Sunday, October 10, 2004


Pensando abstractamente naquilo que sou e nas situações em que me vejo envolto, tudo me leva a concluir, que caminho, sem a menor dúvida para o caos ou um abismo, que sintáticamente tenha a mesma relevância. Vejo-me envolvido em querelas interiores e em misticismos cabais de elevada importância pessoal, das quais não consigo encontrar saída possível. A dor que me molesta o peito constantemente dificlmente pode ser apagada. Costumo, e sempre o fiz, pensar em metáforas para aquilo que sinto, numa atitude talvez infantil, de não sofrer tanto com aquilo que sinto. Porém, para a diversidade de sentimentos malévolos, a roçar por vezes o esquizofrenismo doentio, nada melhor arranjei para me definir do que um furacão. Não se pense, nem releve, porém , que a minha personalidade se assemelha a tal fenómenos climático, antes o que sinto e a maneira como o sinto tem neste fenómenos talvez a sua metaforização mais conseguida e plena. Dou por mim envolto em tempestades sentimentais tremendas; em ventos de desilusão que me levam à distante terra do Nada, querendo para lá ir; chuvas, enxurradas de lágrimas que saem do meu rosto como se de um dilúvio sombrio se tratassem. As lágrimas de sangue, que por vezes jorram dos meus olhos que Deus quis que fossem verdes, deveriam ser de esperança, tal a associação que se faz da cor ao sentimento que ser humano dela extrai. Mas não... Cada lágrima que choro é cada vez mais sinal de uma dor que se vai agudizando, intensificando, molestando-me a alma e afundando-me num mar de cuja saída desconheço. O Mundo gira, as pessoas mudam, as mentalidades mudam, mas a minha dor vai ficando. Chego a pensar que devo ser um ídilico estúpido, que quer ter e ver nas coisas a perfeição com que quer fazer as coisas e ver a materialização cabal daquilo que idealiza, espelhada nos mais simples actos autónomos de outrém. Porém, se assim as coisas funcionasses, o mundo estaria repleto de trivialidades, facto que, como é por demais evidente, está longe, de corresponder a uma simples e verosímil aproximação da realidade. É irrefutável e cabal que o Mundo está de mal comigo, porque não foi feito para mim. Se calhar, eu é que não fui feito para o Mundo e o meu zigue-zaguear sentimental e existencial, não será mais que uma simples conclusão de um facto que muitos já notam: o meu cada vez maior afastamento dos maiores prazeres da vida: Não consigo valorizar-me. Deixei a minha auto-estima metida na gaveta e não mais de lá a tirei por a achar inútil, inadequada e mais importante que isso, não aplicável a uma pessoa como eu. Mais que uma simples existência, definiria a minha vida como uma turbulência, e isso, infelizmente e com a maior das mágoas devo relevar, que provavelmente o futuro não alterará. Sou um ser, por definição, talhado para viver no escuro, sentindo a mágoa e a dor, pois nela cresci, nela vivo e no sofrimento vou tentando encontrar o meu caminho e a minha ambição. Apenas eu: Hugo!  Posted by Hello

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Amigo, queria dizer-te que se procurares no fundinho do balde vais encontrar um "si" extroardinário, alguém que é capaz de inventar uma porta numa parede que parece não ter nenhuma. Mantens uma dinâmica capacidade de sonho e uma razão criativa. Por isso não tens apenas capacidades mas fazes uso delas; não só pensas ... como realizas pensamentos e sonhos. E decididamente podes acreditar em ti. Eu acredito!

1:42 PM  

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