquilo que se sente ou vive é aquilo que realmente queremos. Muitas são as pessoas que ficam demasiado boquiabertas quando lêm o que escrevo, não por estar mal escrito, mas sim pelo próprio conteúdo em si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ficam espantadas pela maneira sentida e inequívoca como falo e me expresso e mais importante que isso pelo eu sentir as coisas que narro desta maneira. Ninguém, repito ninguém, gostaria de sentir o que sinto e se não o mostro a mais gente é porque acho que simplesmente sou entediante que chegue ou porque supostamente a pessoa a quem me iria abrir é de um mundo tão à parte que possivelmente não me iria entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gosto de ser valorizado pelo que sou e não pelo que aparento ser ou ter. O que tenho acho que cada vez mais chego à conclusão que é muito pouco, ainda que em situações normais de convivências não espelhe totalmente isso, pois não gosto de ser o coitadinho. Mas só Deus e eu sabem, sim esse Deus que ontem critquei e de que maneira, o que passo quando estou sozinho e me bejo como realmente estou: com um vazio que nem vos digo nem vos conto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estou certo que tudo na vida é cíclico e quero fazer da Economia que tanto amo uma "verdade absoluta": se tenho menos hoje, concerteza irei ter mais amanhã!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas e só eu: Hugo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109224578398176926?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109224578398176926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109224578398176926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/pode-ser-impresso.html' title='Pode ser impressão...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109216903559187691</id><published>2004-08-10T13:00:00.000-07:00</published><updated>2004-08-10T13:18:57.330-07:00</updated><title type='text'>Um dia, não sei...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pergunto às estrelas quem sou eu... Elas caladas, ou envergonhadas de quem a ela se dirige, limitam-se a ingnorar-me como se ignora um mendigo suplicando por ajuda no meio da rua.&lt;br /&gt;Posso não ser um mendigo, latu sensu, mas interiormente mais que mendigo sou alguém sem nada.&lt;br /&gt;Começam cada vez a emergir na minha mente interrogações e pensamentos, que racionalmente, nao deveriam existir. Há pessoas que na minha conjuntura e posição já teriam "passed away with his/her life" mas vou-me mantendo fiel à missão que os meus pais me confiaram: Viver! Mas um dia não sei...&lt;br /&gt;A Economia sempre me fascinou. A Matemática idem. O problema é que a aritmética da minha vida vai espelhando um número enormemente negativo. E infelizmente a tendência a cada dia que passa, nesta "vida", em sentido meramente lato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pergunto aos deuses quem sou- Eles dizem-me , ou pareço ouvir ou então é somente esquizofrenia da minha parte que devo seguir, calmamente como um rio, utilizando a feliz metáfora de Ricardo Reis, mas eu pergunto relutante e perspicazmente: Mas seguir para onde? Com que objectivo? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O sonho comanda a vida. Mas nada se fala sobre utopias ou ideais de vida, só sonhos... ´Pense-se: se o sonho fosse real, porque é que Deus tinha que querer? ("Deus quer, o Homem sonha (...)".&lt;br /&gt;Isto faz-me revoltar! Uma interpretação mais extensa deste verso faz-me concluir que se quero alcançar a felicidade e não consigo ( e vou definir isso como um sonho), então se não o consigo Deus é o culpado!&lt;br /&gt;E agora, que faço eu?! Suplanto-me a um Deus cujo poder sobre a mente dos Homens em nada se compara ao meu ou acho noutros campos a força que me guie? Mas em quê? Interrogações retóricas, que infelizmente nem eu sei que caminho hei-de seguir para que a retórica deixe de ser isso mesmo.&lt;br /&gt;Lentamente começo a mudar: mais triste, mais fechado, menos paciente e cada vez mais vivendo somente como o meu Eu! Ao menos esse sei que me valoriza "giorno per giorno" e me vai mostrando que se pode ser amado por aquilo que sou, represento e quero. Não se pense aqui neste caso em egocentrismo. Nada disso. Há quem vá atenuando a dor de pensar alheando-se. Eu alheio-me comigo mesmo, porque só a Mim reconheço neste momento compatibilidade total comigo na maneira de pensar. De futilidade e banalidade no ser e no agir ando eu e o Mundo saturado!&lt;br /&gt;Um dia o sofrimento "will come to an end"&lt;br /&gt;Apenas o de sempre: Hugo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109216903559187691?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109216903559187691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109216903559187691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/um-dia-no-sei.html' title='Um dia, não sei...'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109216651026728892</id><published>2004-08-06T08:33:00.000-07:00</published><updated>2004-08-10T12:36:44.653-07:00</updated><title type='text'>Vida: afinal mera efeméride!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se Deus quisesse ser claramente grandioso, fazia com que os dias como terráqueos que temos, fossem um apogeu constante de bem- estar e felicidade. Porém , o Deus que nos guarda, comanda e por nós zela quer que aprendamos a sofrer para no sofrimento adquirirmos bagagem humanitária e grandiosidade psicológica. Eu coloco a questão: Mas porquê tudo isto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se trata aqui de mero paganismo ou revolta existencial contra uma divindade transcendente e inatingível, antes de uma constatação de um facto. Não reza a história da Humanidade, dos fracos já se diz mas se os fracos não existissem, os fortes não teriam razão de existência por dificuldade de definição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vejo no paganismo algo sem muito lógica confesso, mas algo com alguma relevância para ser apontado. Sendo os deuses primariamente concebidos para nutir e preencher a mente humana com uma luz e réstea de esperança para os problemas que a vai apoquentando, não deveriam ser os deuses concebidos à imagem do Homem? Esta é talvez a maior conclusão que se deve do próprio texto biblico onde se afirma que Deus fez o Homem à sua imagem. Mas novamente, uma interrogação: se o fez à sua imagem , não deveríamos nós ser também omnipotentes e grandiosos no ser e no fazer? Não entendo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Busco explicações para o inexplicável, mas também nunca ninguém conseguiu achar valor inequívoco para as questões de mera metafísica abstracta. Gostava, queria e desejava que Deus fosse mais actuante, se é que existe, no Mundo onde estou. Sofrimento, desgraça e tristeza são sinónimos que haviam de ser apagados dos dicionários pela Sua Grandiosa Mão. Mas volto a perguntar, Onde está Deus, quando dele preciso? Onde estava ele quando mergulhei num abismo donde não vejo saída? Onde estava Ele quando queria e não tive o que mais desejava? Onde está Ele que não me ajuda?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não entendamos isto, reforce-se, como um mero manifesto pagão. É antes a revolta de quem vê na vida uma mera efeméride e que "unfortunately" vê o tempo esfumar-se como uma ampulheta que não para.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Daria tudo, mesmo tudo, anos de vida se necessário fosse, se capaz de ser feliz pelo menos um dia fosse (desculpe-se aqui a inversão sintática do predicado, mas é mera figura de escrita e não erro de principiante). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não pensar em questões metafísicas e carpe diem ir vivendo. Talvez seja esse o "Grito do Ipiranga" pelo qual a minha alma grita. Mas não será isso tapar o sol com uma peneira uma vez, que não é a fugir dos problemas que eles se resolvem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não vivo, sobrevivo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas eu : Hugo ( em muito mau estado, frise-se) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109216651026728892?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109216651026728892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109216651026728892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/vida-afinal-mera-efemride.html' title='Vida: afinal mera efeméride!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-10916630041300376</id><published>2004-08-04T12:40:00.000-07:00</published><updated>2004-08-04T16:43:24.130-07:00</updated><title type='text'>Quando as sombras me dominam mais que a luz!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tristes dias são estes que vivo. Numa névoa mental constante os dias vão passando que nem flechas e a vida esfuma-se como se apressada por algo. O desejo de querer ter mais é latente, claro e óbvio mas a obtenção é árdua, díficil e muito dificultosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dei por mim hoje a pensar no que pensaria da minha vida se vista por um alguém que não eu. Cheguei a conclusões (não essa de pensar que sou maluco para estar a pensar isso, porque a essa conclusão já havia chegado) que até para mim próprio se revelaram surpreendentes. Vou partilhá-las mas em forma de interrogação retórica que é mais interessante para ser lido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que seria de mim e das pessoas que me rodeiam se eu não existisse? Acho que a diferença não ia ser muita. Sou alguém de fácil relacionamento, bem disposto até, mas acho que a presença e relativa simbiosidade que se me pode reconhecer é muito reduzida. Sou mais um entre muitos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que consegui até hoje que me tenha orgulhado? Bem, longe vão os tempos em que o Hugo era louvado, adorado e admirado pelas suas façanhas a todos os níveis. Hoje, não passo de "cadáver adiado que procria" (Ricardo Reis) e devo confessar que as vezes dou por mim a conjecturar para mim mesmo "Que nojo de mim fica a olhar para o que faço" (Fernando Pessoa).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Onde quero eu chegar um dia? A meta se me aparece ao fundo, mas o terreno se me apresenta demasiado dificultoso para se transposto. A utopia de que falei, ainda que possa ser modificada apenas por uma questão de semântica correcta e apurada, não mais é que uma esfinge inalcançável num óasis que teima ser adiado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que vale mais para ti? As sombras ou a luz? É certo que só há sombra onde há luz, mas infelizmente dou por mim constantemente no "dark side of the moon". Quando as sombras me dominam mais que a luz, perco a norte, a verdade e vontade de viver e num ápice dou por metido encurralado em labirintos sombrios querendo não ter existindo, querendo deixar este mundo e a azáfama e tristeza que me possui. Estou farto das pessoas banais, mesquinhas, orgulhosas, ocas e vazias e quero mais é viver as coisas com pessoas com quem possa algo obter: tenacidade, vontade, preserverança, amor e carinho. Valores que prezo mais que tudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém, "querendo quero o infinito, fazendo nada é verdade"(Fernando Pessoa). Basta-me continuar a desejar, e tentar ceteris paribus, mudar o mundo à minha maneira, para ao menos segundo o meu modus vivendi conseguir a paz interior que tanto busco e deixar esta dor imensa que me fere o coração e alma numa gaveta da prateleira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Basta! Estou farto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se calhar, inclusivé de ser eu próprio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas eu: Hugo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-10916630041300376?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/10916630041300376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/10916630041300376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/quando-as-sombras-me-dominam-mais-que.html' title='Quando as sombras me dominam mais que a luz!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109157305361706639</id><published>2004-08-04T11:41:00.000-07:00</published><updated>2004-08-03T15:44:13.616-07:00</updated><title type='text'>A essência do ser humano!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A grandiosidade do ser humano reside na sua própria essência. Pessoas existem cujos seus atributos físicos são de primeira grandeza e a sua própria presença irradia uma aura tal que nem precisam de dizer algo para serem notados. Pessoas existem, que mesmo não tendo sido desprezados pela Natureza, impressionam mais pelos dotes, qualidades e virtudes que têm do que propriamente pela presença física.&lt;br /&gt;Provavelmente eu me inclua no segundo grupo. A banalidade do mundo em que vivemos leva-nos a dar uma importância desmedida e incontrolada ao que aparentamos ser, ao invés de valorização pouco conceituada daquilo que somos realmente cá dentro.&lt;br /&gt;O meu caso sem dúvida que dá, quase, para rir. Sempre fui alguém cujas qualidades intelectuais, a todos os níveis, foi muito apreciada, ora por ter o dom da palavra, ora por nesta ou naquela disciplina obter maior destaque. Mas não louvo nem quero falar disso, antes a ideia que se deve reter é a das “qualidades interiores apreciadas” (desculpem a maneira de escrita saramaguiana mas foi algo espontâneo). Ora, neste contexto, normalmente, quem muito apreciado pelo que tem cá dentro, pois deverá ser pelo que tem cá fora.&lt;br /&gt;Sempre fui portanto alguém cujo amor, definitivamente, ignorou. Era sempre o menino do “Ah, és muito inteligente mas não quero namorar” e passados dois dias andava com um rapaz e assim sucessivamente. Como todos sabemos, a mágoa da rejeição é das piores mágoas, se é que elas se podem catalogar, que podemos ter na vida. A mim, muitas mágoas trouxeram-me uma revolta e uma dor interior incalculável que tento mitigar diariamente naquilo que faço. Ainda que pense muito nisso… e talvez resida aí o grande problema da minha existência. Amigos dizem-me que as peripécias da vida são para ser vividas, apreendidas e suplantadas, que não são para estarem a ser marteladas e delas extraídas qualquer valor e significado doravante. Será isto correcto? Não creio, ainda que o comportamento psicótico, ainda que involuntário, em nada favoreça a mente humana. Estarei doente?  Não. “Estou hoje lúcido como se estivesse para morrer”.&lt;br /&gt;Assim passos os dias. Ferido na alma, por quem gostei, usado na vida por quem amei, frustrado por não ter conseguido aquilo que todos ambicionamos. Gostava de ter uma máquina do tempo para mostrar às pessoas que me usaram e fizeram de mim a réstia reles de ser humano que sou, que afinal há muito mais que uma cara e que alguém que sempre dedicou ao pensamento o seu maior tempo, afinal tem valor para ser amado, adorado e quiçá valorizado.&lt;br /&gt;Diz-se em abono da verdade, que nós próprios somos o espelho dos nossos pais. Não querendo censurar, nem sequer por em causa o respeito e amor mútuo que nutrimos, sinto-me cada vez mais afastando-me dos meus pais. Tenho pena. Não sou o causador de tal afastamento, mas se calhar são as próprias peripécias da vida que levam a que as coisas sucedam assim e os irmãos mais novos se coloquem como epicentros atenciosos de quem a eles tem de dedicar atenção.&lt;br /&gt;No entanto, sem qualquer dúvida, que digo que as pessoas que mais amo e mais me amam no mundo são os meus avós. Que me perdoem os meus pais, se algum dia internautas se tornarem ou este texto lhes cair na mão, mas tenho a certeza que mais que eles provavelmente ninguém me ama no Mundo. Eles sim, me valorizam pelo que sou, pelo que represento, pelo que posso vir a ser, e pela grandiosidade e orgulho que lhes transmito quando estou com eles. Não me vejo sem eles e perdendo-os provavelmente a minha vida descambará num abismo que nem me atrevo a imaginar, nem que seja por palavras.&lt;br /&gt;À minhas ex-namorada uma frase só: a vida dá muitas voltas e normalmente Deus retribui em dobro aquilo que nos fazem. Faz muito tempo que tudo acabou, as feridas hão-de sarar mas um dia hás-de saber que ser usada dói muito.&lt;br /&gt;Valorizem mais a essência, o conteúdo, o interior (e não assumam isto como filosofia barata), pois lembrem-se que o ovo não seria nada sem a clara e a gema.&lt;br /&gt;Apenas eu: Hugo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109157305361706639?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109157305361706639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109157305361706639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/essncia-do-ser-humano.html' title='A essência do ser humano!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109148989957022104</id><published>2004-08-02T12:35:00.000-07:00</published><updated>2004-08-02T16:38:19.570-07:00</updated><title type='text'>My Filosofy!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A dor de existir não pode ser superior à dor de pensar. Temos de ir vivendo sem estar com a sensação de corda na garganta. Quem lê o que vai estar agora por baixo, diz que estou a ser incoerente no que digo. Mas não será bem assim…&lt;br /&gt;Quem vive diariamente o que quer, normalmente, é obter um estádio de alma que nos permita ir vivendo, não sobrevivendo, numa calma estóica e passiva, fora a redundância, como postula Ricardo Reis. O carpe diem tem os seus frutos mas não deve nem pode ser exacerbado.&lt;br /&gt;Assim ainda que o nosso interior possa gritar constantemente e a alma nos fira como punhais, devemos afirmar o primado da existência sobre o pensamento exacerbado e psicótico que nos impele para a depressão. Devemos lutar, diariamente, para que as mais banais e insignificantes coisas da vida, se nos apresentem com uma face renovada, ainda que a face da nossa alma continue demasiado suja para ser mostrada.&lt;br /&gt;Queria ser assim tão optimista e viver a vida num lirismo como o que narro. Devemos interpretar este quadro que pinto por palavras, parafraseando Cesário Verde no seu expoente máximo, não como aquilo que sigo mas aquilo que eu próprio idealizaria, se fosse colocado perante um cenário de exposição de uma filosofia de existência minimamente coerente.&lt;br /&gt;A crua verdade dos meus factos contrapõe o que idealizo. Nada considero tão banal como aquilo que sou. Tristes são as manhãs em que me olho no espelho e nada vejo senão pele e osso armado começando mais uma odisseia de actos falhados e tormentas desmedidas. A grandiosidade que desejo, infelizmente, fica-se pelas palavras e optimismo que narro, das palavras dificilmente se irradia.&lt;br /&gt;À minha maneira gostava de ser Caeiro: leigo, despreocupado, apontando a dedo aqueles que fazem do pensamento a sua bandeira e modus operandi .&lt;br /&gt;Mas nada disto realmente assim se passa, nem eu me via  agindo como alguém que não está nem aí para o que vai cá dentro. Sou alguém que busca uma utopia que não consigo definir claramente, ainda que a definição de utopia seja clara. Se assim é, que busco eu afinal?&lt;br /&gt;Apenas eu : Hugo.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109148989957022104?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109148989957022104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109148989957022104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/my-filosofy.html' title='My Filosofy!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109139752062083166</id><published>2004-08-02T10:56:00.000-07:00</published><updated>2004-08-01T14:58:40.620-07:00</updated><title type='text'>Amanhã não existe!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Amanhã não existe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diz-nos o rei do Carpe Diem, o glorioso e muito filosófico Ricardo Reis. Por vezes, dá-mo-nos durante a noite a desejar, que tal não acontecesse para não termos de enfrentar as duras realidades dos dias que correm. Pelo menos, a mim é uma tortura. Queria ser como, Caeiro, olhar para o campo e ver nele tudo aquilo que ele necessita, sem pensar.&lt;br /&gt;Temos claramente duas filosofias diferentes que não ouso opinar por agora qual delas prefiro: uma delas claramente apoiado num estoicismo e epicurismo exacerbado leva-nos a escolher a via do gozo claro e intenso do momento presente, visto a vida ser, metaforicamente falando, um rio cuja foz é nada mais nada menos que a morte; a segunda é a negação completa e absurda do pensamento como via para a felicidade.&lt;br /&gt;Ainda que não concorde da mensagem transmitida por um e outro, achando por demais óbvias as lacunas que uma e outra filosofia detém.&lt;br /&gt;Infelizmente sou muito mais apologista e identifico-me muito mais com o Pessoa ortónimo, e por conseguinte “ pelo seu irmão na dor de pensar” Álvaro de Campos.&lt;br /&gt;Queria ter a noção que o amanhã seria melhor, mais rico, mais completo e repleto de alegrias para mim. Mas tenho as interrogações que se me levantam constantemente, colocando-me em sentido sobre se algum dia conseguirei consecretizar aquilo que em mente idealizei, ainda que esteja claramente confiante no “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce.”&lt;br /&gt;Para finalizar, deixo Ricardo Reis e a sua filosofia no seu melhor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio. &lt;br /&gt;Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos &lt;br /&gt;Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.          &lt;br /&gt;(Enlacemos as mãos.)  &lt;br /&gt;Depois pensemos, crianças adultas, que a vida &lt;br /&gt;Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, &lt;br /&gt;Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,          &lt;br /&gt;Mais longe que os deuses.  &lt;br /&gt;Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. &lt;br /&gt;Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio. &lt;br /&gt;Mais vale saber passar silenciosamente         &lt;br /&gt;E sem desassosegos grandes.  &lt;br /&gt;Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, &lt;br /&gt;Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, &lt;br /&gt;Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,        &lt;br /&gt;E sempre iria ter ao mar.  &lt;br /&gt;Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos, &lt;br /&gt;Se quise'ssemos, trocar beijos e abrac,os e carícias,&lt;br /&gt; Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro         &lt;br /&gt;Ouvindo correr o rio e vendo-o.  &lt;br /&gt;Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as &lt;br /&gt;No colo, e que o seu perfume suavize o momento - &lt;br /&gt;Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,         &lt;br /&gt;Pagãos inocentes da decadência.  &lt;br /&gt;Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois &lt;br /&gt;Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova, &lt;br /&gt;Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos         &lt;br /&gt;Nem fomos mais do que crianças.  &lt;br /&gt;E se antes do que eu levares o o'bolo ao barqueiro sombrio, &lt;br /&gt;Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. &lt;br /&gt;Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,         &lt;br /&gt;Pagã triste e com flores no regaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na minha opinião, dos mais fantásticos, poemas de Reis.&lt;br /&gt;Eu adoro e tu?&lt;br /&gt;Apenas eu: Hugo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109139752062083166?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109139752062083166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109139752062083166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/08/amanh-no-existe.html' title='Amanhã não existe!'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109128241748725100</id><published>2004-07-31T14:57:00.000-07:00</published><updated>2004-07-31T07:00:17.486-07:00</updated><title type='text'>Será que não pensar é a saída?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;"Serei sempre o que não nasceu para isso;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Serei sempre só o que tinha qualidades;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta;", disse-o Fernando Pessoa, na pessoa do, na minha opinião, mais genial dos seus heterónimos, Alvaro de Campos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;De facto, estes três pequenos versos dizem-me muito.. E se pensarmos realmente bem chegaremos à fácil conclusão que a muitos de nós também. A diferença entre essas pessoas e eu é que eu penso realmente nesse tipo de coisas. Será que não pensar é a saída?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Passo dias matutando em querendo arranjar uma saída pra esta angústia, por muitos vista e interpretada como psicose escusada e de espécie nefasta. Porém, penso que nenhum de nós, que se assuma como racional, gosta de estar em sofrimento permanente. Já muitas vezes, brincando com colegas meus, disse que tinha o síndroma do palhaço, parafraseando a sensacional frase dita por João Melo : uma simpatia e alegria por fora a tentar esconder o profundo sofrimento e dor interior. Não interpretemos isto como sendo esquizofrenia nem hipocrisia desmedida. Nada disso! Faço-o inocentemente, porque acho que as pessoas não têm culpa da minha má aura ou mau sentir. O que quero e desejo é fácil e toda a gente o sabe, mas duvido que o mundo esteja preparado para me dar, pelo menos de quem quero. É certo, que muitos são os que do meu lado me apoiam, mas o que é um ser humano senão alguém que busca constantemente a perfeição?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Na vida há três coisas essenciais: viver, amar e ser amado. Tenho a primeira. Tenho, talvez, a segunda. A terceira é uma lacuna constante.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;... mas nem por isso sou mais valorizado ou entendido. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Se calhar, não pensar é mesmo a saída.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Apenas eu: Hugo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109128241748725100?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hugovieira.blogspot.com/feeds/109128241748725100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7805837&amp;postID=109128241748725100' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109128241748725100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109128241748725100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/07/ser-que-no-pensar-sada.html' title='Será que não pensar é a saída?'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7805837.post-109123132760864724</id><published>2004-07-30T12:46:00.000-07:00</published><updated>2004-07-30T16:48:47.606-07:00</updated><title type='text'>Hugo Vieira</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Mais um dia...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Pois bem, nada dói mais que chegar ao fim de uma dia com uma enormissima sensação de vazio e de tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Tento não pensar nisto, mas talvez por ter uma maneira de ser e, mais importante ainda, de pensar tipicamente pessoana, passo a vida a pensar em coisas que a maioria das pessoas rotularia como sendo banais, sem nexo e de pura metafísica inútil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Queria poder dizer a todos que sou feliz, que existo e que tenho prazer em poder dizer que existo mas não é tão trivial.. Não são raras as vezes em que penso em sair de casa e me largar nesse mundo à procura de um rumo que me conduza a trilhos certos e de alcance certo e pretendido:a felicidade! Como para muitos o sofrimento de pensar diário é mera consumição despropositada, tal afirmação roça a banalidade e a incongruência para muitos. Eu queria e quero ser feliz e acredito que em média somos felizes: se há momentos em que estamos muito tristes ou deprimidos outros hão-de haver que nos colocarão muito felizes!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Apenas eu: Hugo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7805837-109123132760864724?l=hugovieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109123132760864724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7805837/posts/default/109123132760864724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hugovieira.blogspot.com/2004/07/hugo-vieira.html' title='Hugo Vieira'/><author><name>Hugo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16044262693784725976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
